Politica
Tebet: O Brasil não só tem tudo pra dar certo, como vai dar certo
A ministra Simone Tebet durante entrevista a radialistas e profissionais de portais de várias regiões: Brasil real está dando certo. Foto: Diego Campos/Secom-PR
O“Bom dia, Ministra” desta terça-feira, 25 de março, recebeu a ministra Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento. Entrevistada por radialistas e profissionais de portais de notícias de várias regiões do país, ela abordou temas como orçamento da União, emendas parlamentares, investimentos públicos, retomada de programas sociais e crescimento econômico.
A gente precisa mostrar o Brasil real, e o Brasil real é o Brasil que está dando certo. É só fazer uma comparação de como nós estávamos há alguns anos e como estamos hoje. O Brasil não só tem tudo pra dar certo, como vai dar certo”
Simone Tebet, ministra do Planejamento “A gente precisa mostrar o Brasil real, e o Brasil real é o Brasil que está dando certo. Eu conheço as potencialidades do Brasil e já está dando certo. É só fazer uma comparação de como nós estávamos há alguns anos e como estamos hoje. O Brasil não só tem tudo pra dar certo, como vai dar certo”, enfatizou a ministra.
A ministra enfatizou a recente aprovação do Orçamento de 2025, destacando que o processo envolveu negociações com o Congresso Nacional. Tebet assegurou que os programas sociais e investimentos estão garantidos. “Não vai faltar um centavo para o Bolsa Família”, registrou.
A previsão de orçamento total é de R$ 5,8 trilhões, com teto de despesas sujeitas ao arcabouço fiscal de R$ 2,2 trilhões e uma folga de recursos (superávit) estimada em R$ 15 bilhões. Em relação a vetos no orçamento, Tebet destacou que “sempre tem alguns”, mas que não haverá problemas. “O governo está satisfeito porque é um governo democrático que sabe que se faz orçamento em parceria com o Congresso Nacional”, afirmou. ROTAS DE INTEGRAÇÃO — A ministra ressaltou a importância da integração sul-americana por meio das Rotas de Integração — que reforçarão o comércio com os países da América do Sul e o acesso do Brasil aos mercados do continente asiático. “Essa vai ser, provavelmente, a maior entrega do governo do presidente Lula. As Rotas de Integração Sul-Americana estão com obras no PAC. São mais de 170, mas as essenciais são um pouco mais de 30. Nós vamos conseguir inaugurar uma perna de cada uma das cinco rotas até o final de 2026 integrando o Brasil com a América do Sul”, observou Tebet.
ESTÍMULO AO CONSUMO — Além disso, Tebet destacou as medidas para estimular o consumo dos brasileiros, influenciando a economia do país, como o programa Crédito do Trabalhador e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. “A questão do consignado da iniciativa privada não é só questão de justiça, é questão de poder, diante de dados que temos de que a população está altamente endividada com juros mais altos. Que ele possa trocar uma dívida com juros altíssimos por uma dívida mais barata e liquidar essa dívida mais rápido”, comentou Tebet. A questão do consignado da iniciativa privada não é só questão de justiça, é de poder, diante de dados que temos de que a população está altamente endividada com juros mais altos. Que ele possa trocar uma dívida com juros altíssimos por uma dívida mais barata e liquidar essa dívida mais rápido” MUDANÇA DO CLIMA — Outro tema de destaque foi a relação entre o crescimento econômico e preservação ambiental. A ministra ressaltou os avanços no combate ao desmatamento e o equilíbrio entre agronegócio e meio ambiente. Para a ministra, o agronegócio brasileiro irá assegurar o crescimento do PIB brasileiro e é fundamental que o setor atue em conformidade com a sustentabilidade. “Nos últimos 35 anos, perdemos metade das áreas alagáveis do Pantanal. Não é discurso, é realidade. Estamos falando de perdas de vidas da fauna, da flora. Esse é o cenário que temos que enfrentar. O agronegócio, o verdadeiro agronegócio, é sustentável, porque se não for sustentável, não cuidar dos mananciais da sua terra, dos rios que ele percorre, ele não produz”, afirmou.
COP30 – Sobre a Conferência do Clima, a COP30, que será realizada em novembro em Belém (PA), Simone Tebet enfatizou que será a grande oportunidade de o país mostrar ao mundo a floresta amazônica e garantir ajuda para preservá-la. “A COP30 vai ser uma grande oportunidade de o Brasil mostrar para as maiores autoridades do mundo o que é a floresta amazônica. Acho que esse é o grande legado, mais do que qualquer outra coisa. E a partir daí nos ajudarem a preservar a floresta. Nós temos avançado muito nessa pauta, especialmente na diminuição do desmatamento ilegal”, observou Tebet.
PLANEJAMENTO — Ao destacar o futuro da economia brasileira, a ministra reforçou a necessidade de planejamento. Para isso, o governo está trabalhando com a Estratégia Brasil 2050 para garantir o crescimento sustentável e dobrar o PIB per capita nos próximos 25 anos. “O governo do presidente Lula me deu carta branca, ouvindo a sociedade brasileira, de construirmos pela primeira vez uma estratégia do Brasil que queremos nos próximos 25 anos. E não é para os próximos 25 anos. É que Brasil que nós queremos já para 2026, para 2030, 2035”, afirmou. HARMONIA – A Estratégia busca integrar e harmonizar planos setoriais e regionais para proporcionar maior previsibilidade no ambiente de negócios. “Nós estamos andando o Brasil nas capitais fazendo a seguinte pergunta: ‘Que Brasil queremos a partir do ano que vem e como fazer para chegar lá’. Então, a meta que temos que nos impor é dobrar o PIB per capita para nos igualarmos aos países desenvolvidos”, declarou Tebet.
MULHERES – Para alcançar essa meta, uma das prioridades é a inclusão de, pelo menos, 60% das mulheres no mercado de trabalho. “É possível dobrar o PIB per capita, é ousado, até 2050. Não é tarefa fácil. Mas se a gente quiser acabar com a miséria, diminuir a pobreza, garantir dignidade e comida na mesa, a gente tem que realmente mirar essa meta”, pontuou Tebet.
Nós estamos andando o Brasil fazendo a seguinte pergunta: ‘Que Brasil queremos até 2050 e a partir do ano que vem, e como fazer para chegar lá’. A meta que temos que nos impor é dobrar o PIB per capita para nos igualarmos aos países desenvolvidos” FISCALIZAÇÃO — A ministra também mencionou os desafios do Governo Federal quanto à sonegação de impostos. De acordo com Tebet, o uso de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, que passará a ser usada pela Receita Federal, irá contribuir para uma fiscalização mais eficiente. “É muito dinheiro que pode ser usado para políticas públicas, para atender vocês do BPC, da aposentadoria, as obras para chegar a creche lá na ponta, o hospital não faltar remédio, zerar filas de exames, cirurgias e consultas no SUS. Tudo isso precisa de dinheiro. Temos um dever de casa com o Congresso Nacional. Não é uma tarefa fácil, mas ela precisa ser enfrentada”, destacou a ministra. POLÍTICA MONETÁRIA – Questionada sobre os impactos da política monetária na economia, Simone Tebet comentou sobre o aumento da taxa Selic e da atual situação global, que envolve instabilidades políticas e conflitos internacionais. “O mundo está inflacionado, tensionado. Temos que saber como vão ser as relações comerciais, dentro dessa nova ordem mundial que o governo americano está querendo impor, do nacionalismo, e isso tem impacto, também, nos juros do Brasil”, destacou.
INFLAÇÃO — Em relação à inflação, a ministra ressaltou medidas como a isenção de impostos para produtos da cesta básica, a tarifa zero de importação para alguns alimentos e a flexibilização de regras para comercializar produtos entre os estados, como ações que vão fazer fazer efeito em breve para a população. “Temos que mirar o centro da meta de inflação, alcançar três. Essa inflação tem que baixar de cinco e de forma urgente. Não é simples, mas precisamos colocar como dever de casa e fazemos isso na equipe econômica, porque inflação é um imposto mais perverso para os mais pobres”, disse.
EMENDAS — Outro ponto abordado pela ministra foram os impactos das emendas parlamentares sobre o orçamento público. Segundo a ministra, a divisão dos recursos precisa ser repensada para evitar que políticas essenciais fiquem comprometidas. Tebet explicou que cerca de R$ 60 bilhões foram destinados a emendas parlamentares, valor equivalente ao reservado para investimentos públicos. “Acho que é uma discussão que temos que fazer com toda a honestidade, serenidade, sem polarização, mas temos que fazer com responsabilidade para ver até que ponto essas emendas estão sendo distribuídas para chegar nos locais onde mais precisam.” TRANSPARÊNCIA — Tebet também defendeu maior transparência e rastreabilidade na aplicação desses recursos. “Não é que hoje as emendas são escondidas, não são, elas têm transparência. Mas precisam de uma forma de ser apresentada à sociedade, para que a sociedade possa realmente entender e não ficar ali nos meandros das dificuldades dos juridiquês. Não é só transparência, é questão de rastreabilidade”, declarou Tebet.
PARTICIPANTES — O “Bom dia, Ministra” desta terça teve a participação das rádios Nacional Brasília, Amazônia e Alto Solimões/EBC; Massa (Campo Grande/MS); Band News (São Paulo/SP); Gaúcha (Porto Alegre/RS); Rauland (Belém/PA); e os portais BNews (Salvador/BA) e O Dia (Rio de Janeiro/RJ).
Politica
NOVO PAC Primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina é inaugurado no Porto de Suape
Programa Novo PAC direciona recursos públicos e privados para melhoria do setor portuário brasileiro. Novo terminal ocupa uma área de aproximadamente 495 mil m² | Foto: Janaína Pepeu/GovPE
O novo terminal de contêineres da APM Terminals no Complexo Industrial Portuário de Suape, empreendimento que recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados, consolida Pernambuco como um dos principais polos logísticos do Brasil. Inaugurado nesta sexta-feira (12) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pela governadora de Pernambuco Raquel Lyra, o equipamento é o primeiro 100% eletrificada da América Latina.
A nova estrutura amplia a capacidade operacional do porto em 55%, fortalece a inserção do Estado nas rotas internacionais de comércio e impulsiona a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico.
O terminal é parte de um conjunto mais amplo de ações do Novo PAC no setor portuário, que prevê R$ 78,1 bilhões em investimentos públicos e privados até 2030 em portos de 16 estados. Em Suape, o programa avança também com a recuperação do molhe e a implantação do Cais Leste (Moegão), obras já em execução.
“É uma alegria voltar a Pernambuco num dia importantíssimo. O primeiro terminal portuário da América Latina 100% eletrificado, que mostra a preocupação com a questão ambiental. Esses investimentos vão possibilitar aumentar 55% de capacidade portuária. Os portos são uma grande ferramenta para o nosso desenvolvimento, então, é uma grande conquista para o nosso Brasil”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A operação implantada também se destaca pelo uso de tecnologia de ponta. O terminal recebeu aproximadamente R$ 235 milhões em equipamentos eletrificados e conta com sistemas de operação remota para guindastes e equipamentos de movimentação, colocando Suape entre os terminais mais modernos da América Latina.
“Isso é o exemplo de uma entrega para o povo, que se dá através de investimentos públicos e privados. Tudo isso para que a gente possa gerar mais oportunidades para o povo brasileiro, para que a economia cresça. Aqui, em Suape, celebramos esse investimento que coloca Pernambuco numa posição de destaque nacional”, declarou o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé França.
O empreendimento ocupa uma área de aproximadamente 495 mil metros quadrados, conta com cais de 430 metros de extensão e profundidade de até 15,5 metros, permitindo a operação de navios de grande porte que atuam nas principais rotas globais de transporte marítimo.
A governadora Raquel Lyra afirmou que, hoje, “Pernambuco tem o porto mais pronto para crescimento do Norte e Nordeste brasileiro. Fizemos o dever de casa, garantimos a dragagem do porto interno, do porto externo, a requalificação do molhe, e tudo isso permitiu, em parceria com o Governo Federal, que a gente pudesse ser a alternativa real de investimento como está acontecendo com o novo terminal de contêineres. Estamos prontos para os próximos 25 anos”.
O presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape ressaltou a importância estratégica do investimento para o fortalecimento da infraestrutura portuária pernambucana e para a ampliação da capacidade de movimentação de cargas do Estado, que tem seu papel fortalecido como porta de entrada para novos negócios no Nordeste.
“Isso vai atrair muitos investimentos não só para Suape, mas para todo o Estado. Este investimento amplia nossa capacidade operacional, fortalece a conexão com os principais mercados globais e envia uma mensagem clara ao mundo: de que Pernambuco está preparado para receber grandes empreendimentos e liderar um novo ciclo de crescimento sustentável, inovação e competitividade”, comemorou Armando Monteiro Bisneto.
Durante a implantação, o projeto gerou mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.
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