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Saúde

Burnout vai além do trabalho e exige atenção urgente à saúde física e emocional

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Dra. Matilde Sposito. Foto: Divulgação

A médica fisiatra Prof.ª Dra. Matilde Sposito, especialista em bloqueios neuroquímicos, compara o distúrbio a um disjuntor que desarma quando há sobrecarga: um mecanismo de proteção do corpo diante do esgotamento extremo

Aline Teixeira

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Muitas vezes associado apenas ao excesso de trabalho, o Burnout é, na verdade, um colapso físico e mental que pode ser desencadeado por diversas pressões — não apenas profissionais. A médica fisiatra Prof.ª Dra. Matilde Sposito, especialista em bloqueios neuroquímicos, compara o distúrbio a um disjuntor que desarma quando há sobrecarga: um mecanismo de proteção do corpo diante do esgotamento extremo.

“Burnout não é só sobre o ambiente profissional. É uma falência da energia vital, que pode vir de pressões familiares, autocobrança, padrões inalcançáveis ou tudo isso ao mesmo tempo”, explica a médica, que atende em Sorocaba (SP).

Entre os principais sintomas estão:

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  • Cansaço físico e mental intensos
  • Dores frequentes
  • Insônia
  • Irritabilidade
  • Ansiedade
  • Sensação de impotência
  • Sintomas depressivos
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O tratamento deve ser multidisciplinar e personalizado. Na área da fisiatria, o foco está nas consequências físicas, como dores crônicas e fadiga, aliando fisioterapia, técnicas respiratórias e práticas integrativas para ajudar o corpo e a mente a se reorganizarem.

“É preciso olhar para o Burnout com seriedade. Ignorar os sinais pode comprometer a saúde de forma duradoura. Por isso, buscar ajuda especializada é fundamental para retomar o equilíbrio e a qualidade de vida”, conclui Matilde.

Saiba mais sobre o universo da Fisiatria no site www.dramatildesposito.com.br

Fonte: Jornal de Brasilia

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Saúde

Baixa umidade aumenta risco de AVC e exige atenção redobrada com a saúde

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Calor intenso e tempo seco podem favorecer a desidratação e exigem cuidados para prevenir complicações cardiovasculares e neurológicas

O Distrito Federal enfrenta uma sequência de dias de calor intenso e baixa umidade do ar, condição que acende um alerta para o aumento do risco de problemas neurológicos graves, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC). O cenário mais crítico deve ocorrer na sexta-feira (21), quando a temperatura pode chegar a 34°C e a umidade variar entre 20% e 60%, favorecendo a desidratação e a alteração da circulação sanguínea.

De acordo com o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, a combinação de calor e ar seco pode impactar diretamente o sistema vascular. “A baixa umidade favorece a desidratação, o que torna o sangue mais viscoso e pode aumentar o risco de formação de coágulos. Em pessoas com fatores de risco, isso pode contribuir para a ocorrência de um AVC”, explica.

O especialista alerta que o problema não se restringe apenas a idosos ou pessoas com doenças pré-existentes. “Durante períodos de calor intenso e tempo seco, qualquer pessoa pode sofrer alterações na pressão arterial e na circulação. No entanto, quem já tem hipertensão, diabetes, colesterol alto ou histórico familiar de AVC precisa de atenção ainda maior”, afirma Espíndola.

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Entre os sinais de alerta para o AVC, o neurocirurgião destaca a importância de reconhecimento rápido. “Fraqueza súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar, assimetria facial, perda de visão ou confusão mental são sintomas que exigem atendimento médico imediato. O tempo de resposta é fundamental para reduzir sequelas”, ressalta.

O médico também reforça a importância da hidratação constante e da adaptação da rotina durante períodos de baixa umidade. “Manter uma boa ingestão de líquidos ao longo do dia ajuda a preservar a circulação adequada e reduz o risco de complicações. Evitar exposição prolongada ao sol e ambientes muito quentes também é essencial”, orienta.

Em casos de sintomas suspeitos, a recomendação é buscar atendimento de urgência o mais rápido possível. “No AVC, cada minuto conta. Quanto mais cedo o paciente for atendido, maiores são as chances de recuperação e menores são as sequelas”, conclui o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola.

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