Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
(WordPress, Blogger e outros):

Saúde

Bingo natalino leva acolhimento e humanização à clínica médica do Hospital Regional de Santa Maria

Publicado em

Atividade promovida pela equipe multiprofissional proporcionou momentos de alegria aos pacientes que devem passar o Natal internados
Por Talita Motta
A tarde desta terça-feira (23) foi marcada por sorrisos, descontração e acolhimento na Clínica Médica do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Com o objetivo de tornar o período de internação mais leve, especialmente para os pacientes que passarão o Natal longe de casa, a equipe multiprofissional do setor realizou um bingo especial.
A ação foi pensada como uma surpresa, sobretudo para pacientes com internações prolongadas. Segundo a chefe do Serviço de Enfermagem da Clínica Médica, Aline Borges, iniciativas como essa contribuem para a promoção do bem-estar dos internados. “Esses momentos ajudam a tirar um pouco o foco da doença e do tratamento, especialmente em um período tão sensível como o fim de ano, quando o desejo de estar com a família é ainda maior”, explica.
O bingo contou com a distribuição de diversos brindes, como sandálias, itens de higiene pessoal, cremes corporais, perfumes, fones de ouvido, caixinhas de som, além de livros de leitura e de colorir. Mais do que os prêmios, o clima de festa, interação e acolhimento foi o que mais marcou a atividade.
Internado há cerca de dois meses devido a problemas renais, o paciente Francisco Lopes Ribeiro, de 54 anos, sabe que passará o Natal no hospital, mas mantém a expectativa de um Réveillon diferente. Surpreso com a iniciativa, ele participou da atividade e chegou a completar a cartela. “Eu não sabia que ia ter o bingo. O pessoal passou avisando no quarto e eu gostei muito. É uma motivação para quem está aqui, faz a gente se sentir melhor”, relata.
Para a psicóloga do setor, Keren Bezerra Cesar, estas ações têm papel fundamental no cuidado integral ao paciente. “A longa internação e o processo de adoecimento muitas vezes levam à despersonalização, quando o paciente deixa de ser visto em sua individualidade. Então, buscamos aliviar o sofrimento emocional deles, fortalecendo vínculos e trazendo mais qualidade durante o período de internação”, destaca.
Durante a atividade, pacientes que necessitaram de apoio para marcar as cartelas foram acompanhados pelos profissionais da equipe multiprofissional, que atuaram de forma contínua ao longo do bingo, garantindo a participação de todos, respeitando as necessidades individuais de cada internado.
Assessoria de Comunicação

imprensa@igesdf.org.br

( 61 3550-9281
Atendimento à imprensa: Segunda a sexta – 8h às 18h
Sábados, domingos e feriados – 9h às 17h

Acesse: https://igesdf.org.br/

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:   Cartão do programa “Fome Não Tira Férias" é lançado na COP30

Saúde

Cuidados paliativos precoces podem aumentar a sobrevida do paciente oncológico

Published

on

Estudo publicado no JAMA aponta sobrevida superior a dois anos em pacientes que receberam esses cuidados, em comparação àqueles não beneficiados com essa prática.

A médica Isabela Schiffino, da Oncologia D’Or, afirma que a prática deve começar com o diagnóstico de uma doença grave.
A Organização Mundial de Saúde define o cuidado paliativo como uma abordagem multidisciplinar que busca a qualidade de vida do paciente e seus familiares diante de doenças ameaçadoras da vida. Visa prevenir e aliviar todas as esferas do sofrimento humano, por meio da identificação precoce, avaliação e tratamento de sintomas físicos, psicossociais e espirituais1. Estudos recentes mostram que essa prática é capaz de promover a percepção de bem-estar e aumentar a sobrevida dos pacientes, quando aplicada logo após o diagnóstico da enfermidade.
“O paciente com efetivo controle dos sintomas físicos, emocionais, psicológicos, sociais e espirituais vive mais. Cuidado paliativo não é falar sobre morte. É falar sobre a vida, sobre aquilo que ainda faz sentido, que importa, que conecta e que dignifica cada dia vivido”, afirma a médica intensivista Isabela Schiffino, especialista em Cuidados Paliativos da Oncologia D’Or.

Apesar de sua importância, a Medicina Paliativa é desconhecida por parte da população, por ser relativamente recente — há 15 anos foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como área de atuação médica. Só em 2022 foi incluída na grade curricular do curso de Medicina a fim de formar profissionais para integrar equipes multidisciplinares capacitadas para elaborar planos de cuidados em conjunto e sempre calcados nos princípios da bioética enfatizados no Código de Ética Médica.
Com o passar do tempo, os cuidados paliativos ganharam relevância e viraram objeto de estudos científicos. Um deles2, publicado no prestigiado Journal of American Medical Association (JAMA), envolveu 144 pacientes com câncer avançado, que não estavam em fase terminal e não eram suscetíveis à quimioterapia. De acordo com os resultados, os indivíduos que receberam pelo menos dez intervenções de cuidados paliativos tiveram sobrevida superior a dois anos em comparação àqueles que não foram beneficiados com essa prática.

Advertisement

“Os cuidados paliativos são como um guarda-chuva numa tempestade, que se forma a partir dos desafios da doença, do tratamento e das incertezas do futuro”, descreve Isabela Schiffino. Para ajudar no enfrentamento da tormenta — que é vivenciada de forma única por cada paciente — é necessária uma equipe formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais e capelania. Cada um deles, na sua especialidade, fomenta medidas de enfrentamento para cada paciente e seus familiares.

Leia Também:  Pesquisa aponta que 31% das brasileiras acima de 18 anos são consideradas desinformadas a respeito do Câncer de Mama
Cada membro da equipe multidisciplinar fomenta medidas de enfrentamento da doença para o paciente e seus familiares

Um estudo norte-americano3 avaliou 151 pacientes com câncer metastático de pulmão de não pequenas células. Deste total, 16% dos indivíduos submetidos aos cuidados paliativos tiveram depressão, menos da metade dos 38% do grupo controle. A qualidade de vida também foi maior no primeiro grupo, que apresentou 98 pontos na Escala de Avaliação Funcional da Terapia do Câncer de Pulmão. No segundo, a média foi de 91 pontos. Desta forma, a pesquisa demonstrou a melhoria nos indicadores quantitativos de qualidade de vida e aumento da sobrevida.
Cuidados paliativos e o câncer

O câncer é uma das principais causas de mortalidade no Brasil, ficando apenas atrás das doenças cardíacas e circulatórias. Em 2024, foram 266.692 óbitos4. Não por acaso, a Medicina Paliativa é muito empregada na Oncologia. “A precocidade dos cuidados paliativos impacta diretamente na qualidade do tratamento oncológico. Reduz a sobrecarga de acionamentos do especialista, por exemplo, para controle de sintomas físicos, emocionais e sociais “, declara a médica.
Isabela Schiffino afirma que às vezes, o paciente recepciona sua equipe acreditando que os médicos desistiram dele, por causa da interrupção do tratamento curativo. “Mas com uma comunicação técnica, sutil e empática, esclarecemos que estamos apoiando e torcendo pela sua recuperação. Ao mesmo tempo, se ela não vier, mostramos que ele e seus familiares estarão acolhidos e assistidos independentemente do desfecho”, observa.
Um estudo belga5 com 186 indivíduos com câncer avançado e expectativa de vida estimada em um ano evidenciou como os cuidados paliativos podem fazer a diferença para os pacientes. Os pesquisados foram divididos em dois grupos: 92 receberam cuidados paliativos precoces e sistemáticos, e os demais, apenas os cuidados oncológicos padrão.
Em 12 semanas, todos foram submetidos ao questionário que mensura a qualidade de vida adotado pela Organização Europeia para a Pesquisa e Tratamento de Câncer (EORTC, em inglês). Os resultados revelaram que o primeiro grupo apresentou 61,98 pontos, superando os 54,39 pontos registrados pelo segundo.

Advertisement

 

Leia Também:  O que você precisa saber sobre HPV – o vírus traiçoeiro e sexualmente transmissível mais frequente do mundo

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Disponível em https://iris.who.int/items/803bf528-2d21-4435-8ba1-d2c483df4d62
  2. Kang EK, et al. Early integrated palliative care in advanced cancer. JAMA Net Open. 2024.
  3. Temel JS, et al. Early palliative care for metastatic non-small-cell lung cancer. N Engl J Med. 2010; 363:733-742
  4. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Disponível em Link
  5. Vanbutsele G, et al. Effect of early and systematic integration of palliative care. Lancet Oncol. 2018;19(3)

 

Oncologia D’Or

Advertisement

A Oncologia D’Or opera uma rede com mais de 60 clínicas em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. Seu corpo clínico é formado por mais de 500 especialistas em oncologia, radioterapia e hematologia, que, junto às equipes multiprofissionais, entregam um cuidado integral, personalizado e de excelência ao paciente.

Em estreita integração com grande parte dos mais de 79 hospitais da Rede D’Or, a instituição proporciona uma experiência assistencial abrangente, combinando terapias avançadas e os modelos mais modernos de medicina integrada, assegurando agilidade, eficiência e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, desde o diagnóstico até a recuperação.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA