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Saúde

Dia Mundial da Prematuridade é celebrado em 17 de novembro e HRSM é referência no atendimento a recém-nascidos prematuros

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Hospital Regional de Santa Maria realiza grande número de partos prematuros
Jurana Lopes
A chegada de um bebê prematuro em uma família é sempre cercada de muita preocupação, insegurança e medo. Em 17 de novembro é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade e por isso, a campanha Novembro Roxo é dedicada para tratar sobre o tema e alertar a população sobre as possíveis causas e consequências dos partos prematuros. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil ocupa o 10º lugar no ranking mundial de nascimentos prematuros, com aproximadamente 302 mil casos anualmente.
Referência no atendimento a gestantes de alto risco da região de saúde sul e entorno sul do Distrito Federal, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) acaba realizando um número elevado de partos prematuros devido à complexidade do serviço. De janeiro a outubro deste ano, foram 400 nascimentos prematuros ocorridos na unidade hospitalar.
“O próprio nome diz que eles nascem antes da época. Então, eles são pré-termos. Eles possuem idade gestacional menor que 37 semanas. Podem ser prematuros extremos, moderados e tardios. Menor de 29 semanas são prematuros extremos. São crianças que não têm o pulmão formado ainda, principalmente os extremos e moderados, um pulmão que ainda não está preparado para respirar sozinho quando sai da barriga da mãe. Então, a tendência deles é ter síndrome do desconforto respiratório. São crianças que não atingiram o peso ideal, que nascem de baixo peso”, informa a chefe do Serviço de Neonatologia do HRSM, Phabyana Pereira de Araújo.
Dependendo do peso, o tempo de internação é ainda maior, porque se for extremo baixo peso, ou seja, menor que um quilo, o tempo de internação costuma ser bem maior, porque a equipe só preconiza uma alta com 1.800 kg ou 1.900kg e se estiver mamando bem.
Segundo a médica, devido ao baixo peso e ao amadurecimento neurológico há dificuldades de sucção e a consequência é maior tempo utilizando sonda. “O sistema neurológico ainda não está bem desenvolvido. Então, a gente tem que aguardar essa criança ter algumas características, alguns reflexos que na idade de termo ele não possui no pré-termo. Os prematuros são mais sonolentos ou mais irritadiços, tem uma pré-disposição para ter mais hemorragias intracranianas e por isso é tão importante a assistência de uma equipe multidisciplinar”, explica.
Phabyana destaca que desde o médico neonatologista que vai fazer a prescrição e dar as condutas, há também o cuidado extremo da equipe de enfermagem em relação aos dispositivos e acessos, aos cuidados, às trocas de decúbito e aos cuidados de higiene desse bebê prematuro.
“A equipe da Fonoaudiologia ajuda quando a equipe vai transicionar de sonda para começar o processo de sucção desse recém-nascido. A Fisioterapia é responsável por fazer ajustes ali do padrão ventilatório. A equipe se junta durante a extubação, A Terapia Ocupacional auxilia a Fonoaudiologia e cuida do método canguru. Também existe o apoio essencial da Psicologia e Assistência Social para dar apoio para esta mãe e família com o bebê internado”, destaca.
A médica destaca que vários fatores podem ocasionar um parto prematuro, como obesidade, diabete gestacional, infecção urinária, principalmente no 3º trimestre, hipertensão, descolamento prematuro de placenta, entre outros. Por isso, é essencial que a gestante faça o acompanhamento da gestação indo a todas as consultas do pré-natal.
Atualmente, o HRSM possui 20 leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), 15 leitos na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN) e mais 51 leitos na Maternidade, sendo dez deles destinados às gestantes de alto risco, além de contar com um Banco de Leite Humano (BLH) e uma equipe multidisciplinar para prestar toda a assistência a este bebê prematuro e sua família desde seu nascimento.
Fotos: Alberto Ruy/IgesDF
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Saúde

Sintoma comum, tontura pode indicar diferentes doenças e exige investigação

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Campanha nacional, de 20 a 26 de abril, destaca a importância de avaliar o quadro e seus sinais associados; especialista alerta para situações que exigem atendimento médico imediato

 

Você já sentiu tontura ou conhece alguém que tenha passado por isso? Apesar de comum, esse sintoma pode esconder condições importantes e merece atenção. Entre os dias 20 e 26 de abril, a Semana da Tontura 2026, promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e pela Academia Brasileira de Otoneurologia (ABON), reforça o alerta com o tema “Tontura é coisa séria: sabia que alterações no metabolismo também podem causar tontura?”. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância de investigar corretamente esse sinal clínico.

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“Muita gente ainda encara como algo simples, mas existem situações que exigem avaliação imediata”, explica a Dra. Naiana Rocha Arcanjo, otorrinolaringologista e otoneurologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE). “Quando surge de forma súbita, intensa ou diferente do habitual, ou vem acompanhada de sintomas como fraqueza, dormência, dificuldade para falar, visão dupla, perda de consciência ou dor de cabeça forte, é fundamental procurar atendimento com urgência”, orienta.

Segundo a especialista, identificar a origem nem sempre é tarefa simples, já que diferentes sistemas do organismo podem estar envolvidos. “Nem sempre o problema está restrito ao labirinto. Sinais como alteração na coordenação, palpitações, sensação de desmaio ou episódios ligados ao estresse podem indicar causas neurológicas, cardíacas, metabólicas ou emocionais”, destaca. “Esses fatores podem inclusive se associar e exigir acompanhamento conjunto com outros profissionais”, completa.

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Para ajudar a população a compreender melhor, ela esclarece diferenças básicas entre termos frequentemente confundidos. “Tontura é um conceito amplo, que engloba várias sensações. Já a vertigem é quando há percepção de giro, enquanto o desequilíbrio está relacionado à dificuldade de se manter em pé ou caminhar”, explica.

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A tentativa de resolver o problema por conta própria é outro ponto de preocupação. “Um erro comum é usar medicamentos sem orientação, acreditando que tudo se resume à ‘labirintite’”, alerta. “Além disso, ignorar sinais associados ou buscar soluções na internet pode mascarar doenças e atrasar o tratamento adequado”, acrescenta.

Os impactos no cotidiano também são relevantes. “Sem o cuidado correto, há risco de quedas, fraturas e acidentes, especialmente entre pessoas mais velhas. Isso compromete diretamente a segurança e a qualidade de vida”, afirma.

Na prática clínica, a investigação envolve diferentes etapas. “O diagnóstico é feito a partir da história do paciente, exame físico e testes específicos. Em alguns casos, solicitamos audiometria, exames vestibulares, laboratoriais ou de imagem, mas nenhum deles, isoladamente, confirma a causa”, esclarece.
Há ainda influência direta dos hábitos diários. “Estresse, ansiedade, noites mal dormidas, alimentação inadequada, sedentarismo e consumo excessivo de cafeína ou álcool podem desencadear ou agravar os episódios”, ressalta.

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Entre idosos, a atenção deve ser redobrada. “Existe um declínio natural do equilíbrio, além do uso de múltiplos medicamentos e presença de doenças associadas. Por isso, qualquer episódio precisa ser valorizado para evitar complicações mais graves”, pontua.

As possibilidades terapêuticas variam conforme o diagnóstico. “Podemos utilizar medicamentos, realizar manobras específicas, indicar reabilitação vestibular e orientar mudanças no estilo de vida. Tudo depende da causa identificada”, afirma.

Como mensagem central da campanha, a especialista reforça a importância da conscientização. “Tontura tem causa, diagnóstico e tratamento. O mais importante é não banalizar, evitar automedicação e buscar avaliação adequada”, finaliza a Dra. Naiana Rocha Arcanjo.

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Crédito: Imagem de freepik

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