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“Eram invisíveis”, diz Celina sobre casos de feminicídio na capital

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Foto: Agência Brasília

“Eram invisíveis”, diz Celina sobre casos de feminicídio na capital

Desde o início do ano, 21 mulheres foram mortas simplesmente por serem mulheres, de acordo com a Segurança

Elisa Costa e Geovanna Bispo
redacao@grupojbr.com

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), falou, nesta quinta-feira (20), sobre os crescentes casos de feminicídio na capital. Segundo a mandatária, o governo tem dado maior atenção ao crime. “Muitos desses crimes eram invisíveis. Hoje, o feminicídio é um crime autônomo e isso resulta na não subnotificação”, disse.

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Desde o início do ano, 21 mulheres foram mortas simplesmente por serem mulheres, de acordo com a Segurança. Durante todo 2022, foram registrados 17 casos. Segundo o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o DF tem o 22º maior número absoluto de feminicídios do país.

Celina ainda comentou sobre os recentes medidas tomadas. “Se não dermos proteção às mulheres, ela sai da delegacia ainda com medo. Reforço que são medidas administrativas, é um instrumento de proteção. No DF, 70% das mulheres são estranguladas e 30% morrem por arma de fogo”, afirmou a mandatária.

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De acordo com o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, cerca de 65% das vítimas de feminicídio tinham alguém do círculo de convivência que sabia que elas já sofriam violência doméstica. “Somos um país machista e os números demonstram isso. 85% dos feminicídios são por ciúmes, sentimento de posse, não aceitação do término de uma relação é algo que demonstra um atraso. 15% são por misoginia.”, afirmou o chefe da pasta.

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Ainda que todos os acusados tenham sido identificados e presos, Avelar deixa claro que isso não é o bastante. “Dos 21 casos, todos os casos o autor foi identificado e preso. Não existe impunidade, mas isso não é suficiente. Buscamos zero feminicídios”, continuou.

Em abril, o GDF sancionou o protocolo “Por Todas Elas”, que tem como objetivo a proteção e o apoio às mulheres que tenham sofrido ou estejam em risco iminente de sofrer violência, assédio ou importunação sexual em ambientes de lazer e entretenimento.

Medidas

Com a alta nos números, o GDF tem se empenhado em elaborar medidas de combate e prevenção aos casos de feminicídio. Confira algumas ações recentes:

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  • Por Todas Elas: tem como objetivo a proteção e o apoio às mulheres que tenham sofrido ou estejam em risco iminente de sofrer violência, assédio ou importunação sexual em ambientes de lazer e entretenimento;
  • Sua Denúncia Salva: tem o objetivo de incentivar terceiros a denunciar casos de violência doméstica;
  • RenovaDF: a Secretaria do Trabalho reserva vagas no RenovaDF para vítimas de violência doméstica;

Fonte: Jornal de Brasilia

 

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Eleições 2026: nenhum eleitor pode ser preso a partir desta terça

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Medida evita que eleitores deixem de votar
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do segundo turno das eleições, nenhum eleitor pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, com exceção de prisões em flagrante delito, prisões realizadas em razão de sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral. 

A medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e tem como objetivo evitar que prisões ou detenções impeçam a participação de eleitores no pleito.

A legislação prevê ainda que, caso ocorra alguma prisão nesse período, a pessoa detida deverá ser imediatamente apresentada ao juiz competente. Se a autoridade judicial constatar que a detenção é ilegal, deverá determinar a soltura e responsabilizar quem a realizou.

A regra também foi aplicada no primeiro turno das eleições, realizado no último dia 4.

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Candidatos

Desde 10 de outubro, 15 dias antes da votação, candidatos que disputam o segundo turno também não podem ser presos ou detidos, exceto em flagrante delito. A mesma garantia se estende a mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções, nos termos da legislação eleitoral.

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