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Politica

CDH debate assistência estudantil para povos indígenas nesta segunda (3)

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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza, nesta segunda-feira (3), às 9h, uma audiência pública para discutir a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) voltada aos povos indígenas e a aplicação dos recursos do Fundo Social para garantir sua permanência no ensino superior e profissionalizante.

O debate, proposto pelo senador Paulo Paim (PT-RS), vai reunir representantes do MEC, Ministério dos Povos Indígenas, Funai, UNE e lideranças estudantis indígenas. A meta é garantir moradia, alimentação, transporte e acolhimento cultural nas instituições públicas.

“A PNAES é uma conquista, mas sua efetividade depende de garantir acesso real aos recursos e respeito às especificidades dos estudantes indígenas”, destacou Paim.

Data: Segunda-feira (3)
Horário: 9h
Local: Plenário nº 2, Anexo II, Ala Senador Nilo Coelho — Senado Federal
Transmissão: TV Senado e Portal e-Cidadania

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Assessoria de Comunicação – Comissão de Direitos Humanos
Tel: (61) 9.9241-7132
Email: arthur.reis@senado.leg.br | cdh@senado.leg.br

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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