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Politica

PF caça hacker da conta de Janja

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Conta da primeira-dama no X foi invadida por um pirata que fez pregações moralistas e ataques a Lula e ao STF – (crédito: Claudio Kbene/PR)
Renato Souza
Victor Correia
Agentes fazem operação em Minas e cumprem mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, em endereços relacionados ao suspeito de ter invadido o perfil da primeira-dama no X

A Polícia Federal (PF) cumpriu, ontem, quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um suspeito de participar da invasão ao perfil da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, no X (antigo Twitter) — que tem mais de 1 milhão de seguidores —, na noite de segunda-feira. De acordo com fontes ligadas à investigação, as ações ocorreram em Minas Gerais, cumprindo mandados expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF foi acionada poucas horas depois da invasão e abriu inquérito. “Na noite de ontem (segunda-feira), os ataques de ódio e o desrespeito que sofro diariamente chegaram a outro patamar. Minha conta do X foi hackeada e, por minutos intermináveis, foram publicadas mensagens misóginas e violentas contra mim. Posts machistas e criminosos, típicos de quem despreza as mulheres, a convivência em sociedade, a democracia e a lei”, salientou Janja em publicação no perfil.

“Estou acostumada com ataques na internet, por mais triste que seja se acostumar com algo tão absurdo. Mas a realidade é que a internet é um espaço potente para o bem e para o mal. E é comprovado que nós, mulheres, somos as que mais sofrem com os ataques de ódio, aqui nas redes. O que sofri ontem (segunda-feira) é o que muitas mulheres sofrem diariamente”, completou.

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Como adiantou o Correio, desde a manhã de ontem os investigadores da PF suspeitavam de um nome envolvido no ataque. As diligências foram iniciadas imediatamente após o caso ser informado à corporação. Assim que foi avisada, a empresa responsável pelo X bloqueou a conta para novas publicações do hacker e, em seguida, devolveu o acesso a Janja.

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Pela mesma rede social, Lula agradeceu as manifestações de solidariedade e reforçou o apoio à primeira-dama. “As mulheres são as principais vítimas de crimes virtuais e não podemos tolerar mais episódios como esses contra as mulheres. Aos envolvidos, o rigor da lei”, afirma a publicação.

Ataque à vacina

Lula, por sinal, aproveitou o programa semanal Conversa com o Presidente, para defender a criminalização de quem divulga mentiras e desinformações sobre as vacinas. Ao lado da ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que não há outra forma de lidar com “facínoras” e “negacionistas”.

Em seguida, Nísia criticou a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados por promover ataques à eficácia dos imunizantes. Parlamentares do colegiado sugeriram a relação entre as vacinas contra a covid-19 e uma suposta “epidemia de morte súbita” no mundo.

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“Vimos lives promovidas por uma comissão da Câmara em que médicos falam que a vacina da covid pode causar miocardites graves. Tudo fake news, mas aparecendo como se fosse informação científica. Isso confunde a população”, lamentou.

Fonte: Correio Brasiliense

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Politica

Consulta pública sobre políticas de igualdade racial termina hoje

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Sociedade pode contribuir através da plataforma Participa + Brasil
Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

O prazo para envio de contribuições da sociedade civil para a construção do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) termina nesta sexta-feira (16).

As sugestões podem ser enviadas por meio da consulta pública disponível na Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.

A consulta pública é aberta para representantes de organizações da temática da igualdade racial, movimentos de mulheres negras, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e sociedade em geral.

A ideia é que a escuta da sociedade exponha as necessidades e experiências para construção de políticas mais próximas à realidade enfrentada no país.

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De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social tem o objetivo de enviar propostas que orientem a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades, na promoção de justiça racial e econômica e na efetivação de direitos.

A consulta popular ocorre após a realização da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (5ª Conapir), realizada em setembro de 2025.

Com o tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial, a conferência mobilizou cerca de 15 mil pessoas em todas as etapas locais, estaduais, temáticas e na nacional.

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Como contribuir

Os interessados podem apresentar contribuições diretamente nos objetivos estratégicos do 2º Planapir, que estão organizados em 16 eixos temáticos:

  • Eixo 1: Trabalho e Inclusão Produtiva
  • Eixo 2: Educação
  • Eixo 3: Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
  • Eixo 4: Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
  • Eixo 5: Cultura, Memória e Reparação Simbólica
  • Eixo 6: Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
  • Eixo 7: Comunidades Quilombolas
  • Eixo 8: Povos de Terreiro e de Matriz Africana
  • Eixo 9: Povos Ciganos
  • Eixo 10: Mulheres Negras
  • Eixo 11: Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
  • Eixo 12: População LGBTQIAPN+ negra
  • Eixo 13: Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
  • Eixo 14: Comunicação Antirracista, Justiça Digital
  • Eixo 15: Política Internacional
  • Eixo 16: Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial

Veja as formas de contribuir nesta consulta pública:

  1. Aprimorar a redação: sugerir uma forma mais acessível, precisa ou abrangente de escrever o objetivo;
  2. Incluir elementos: propor a inclusão de temas, públicos, territórios, direitos ou resultados que ampliem o alcance do objetivo;
  3. Alterar o conteúdo: propor mudanças na abrangência ou na orientação do objetivo, de acordo com as transformações que considera prioritárias;
  4. Sugerir reorganizações ou exclusões: indicar trechos que possam ser reunidos, reformulados ou retirados para aprimorar o objetivo;
  5. Propor um novo objetivo estratégico: apresentar uma proposta que contemple outras questões relevantes para o eixo.
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A orientação é que, sempre que possível, o cidadão deve descrever sua proposta e explicar como ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial.

Em caso de dúvida ou de necessidade de mais informações, sobre esta consulta pública, o cidadão pode entrar em contato por e-mail: consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br

Análise e consolidação

Após o período de coleta de contribuições da consulta pública, as propostas recebidas serão organizadas e analisadas no processo de consolidação do 2º Planapir.

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A análise subsidiará as decisões sobre ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final do Plano.

2º Planapir

A participação da sociedade contribui para definir e construir as transformações e prioridades que orientarão a política nacional de promoção da igualdade racial nos próximos anos.

O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos concretos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.

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