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Trump anuncia Susie Wiles como chefe de gabinete; veja cotados para governo

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ARQUIVOS) O ex-presidente dos EUA e candidato presidencial republicano Donald Trump cumprimenta sua gerente de campanha Susie Wiles (E) durante um evento na noite da eleição no Centro de Convenções de West Palm Beach em West Palm Beach, Flórida, em 6 de novembro de 2024. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, nomeou sua gerente de campanha, Susie Wiles, como chefe de gabinete da Casa Branca em 7 de novembro de 2024, sua primeira nomeação importante desde que venceu a eleição desta semana. (Foto de Jim WATSON / AFP)

Nesta quinta-feira (7), ele anunciou sua primeira escolha: Susie Wiles, codiretora de sua campanha vitoriosa, será a chefe de gabinete

FERNANDA PERRIN
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS)

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Confirmada a vitória de Donald Trump nas urnas, o foco da política americana passa agora a quem vai compor o seu governo. Uma enorme lista já circula, alimentada em boa medida pelos próprios interessados.

Nesta quinta-feira (7), ele anunciou sua primeira escolha: Susie Wiles, codiretora de sua campanha vitoriosa, será a chefe de gabinete. É a primeira mulher a ocupar o cargo na história.

“Susie Wiles acabou de me ajudar a conquistar uma das maiores vitórias da história americana, e foi parte integral das minhas campanhas vitoriosas de 2016 e 2024”, disse o republicano, em nota.

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Wiles é vista como a grande força por trás do caráter mais disciplinado e organizado da última campanha do empresário, uma diferença substancial em comparação com o caos que marcou os intentos de 2016 e 2020. Sua experiência em Washington, porém, é exígua e data de décadas atrás. Ela trabalhou na capital americana durante o governo Ronald Reagan (1981-1989) e para o deputado de Nova York Jack Kemp (1987-1989).

Agora, ela terá a missão de supervisionar o dia a dia da Casa Branca, uma tarefa difícil para seus antecessores sob Trump. No primeiro mandato, o empresário teve quatro chefes de gabinete –entre eles, John Kelly, que às vésperas do pleito chamou o ex-chefe de fascista em entrevistas a veículos americanos.

O ex-presidente preferiu não entrar em detalhes sobre suas escolhas durante a campanha, criando um terreno fértil para todo tipo de especulação. É um cenário diferente, porém, do de 2016, quando Trump ainda não tinha experiência com a máquina pública e montou um quadro às pressas -e que passou por alta rotatividade depois.

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Agora, o presidente eleito quer usar suas nomeações para recompensar seus aliados mais leais nos últimos anos, especialmente aqueles que permaneceram fiéis quando sua carreira política parecia encerrada. E, depois de reclamar publicamente que seus subordinados resistiam às suas ordens, outro critério fundamental é obediência.

Um dos focos é Elon Musk, um dos poucos nomes que o republicano afirmou publicamente nos últimos meses que poderia ter um papel em seu governo. O bilionário sugeriu a criação de um departamento de eficiência governamental, cuja função seria enxugar o orçamento federal revisando os gastos da máquina pública.

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No entanto, assumir uma função formal na administração ensejaria problemas de conflito de interesse, dado negócios de Musk e seus contratos com agências governamentais. A SpaceX, por exemplo, tem parcerias com a Nasa e uma série de departamentos, como o de Defesa e o de Estado. Assim, um caminho para o bilionário seria ocupar um cargo de conselheiro da Casa Branca.

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Outro raro nome citado por Trump foi o de Robert Kennedy Jr. O ex-candidato independente à Presidência tornou-se um fervoroso apoiador do republicano e vem, ele próprio, afirmando em entrevistas que deve ter um espaço ligado à saúde no governo.

Em seu discurso de vitória, o empresário disse que Kennedy Jr. vai tornar “a América saudável de novo”, sem especificar uma função. O advogado ambiental é conhecido por suas posições contrárias à vacinação, à adição de flúor à água e ao que chama de “epidemia de doenças crônicas”.

Seu nome é cotado para o Departamento de Saúde ou de Agricultura. Outra possibilidade é que assuma uma função de conselheiro para temas de saúde, vinculado à Casa Branca.

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Ex-integrantes do primeiro governo Trump também devem voltar ao governo. Mike Pompeo, por exemplo, ex-secretário de Estado, pode reassumir a pasta ou ser alocado para a de Defesa. Sua indicação, se confirmada, sinaliza um apoio forte a Israel.

Mas há outros candidatos ao Departamento de Estado. Um nome forte é Ric Grenell, um dos principais conselheiros de política externa do ex-presidente. Grenell foi diretor de inteligência nacional interno no primeiro mandato. Ele também é cotado para conselheiro de segurança nacional.

Outra opção é Marco Rubio. O senador da Flórida foi um dos principais candidatos ao cargo de vice, e é conhecido por suas posições duras em relação a Cuba e ao Irã, mas sinalizou uma postura mais flexível sobre Ucrânia.

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Há uma série de nomes circulando para o Tesouro: o bilionário gestor de fundos John Paulson, o investidor Scott Bessent e o CEO da Cantor Fitzgerald, Howard Lutnick -também codiretor da transição de Trump. Em comum, os três são favoráveis à desregulação, cortes de impostos e imposição de tarifas sobre importações, em linha com o presidente eleito.

Um dos focos do republicano é o comando do Departamento de Justiça. Em seu primeiro mandato, Trump reclamou que a pasta resistia às suas ordens e, durante a campanha, acusou-a de perseguição -dois dos processos criminais movidos contra ele vieram desse departamento, representado pelo conselheiro especial Jack Smith.

Trump prometeu vingança nos últimos meses -tanto contra Smith, que já disse que vai demitir, quanto contra seus críticos, usando o poder da pasta. Os principais cotados são Jeff Clark, Mike Lee e John Ratcliffe. Clark é um dos réus no processo que tramita contra Trump na Geórgia por tentar reverter sua derrota na eleição de 2020, e sua atuação na época para manter o republicano no poder lhe rendeu uma recomendação para perder o direito de advogar por dois anos.

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Lee também esteve envolvido nos esforços para barrar a transferência de poder para Joe Biden após a eleição de 2020. Antes disso, chegou a ser cotado para uma vaga na Suprema Corte. Ratcliffe, por sua vez, foi diretor de inteligência nacional no final do primeiro mandato de Trump, acusado por críticos de politização do setor.

Outra pasta que deve ter papel proeminente sob Trump é a de Segurança Nacional, responsável pela política migratória do país. O republicano priorizou o tema em sua campanha, colocando deportações em massa e segurança na fronteira entre suas principais promessas.

Entre os cotados estão Mark Morgan, que chegou a ocupar posições de segundo escalão no departamento sob Obama e Trump, assim como Thomas Homan, outro nome em consideração. Homan defendeu a política de separação de famílias de Trump.

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O Departamento de Interior é outro alvo de Trump, dado seu papel na política energética americana.

Durante a campanha, o republicano prometeu impulsionar a exploração de petróleo, acelerando licenças e recuando de regulações implementadas por Biden.

Para chefiar a pasta, um dos nomes circulando é o do governador da Dakota do Norte, estado que é o terceiro maior produtor de petróleo dos EUA, Doug Burgum. Ele chegou a disputar a nomeação republicana contra Trump e depois foi cotado para vice.

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O empresário Vivek Ramaswamy, que também disputou a nomeação do partido e depois tornou-se um dos apoiadores mais vocais do republicano, também deve ter algum papel no governo, mas ainda não está claro qual seria. Burgum, por sua vez, também estaria sendo considerado para secretário de Energia, e de olho na pasta de Estado.

Outra opção para Interior é Katharine MacGregor, número dois da pasta durante o primeiro governo Trump. É uma das poucas mulheres cotadas para o primeiro escalão do governo.

Outra é a deputada Elise Stefanik, que ganhou projeção nacional ao pressionar reitoras de universidades de elite sobre antissemitismo, na época dos grandes protestos pró-Palestina nas instituições americanas.

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Stefanik é vista como uma opção para o Departamento de Educação –se a pasta continuar existindo–, mas estaria pessoalmente de olho no cargo de embaixadora dos EUA na ONU.

Fonte: Jornal de Brasilia

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Dia Internacional da Mulher (8 de março) – Mulheres na Política: Cotas, Representatividade e o Futuro Eleitoral de 2026

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Em ano eleitoral, o próximo dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher – é a oportunidade ideal para debater a importância estratégica das mulheres na política brasileira. Com as eleições de 2026 se aproximando, temas como as lutas históricas pelo sufrágio e igualdade, a efetividade das cotas de gênero (que garantem 30% de candidaturas femininas), os desafios de financiamento e visibilidade, e o posicionamento partidário das mulheres ganham urgência. Como as mulheres devem se posicionar no campo político para ampliar sua influência e transformar o Congresso e as assembleias em espaços mais representativos?

À disposição para entrevistas, debates e mesas-redondas: Tatiane Fabíola , presidente do Podemos Mulher DF. Líder experiente no empoderamento feminino na política local, Tatiane traz expertise sobre a representatividade feminina no Distrito Federal e no Brasil.

– A relevância das cotas e sua implementação prática nos partidos.
– O papel das mulheres nos partidos como agentes de mudança em 2026.
– Estratégias para reforçar a presença feminina no cenário eleitoral, combatendo desigualdades históricas.
– Exemplos de conquistas e desafios no Podemos Mulher DF.

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“Essa pauta reforça a necessidade de mais mulheres na política para uma democracia plena – o momento pede para ampliarmos o debate!”, reforça a presidente do Podemos Mulher DF, Tatiane Fabíola.

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