Politica
Ministério das Comunicações mostra benefícios de rádio comunitária no interior do Ceará
Maria Ida Alves Matos, diretora da Sertão FM, locutora e fundadora da rádio / FOTO: Victor Gaite/MCom
Primeiro episódio da websérie ‘Todo dia a gente faz um Brasil melhor’ estreia nesta sexta-feira (20)
O Ministério das Comunicações divulga nesta sexta-feira (20) o primeiro episódio da websérie “Todo dia a gente faz um Brasil melhor”, que vai mostrar os projetos e programas que estão mudando a vida dos brasileiros.
Os episódios podem ser conferidos no canal da pasta no YouTube, no endereço ‘www.youtube.com/@
O primeiro episódio vai mostrar como as rádios comunitárias estão transformando a vida de milhares de brasileiros, principalmente daqueles que moram em comunidades mais distantes dos grandes centros, onde a comunicação, de uma forma geral, é mais precária.
Nesta sexta, o Ministério mostra como a Rádio Sertão FM, localizada na comunidade rural de Várzea da Cobra, no município de Forquilha, no interior Ceará, tem transformado a vida da população local.
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, enalteceu o importante papel que as rádios comunitárias exercem em todos os estados. “As comunitárias são um valioso instrumento que propaga a cultura local e transmite notícia e informação de qualidade, próxima da realidade do cidadão. Minha determinação é para agilizar o maior número possível de autorizações para esse tipo de veículo”, disse Juscelino.
Só neste ano, o Ministério das Comunicações concedeu 121 autorizações para funcionamento de rádios comunitárias no Brasil.
“A rádio veio para mudar a nossa história. Depois que inauguramos a emissora, já conseguimos até o asfalto que dá acesso à comunidade. Trazemos música, cultura, prestação de serviço e muita informação útil para todos que moram por aqui. Essa rádio foi uma bênção”, afirmou Maria Ida Alves Matos, diretora da Sertão FM, locutora e fundadora da rádio.
Maurício Costa, diretor da Federação Brasileira das Rádios Comunitárias (Febrascom), falou sobre a importância dessas emissoras.
“Há algumas localidades sem TV, sem internet, e a rádio chega para suprir essas lacunas. Por meio dos programas o ouvinte fica sabendo das informações locais e acaba tirando proveito disso. As rádios comunitárias são um alento, principalmente em áreas rurais e comunidades indígenas e quilombolas”, afirmou.
Ascom MCom
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Politica
Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita
Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.
Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.
O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.
Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.
Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.
A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.
Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).
Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.
Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.
Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.
O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.
Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.
FONTE:
sul21.com.br
Por Pedro Stahnke
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