Politica
PF caça hacker da conta de Janja
Conta da primeira-dama no X foi invadida por um pirata que fez pregações moralistas e ataques a Lula e ao STF – (crédito: Claudio Kbene/PR)
Agentes fazem operação em Minas e cumprem mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, em endereços relacionados ao suspeito de ter invadido o perfil da primeira-dama no X
A Polícia Federal (PF) cumpriu, ontem, quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um suspeito de participar da invasão ao perfil da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, no X (antigo Twitter) — que tem mais de 1 milhão de seguidores —, na noite de segunda-feira. De acordo com fontes ligadas à investigação, as ações ocorreram em Minas Gerais, cumprindo mandados expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Estou acostumada com ataques na internet, por mais triste que seja se acostumar com algo tão absurdo. Mas a realidade é que a internet é um espaço potente para o bem e para o mal. E é comprovado que nós, mulheres, somos as que mais sofrem com os ataques de ódio, aqui nas redes. O que sofri ontem (segunda-feira) é o que muitas mulheres sofrem diariamente”, completou.
Como adiantou o Correio, desde a manhã de ontem os investigadores da PF suspeitavam de um nome envolvido no ataque. As diligências foram iniciadas imediatamente após o caso ser informado à corporação. Assim que foi avisada, a empresa responsável pelo X bloqueou a conta para novas publicações do hacker e, em seguida, devolveu o acesso a Janja.
Pela mesma rede social, Lula agradeceu as manifestações de solidariedade e reforçou o apoio à primeira-dama. “As mulheres são as principais vítimas de crimes virtuais e não podemos tolerar mais episódios como esses contra as mulheres. Aos envolvidos, o rigor da lei”, afirma a publicação.
Ataque à vacina
Lula, por sinal, aproveitou o programa semanal Conversa com o Presidente, para defender a criminalização de quem divulga mentiras e desinformações sobre as vacinas. Ao lado da ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que não há outra forma de lidar com “facínoras” e “negacionistas”.
Em seguida, Nísia criticou a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados por promover ataques à eficácia dos imunizantes. Parlamentares do colegiado sugeriram a relação entre as vacinas contra a covid-19 e uma suposta “epidemia de morte súbita” no mundo.
“Vimos lives promovidas por uma comissão da Câmara em que médicos falam que a vacina da covid pode causar miocardites graves. Tudo fake news, mas aparecendo como se fosse informação científica. Isso confunde a população”, lamentou.
Fonte: Correio Brasiliense
Politica
Consulta pública sobre políticas de igualdade racial termina hoje
O prazo para envio de contribuições da sociedade civil para a construção do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) termina nesta sexta-feira (16).
As sugestões podem ser enviadas por meio da consulta pública disponível na Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.
A consulta pública é aberta para representantes de organizações da temática da igualdade racial, movimentos de mulheres negras, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e sociedade em geral.
A ideia é que a escuta da sociedade exponha as necessidades e experiências para construção de políticas mais próximas à realidade enfrentada no país.
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social tem o objetivo de enviar propostas que orientem a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades, na promoção de justiça racial e econômica e na efetivação de direitos.
A consulta popular ocorre após a realização da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (5ª Conapir), realizada em setembro de 2025.
Com o tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial, a conferência mobilizou cerca de 15 mil pessoas em todas as etapas locais, estaduais, temáticas e na nacional.
Como contribuir
Os interessados podem apresentar contribuições diretamente nos objetivos estratégicos do 2º Planapir, que estão organizados em 16 eixos temáticos:
- Eixo 1: Trabalho e Inclusão Produtiva
- Eixo 2: Educação
- Eixo 3: Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
- Eixo 4: Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
- Eixo 5: Cultura, Memória e Reparação Simbólica
- Eixo 6: Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
- Eixo 7: Comunidades Quilombolas
- Eixo 8: Povos de Terreiro e de Matriz Africana
- Eixo 9: Povos Ciganos
- Eixo 10: Mulheres Negras
- Eixo 11: Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
- Eixo 12: População LGBTQIAPN+ negra
- Eixo 13: Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
- Eixo 14: Comunicação Antirracista, Justiça Digital
- Eixo 15: Política Internacional
- Eixo 16: Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial
Veja as formas de contribuir nesta consulta pública:
- Aprimorar a redação: sugerir uma forma mais acessível, precisa ou abrangente de escrever o objetivo;
- Incluir elementos: propor a inclusão de temas, públicos, territórios, direitos ou resultados que ampliem o alcance do objetivo;
- Alterar o conteúdo: propor mudanças na abrangência ou na orientação do objetivo, de acordo com as transformações que considera prioritárias;
- Sugerir reorganizações ou exclusões: indicar trechos que possam ser reunidos, reformulados ou retirados para aprimorar o objetivo;
- Propor um novo objetivo estratégico: apresentar uma proposta que contemple outras questões relevantes para o eixo.
A orientação é que, sempre que possível, o cidadão deve descrever sua proposta e explicar como ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial.
Em caso de dúvida ou de necessidade de mais informações, sobre esta consulta pública, o cidadão pode entrar em contato por e-mail: consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br
Análise e consolidação
Após o período de coleta de contribuições da consulta pública, as propostas recebidas serão organizadas e analisadas no processo de consolidação do 2º Planapir.
A análise subsidiará as decisões sobre ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final do Plano.
2º Planapir
A participação da sociedade contribui para definir e construir as transformações e prioridades que orientarão a política nacional de promoção da igualdade racial nos próximos anos.
O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos concretos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.
-
feminicidio3 dias ago‘Ex falava que acabaria com a vida dela’, diz padrasto de jovem morta em SP
-
Saúde3 dias agoHomens costumam descobrir câncer de mama em estágio mais avançado
-
Curiosidades3 dias agoIniciativa quer incentivar mulheres a trabalhar em segurança cibernética
-
Saúde9 horas agoDiagnóstico tardio de doenças ginecológicas afeta qualidade de vida e pode comprometer saúde das mulheres



