A mulher, que tem 37 anos, foi levada ao Hospital Regional de Santa Maria – (crédito: pacifico)
Em pleno Dia internacional da mulher, mulher tem rosto desconfigurado e morre a caminho do hospital; suspeito é o ex-companheiro
O Dia internacional da Mulher do DF sofreu um golpe duro. Wanessa Soares do Santos morreu após agressões na madrugada deste sábado (8/3). A mulher teve o rosto desconfigurado e morreu a caminho do hospital em Planaltina, no DF.
Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o pricipal suspeito do caso é o ex-companheiro de Wanessa, Rancy Mello Rodrigues da Silva. A vítima já havia registrado ocorrência de violência doméstica e tinha medidas protetivas vigentes contra o homem.
Como denunciar violência contra mulher? Foto: Feminicídio seguido de suicídio em Vicente PiresEd Alves/CB/D. A. Press
Procure a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher mais próxima. Foto: Vandiel é suspeito de cometer feminicídio contra a ex-companheira grávidaPCDF
Governo Federal: ligue 180 para denúncias e informações sobre violência doméstica. Foto: Caio Nascimento foi preso em flagrante pelo feminicídio de Vanessa RicarteReprodução Instagram @caionascimento
Polícia Militar: ligue 190. Foto: Pedreiro acusado de matar ex-sogros é preso no Jardim IngáPCGO
Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça: (61) 2326-4615. Foto: João Paulo dopou com Rivotril os dois filhos e esfaqueou a ex-companheiraReprodução TV Brasilia
Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público: (61) 3315-9476 (WhatsApp). Foto: Jadyson Soares foi localizado na Rodoviária de Formosa e planejava fugir após cometer o feminicídio.Reprodução/Video
Daniel Silva Vitor, 43, autor de feminicídio em SamambaiaReprodução/Redes Sociais
Suspeito Adriel Muniz do crime contra Denise Rodrigues de OliveiraReprodução/Rede Sociais
As agressões foram feitas em via pública e acredita-se que arma do crime tenha sido uma estaca de madeira. Wanessa foi encontrada no local por uma pessoa que chamou o SAMU e chegou a ser socorrida com vida. Porém, não resistiu no caminho para o hospital.
A princípio o caso ainda é tratado como homicídio consumado, quando a vítima morre em decorrência de ação de um agressor. No entanto, a PCDF avalia a possibilidade de tratar o caso como feminicídio. O suspeito fugiu da cena do crime e ainda não foi encontrado.
Mulheres em situação de violência doméstica e familiar que precisem deixar o lar para preservar a integridade física podem solicitar o Aluguel Social. O benefício é de R$ 600 mensais para despesas com moradia por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.
Unidades do Espaço Acolher estão entre as instituições que fazem acompanhamento psicossocial de mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
Atualmente, 765 mulheres recebem o auxílio; e, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 4.327 atendimentos. O acesso ocorre por demanda espontânea, e não há limite de vagas.
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Critérios para solicitar o benefício
⇒ Possuir medida protetiva de urgência vigente, expedida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com base na Lei Maria da Penha
⇒ Estar em situação de vulnerabilidade econômica e social
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⇒ Precisar deixar a residência em caráter emergencial devido ao risco de morte ou agravamento da violência
⇒ Não possuir outro imóvel ou local seguro para morar
⇒ Não ter condições financeiras de custear despesas com moradia
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⇒ Residir no Distrito Federal
⇒ Possuir renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar de até dois salários mínimos
⇒ Estar em acompanhamento psicossocial na Casa da Mulher Brasileira, em alguma unidade do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), na Casa Abrigo ou nos Espaços Acolher.
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Como solicitar
O primeiro passo é procurar presencialmente uma das unidades de atendimento psicossocial. Durante o atendimento, uma equipe multidisciplinar avalia a situação da vítima e elabora um relatório técnico para verificar se ela atende aos critérios estabelecidos pela Portaria nº 49/2026.
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Se o benefício for concedido, o valor deverá ser utilizado para despesas com moradia.
O que é necessário durante o recebimento
Enquanto recebe o auxílio, a beneficiária deve manter o acompanhamento psicossocial em uma das unidades ou na rede de proteção às mulheres vítimas de violência. Também é necessário apresentar, nos primeiros 45 dias de recebimento do benefício, o contrato de locação do imóvel ou uma declaração assinada pelo proprietário.
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Mulheres que não possuírem documentos para comprovar renda ou residência poderão utilizar autodeclaração. Além disso, é obrigatória a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), caso ainda não estejam cadastradas, e a apresentação do comprovante de cadastro no programa habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Quando indicado, também poderá ser necessária a participação em programas sociais complementares.
O benefício pode ser disponibilizado por mais seis meses. Para isso, a beneficiária deverá comprovar inscrição em pelo menos dois cursos de capacitação, qualificação profissional ou empreendedorismo.
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Também é preciso, nesse caso, apresentar o comprovante de cadastro na Codhab e um documento que comprove a continuidade da locação do imóvel, como contrato de aluguel ou declaração do locador
A permanência depende do cumprimento dos critérios previstos e da regularidade do acompanhamento feito pelas unidades ou pela rede de proteção às mulheres vítimas de violência.
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