Policiais
PF resgata 12 pessoas em condições análogas à escravidão, no Maranhão
PF realizou operação contra trabalho degradante em fazendas no interior do Maranhão (Foto: Reprodução PF)
Flagrante ocorreu após denúncia de que havia trabalhadores praticamente escravizados e sem respeito a direitos trabalhistas
Uma operação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego identificou e resgatou 12 pessoas trabalhando em condições degradantes, análogas à escravidão, em fazenda localizada na cidade de São Raimundo das Mangabeiras, no Maranhão.
O flagrante ocorreu após denúncia de que havia trabalhadores praticamente escravizados e sem respeito a direitos trabalhistas, em fazendas nas cidades maranhenses de São Raimundo das Mangabeiras, São Domingos do Azeitão, Pastos Bons e São João Dos Patos. A operação realizou as fiscalizações entre 17 e 26 de junho.
A PF relatou que, nas demais fazendas, mesmo sem flagrante de trabalho em condições degradantes e precárias, a operação constatou o descumprimento da legislação trabalhista, em especial, normas de segurança e saúde no ambiente de trabalho. E as propriedades foram notificadas e ainda autuadas por descumprimento da legislação trabalhista.
Policiais
Moraes concede regime semiaberto a Débora do Batom, condenada pelo 8/1
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu progressão de regime para o semiaberto à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, que foi condenada a 14 anos de prisão por sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. 
Débora ganhou notoriedade por ter pichado com um batom a frase Perdeu, mané na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do STF.
Apesar da progressão, Moraes manteve Débora do Batom em regime domiciliar de cumprimento de pena, em razão de ela ter filhos menores de idade. Com a mudança de regime, ela agora poderá sair de casa durante o dia.
Débora iniciou o cumprimento de pena em setembro de 2025, quando já se encontrava presa preventivamente em regime domiciliar.
Condenação
Por seus atos no 8 de janeiro, a cabeleireira foi condenada pela Primeira Turma do STF pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. O placar final de julgamento foi 4 a 1.
A progressão de regime para o semiaberto era pedida pela defesa desde maio, quando os advogados também pediram que fosse aplicado ao caso dela a Lei da Dosimetria, promulgada pelo Congresso Nacional naquele mesmo mês.
Criada especificamente para alterar o cálculo das penas de pessoas condenadas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a Lei da Dosimetria teve seus efeitos suspensos por decisão de Alexandre de Moraes. A suspensão é válida até que o plenário do STF julgue ações que questionam a nova lei.
Golpe
Em 8 de janeiro de 2023, centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, insatisfeitos com a derrota na tentativa de reeleição, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. O prédio do STF foi um dos mais atingidos, com diversas avarias ao plenário, por exemplo.
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