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Chá em comemoração aos 250 anos de Jane Austen movimenta Café Angelita em 16 de dezembro
No mais autêntico clima de chá das cinco, evento imersivo resgata o universo austeniano com trilha sonora especial, referências históricas e o charme da cultura britânica
Em 16 de dezembro, amantes da literatura e da cultura inglesa terão a oportunidade de viver uma imersão no universo de Jane Austen durante o “Chá em Comemoração aos 250 anos de Jane Austen”, homenagem a uma das escritoras mais lidas e admiradas desde o século XIX. Como o apoio da livraria Sebinho, o evento, realizado no Café Angelita, promete uma experiência envolvente, com trilha sonora cuidadosamente selecionada e referências gastronômicas à época georgiana, ideal para quem aprecia literatura e se encanta com a obra austeniana.
“O legado de Jane Austen vai além da literatura romântica que produziu. Pessoalmente, ela representa a capacidade feminina de ultrapassar barreiras sociais ao tornar-se escritora no século XVIII. Sua escrita é inteligente, cheia de sutilezas críticas, e aborda questões do universo feminino que ecoam até hoje, como idealização do amor, conflitos familiares e amadurecimento emocional”, afirma Jamila Gontijo, jornalista, psicanalista e idealizadora do evento.
O encontro destacará, de forma leve, entre chás, tortas e muffins, o grande simbolismo de uma obra que permanece profunda e relevante ao abordar, com ironia fina e sensibilidade, questões como amadurecimento feminino, relações sociais, costumes, autonomia e os limites impostos às mulheres. Enfim, uma fonte inesgotável de reinterpretação e reflexão. “Apesar de, num primeiro olhar, seus temas parecerem leves, quotidianos, ou até superficiais, a escritora construiu análises sofisticadas sobre comportamento, escolhas e identidade, o que reforça o encanto desse encontro, que também contará com presentes, sorteios e surpresas ao longo da tarde”, reforça Jamila.
São esperados leitores, apreciadores da cultura britânica e admiradores da escritora que transformou para sempre a literatura inglesa. Entre suas obras mais conhecidas estão “Orgulho e Preconceito”, “Razão e Sensibilidade”, “Persuasão” e “Emma”.
E, para completar a atmosfera, alguns lugares simbólicos já estão reservados para convidados muito especiais, saídos, diretamente, dos clássicos da escritora: Elizabeth Bennet, Mr. Darcy e as irmãs Elinor e Marianne Dashwood, mesmo que ainda não tenham confirmado presença. Já a torcida é para que Lady Catherine de Bourgh, aquela tia insuportável que sempre aparece para atrapalhar, o inesquecível Mr. Wickham, mestre em causar confusão, e o igualmente problemático Mr. Willoughby mantenham a devida distância do salão.
A tradição do chá e a poética dos encontros
O evento resgata o ritual do chá como prática social que atravessa séculos. Originário da China, o chá chegou à Europa pelos portugueses no século XVI e tornou-se ícone britânico graças a Catarina de Bragança, filha de D. João IV, que levou o hábito à corte inglesa ao casar-se com Carlos II. Assim nasceu o célebre chá das cinco, símbolo de refinamento, acolhimento e convivência.
Reunir-se em torno de uma mesa com bebidas quentes é um gesto universal: um momento em que conversas fluem, relações se aprofundam e o cotidiano se suaviza. Essa atmosfera afetiva dialoga diretamente com as histórias criadas por Jane Austen, marcada por observações sociais, ironia e sensibilidade emocional.
Sobre a idealizadora
A jornalista e psicanalista Jamila Gontijo, editora do Brasília News, assina a curadoria do evento. Sua trajetória profissional tem profunda conexão com a cultura britânica: Ela chefiou o núcleo de comunicação e diplomacia pública da Embaixada Britânica em Brasília e viveu em Londres durante os estudos em jornalismo, período em que mergulhou em tradições inglesas, da culinária à vida social, tão presentes na obra de Jane Austen.
Serviço
Chá em Comemoração aos 250 anos de Jane Austen
Data: 16 de dezembro de 2025
Horário: 17h
Local: Café Angelita (409 Sul)
Ingressos limitados: R$ 40 Sympla
Realização: Brasília News @obrasilianews
*O ingresso dá direito a um lugar na mesa, muffin e participação em sorteios
Donna Mídia Comunicação
Charlotte Vilela
(61) 98151-2400
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CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA
Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.
A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.
A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.
O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.
Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.
Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.
É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.
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