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Politica

“Não mexam no nosso Quadradinho”, diz Damares em audiência pública sobre o FCDF

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Reunião debateu PEC proposta pelo governo que altera o repasse ao Fundo.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu que o Distrito Federal tenha garantias quanto aos recursos transferidos pela União por meio do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF). O tema foi debatido em audiência pública realizada nesta quarta-feira (16), na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal.

“Nós temos desafios de Estado, mas não somos um Estado. Então que o Brasil entenda a necessidade de termos garantias, a necessidade de podermos dormir e acordar seguros de que, embora não sejamos um Estado, enfrentamos problemas típicos de Estado e precisamos ser respeitados”, afirmou a senadora Damares.

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A reunião teve como foco discutir o mérito da PEC nº 1, de 2025, proposta pelo Governo Federal, que altera a Constituição para garantir que os repasses do FCDF sejam corrigidos anualmente de acordo com a variação da Receita Corrente Líquida (RCL) da União, além de assegurar a equiparação salarial das carreiras da Polícia Militar do DF e do Corpo de Bombeiros Militar do DF com as da Polícia Federal.

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Ainda segundo a parlamentar, o tema não interessa apenas ao Distrito Federal e, por isso, precisa ser amplamente debatido. Ela ressaltou que o DF possui características semelhantes às dos Estados, enfrentando os mesmos problemas das demais unidades da Federação. Alterar a forma de repasse impactaria diretamente áreas essenciais como segurança, educação e saúde na capital.

“Nós somos uma unidade da Federação que precisa ser respeitada como tal. Há todo um estudo técnico sendo feito para fundamentar essa discussão. Queremos apenas trabalhar e ter nossos salários e direitos garantidos. Somos uma unidade da Federação e merecemos o mesmo respeito que todas as outras”, pontuou a senadora.

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Participou da audiência representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos; Ministério da Justiça e Segurança Pública; Ministério do Planejamento e Orçamento; Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal; Secretário de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal; a Polícia Militar do Distrito Federal; Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal; Deputados Distritais do DF.

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O que é o FCDF?

O Fundo Constitucional do DF foi criado em 1998 com o objetivo de assegurar recursos da União para a manutenção de serviços públicos típicos de competência federal no DF — como a segurança pública — além de complementar recursos para as áreas de saúde e educação. O Fundo é regulamentado pela Lei nº 10.633, de 2002.

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Fonte: Ascom Senadora Damares

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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