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Politica

Violência contra a mulher entra em pauta nas salas de aula do DF

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A Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) leva, nesta sexta-feira (27), o projeto PEM nas Escolas para o Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Cruzeiro. A iniciativa divulga ações de prevenção e conscientização sobre igualdade de gênero e enfrentamento à violência contra as mulheres, com atividades voltadas a estudantes.

No encontro, com cerca de 150 alunos, terão rodas de conversa e a apresentação de uma cartilha educativa desenvolvida especialmente para adolescentes. O material utiliza linguagem acessível e exemplos do cotidiano para abordar temas como respeito, empatia, igualdade de gênero e os diferentes tipos de violência contra as mulheres.

À frente da Procuradoria Especial da Mulher, a deputada Paula Belmonte destaca a importância da prevenção como eixo central das políticas públicas de enfrentamento a esse cenário. “Ao levar as ações da Procuradoria para dentro das escolas, reforçamos que o enfrentamento à violência contra a mulher começa antes da agressão e antes da denúncia. Começa na formação de consciência, na construção de valores e na forma como os jovens aprendem a se relacionar. A prevenção precisa estar no centro desse debate”, afirma.

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A atividade integra a proposta da Procuradoria de ampliar o debate sobre direitos e prevenção à violência para além do ambiente institucional, levando informação aos espaços de formação e convivência dos jovens. A iniciativa parte do entendimento de que a construção de uma cultura de respeito começa pela educação e pelo diálogo direto com as novas gerações.

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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