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Saúde

Encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças do IgesDF inspira gestores

Publicado em

Autora Pollyana Cabral
Foto Divulgação/ IgesDF.
Evento promove práticas de liderança mais humanizadas e eficazes para gestores e supervisores do Instituto
Nesta quarta-feira (13), o auditório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) sediou o segundo encontro da segunda turma do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL), iniciativa do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), em parceria com a Gerência Geral de Pessoas (GGPES) e a Diretoria de Ensino e Pesquisa (Diep). O evento reuniu gestores, gerentes e supervisores de várias unidades do instituto, com o objetivo de fortalecer as práticas de liderança, promovendo uma gestão mais humanizada e eficaz.
A CEO da Montreal Viagens, Fabiana Castro, ministrou uma palestra inspiradora sobre o tema “Trabalho em Equipe”, enfatizando a importância da sinergia e colaboração no ambiente de trabalho. Com MBA em marketing de serviços e uma carreira marcada pela transformação de pessoas e negócios, Fabiana relatou a comunicação enriquecedora durante o encontro. “Fiquei muito feliz com a interação durante a palestra, pois sempre busco estabelecer um contato visual com o público. Durante a apresentação, era possível perceber o interesse de muitos participantes, com olhares atentos e cabecinhas balançando em sinal de concordância, o que me motivou ainda mais”, comentou a palestrante.
Além da palestra, Fabiana conduziu uma dinâmica prática para estimular o raciocínio e a habilidade de comunicação entre líderes e suas equipes. Na atividade, os líderes receberam instruções específicas de Fabiana fora do auditório e, ao retornarem, precisavam transmitir essas informações para suas equipes, que, por sua vez, tentaram reproduzir o que entenderam em forma de desenho. A dinâmica evidenciou a importância da clareza na comunicação entre líderes e equipes, promovendo uma experiência prática de trabalho em equipe.
Para a CEO, o objetivo do evento foi ajudar os líderes presentes não só a evoluírem individualmente, mas também a impulsionarem o desenvolvimento de suas equipes. “Estudei um pouco mais sobre o tema para trazê-lo à realidade do dia a dia deles, para que pudessem sair daqui com vontade de colocar tudo em prática. E, com isso, acredito que o objetivo foi cumprido”, finalizou Fabiana.
A gerente geral de pessoas do IgesDF, Eliane Silvestre, ressaltou a importância do programa para o desenvolvimento contínuo dos líderes do instituto. “O Instituto tem investido para trazer treinamentos e capacitações que contribuam diretamente para o crescimento dos nossos gestores. O Programa de Desenvolvimento de Lideranças é uma oportunidade para fortalecer as habilidades de cada um, o que certamente impacta positivamente no atendimento à população e na qualidade do ambiente de trabalho”, afirmou Eliane.
O evento reforça o compromisso do IgesDF com o crescimento contínuo de seus profissionais, fortalecendo o papel das lideranças no atendimento à população e na promoção de um ambiente de trabalho mais colaborativo e motivador.
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Saúde

Uma em cada quatro pessoas idosas sofre queda em um ano; exercício pode ajudar a preservar capacidade funcional

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Para o especialista Jauan Anselmo, dados da Fiocruz reforçam a importância de estratégias individualizadas para manutenção da força, equilíbrio e autonomia para quem entra a quem está na terceira idade.

 

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Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a prática de exercícios físicos ganha importância principalmente para a manutenção da força, da mobilidade e da independência. O desafio, segundo o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, é adaptar a prescrição à realidade de um corpo que passa por mudanças progressivas, em vez de simplesmente reproduzir protocolos desenvolvidos para pessoas mais jovens.

 

A necessidade de um planejamento individualizado se torna ainda mais evidente diante dos riscos associados à perda de força e às quedas. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 25,1% dos idosos brasileiros residentes em áreas urbanas sofreram ao menos uma queda em um período de 12 meses, o equivalente a uma em cada quatro pessoas.

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Para Jauan, envelhecer não significa abandonar exercícios de força ou reduzir a atividade física a caminhadas. O que muda é a necessidade de controlar melhor variáveis como volume, intensidade, frequência, recuperação e complexidade dos movimentos.

 

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“O corpo que envelhece continua respondendo ao treinamento e precisa dele. O erro está em acreditar que podemos manter indefinidamente a mesma carga, o mesmo volume e a mesma frequência que utilizávamos aos 20 ou 30 anos. A prescrição precisa acompanhar as mudanças do indivíduo. Em muitos casos, reduzir o volume e aumentar a qualidade do estímulo é justamente o que permite treinar por mais tempo, com segurança e funcionalidade”, explica.

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Força para combater a perda muscular

 

A preocupação também passa pela sarcopenia, caracterizada pela redução de massa, força e função muscular. Segundo estudo publicado em 2024 na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, da Universidade de São Paulo (USP), aponta prevalência de 5% a 13% entre pessoas com 65 anos ou mais, podendo chegar a 50% após os 80 anos.

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“Treinar para envelhecer bem é entender qual estímulo aquele corpo consegue receber, assimilar e recuperar. A pessoa precisa desenvolver força suficiente para subir uma escada, levantar de uma cadeira, carregar uma sacola ou reagir a um desequilíbrio. O objetivo final é preservar a autonomia”, afirma o especialista em fisiologia do exercício.

 

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Nesse cenário, o exercício físico é uma das ferramentas para preservar a capacidade funcional. Uma pesquisa longitudinal publicada em 2025 na Ageing International, com dados do UK Biobank, acompanhou 1.918 adultos de meia-idade e identificou que níveis maiores de atividade física de intensidade moderada a vigorosa estiveram associados a menor risco de desenvolvimento de sarcopenia.

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Excesso também pode ser um problema

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Se a ausência de atividade favorece a perda de capacidade física, o excesso de treinamento sem recuperação adequada também pode comprometer a evolução. A síndrome de overtraining, por exemplo, está associada a queda de desempenho, fadiga persistente, alterações musculares e imunológicas e maior ocorrência de problemas relacionados à recuperação.

 

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Por isso, segundo Jauan – que atua na área de forma personalizada –, a lógica do treinamento para pessoas mais velhas deve considerar não apenas o exercício realizado, mas também sono, recuperação, histórico de lesões, doenças preexistentes, nível de condicionamento e resposta individual aos estímulos.

 

“Tentar combater o envelhecimento com uma lógica de treinamento que não respeita o próprio envelhecimento é um perigo. A pessoa que quer continuar ativa aos 60, 70 ou 80 anos precisa pensar em consistência, não em provar todos os dias quanto consegue suportar. Uma prescrição inteligente é aquela que permite que você continue treinando amanhã, no próximo mês e nos próximos anos”, conclui.

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