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Saúde

HUB explica como mudança no nome da Síndrome do Ovário Policístico pode aprimorar diagnóstico e tratamento

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Antes conhecida por Síndrome do Ovário Policístico (SOP), agora a doença passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP)

Brasília (DF) – O que antes era conhecido por Síndrome do Ovário Policístico (SOP) agora passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). Apesar de ser uma nomenclatura mais complexa, o intuito da mudança é facilitar o diagnóstico e tratamento, oferecendo mais precisão e cuidado multiprofissional para uma doença que é uma das principais causas de infertilidade no mundo e cujos sintomas vão muito além do sistema reprodutivo.

 

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A decisão foi tomada através de um consenso médico global publicado em 12 de maio de 2026 na revista The Lancet e apresentada no European Congress of Endocrinology (ECE 2026) – um dos principais eventos científicos mundiais da Endocrinologia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10 a 13% das mulheres em todo o mundo têm SOMP, e cerca de 70% delas não foram diagnosticadas.

 

“A mudança do nome surgiu da necessidade de representar melhor a complexidade da doença. A principal vantagem é ampliar a compreensão de que a síndrome vai além de alterações ovarianas e pode impactar a saúde como um todo”, explica Fabyanne Mazutti, ginecologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), gerenciado pela Rede HU Brasil. “A nova nomenclatura ajuda a destacar riscos como resistência à insulina, diabetes, obesidade, alterações do colesterol e hipertensão. Além disso, o novo nome pode reduzir um equívoco muito comum: muitas pessoas acreditam que toda mulher com a síndrome obrigatoriamente apresenta “cistos” nos ovários, o que nem sempre acontece”, completa.

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Sintomas

A síndrome está frequentemente associada a alterações metabólicas que favorecem o ganho de peso e provocam um aumento na produção de androgênios, hormônios relacionados ao desenvolvimento de características masculinas. Entre os sintomas mais comuns estão o crescimento excessivo de pelos, acne, ganho de peso e o surgimento de manchas escuras em regiões de dobras da pele, geralmente relacionadas à resistência à insulina. Além disso, a condição pode causar irregularidades menstruais, comprometer a ovulação e dificultar a gravidez, sendo uma das principais causas de infertilidade feminina.

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Além disso, a pessoa diagnosticada com SOMP também pode apresentar queda de cabelo, hipertensão arterial e alterações emocionais, como ansiedade e baixa autoestima.

 

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Diagnóstico

Em meio aos diversos cenários, Fabyanne Mazutti aponta para os desafios na hora do diagnóstico, tendo em vista que os sintomas variam de uma mulher para outra, com algumas pacientes apresentando sintomas mais leves e outras, sintomas mais evidentes. “O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica, exames laboratoriais hormonais e metabólicos e ultrassonografia. Atualmente, utilizamos critérios diagnósticos internacionais que consideram irregularidade menstrual, sinais de excesso de hormônios androgênicos e alterações ovarianas ao ultrassom, após excluir outras doenças que possam causar sintomas semelhantes”, comenta.

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Com a mudança de SOP para SOMP, almeja-se um cuidado ainda mais humanizado e atencioso às pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que muitas vezes convivem com sintomas físicos e emocionais sem diagnóstico ou acompanhamento adequado. “A expectativa é que a mudança favoreça uma visão mais integral da doença, estimulando o diagnóstico precoce e o acompanhamento multiprofissional. Isso pode ajudar na prevenção de complicações metabólicas e cardiovasculares no futuro, melhorando a qualidade de vida das pacientes e reduzindo impactos na saúde pública”, finaliza Fabyanne.

 

Rede HU Brasil

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O HUB-UnB faz parte da Rede HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 46 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.

CRÉDITOS:

Foto: Ilustrativa

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Saúde

Apoio psicológico ajuda famílias a enfrentar momentos difíceis durante a internação

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No Hospital Regional de Santa Maria, profissionais oferecem escuta, orientação e acolhimento aos familiares, inclusive nos momentos delicados de despedida

Por

Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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Receber a notícia de que alguém da família está internado em estado grave pode mudar a rotina e abalar emocionalmente todos ao redor. Medo, angústia, insegurança e a dificuldade de lidar com a possibilidade da perda fazem parte de uma experiência delicada. Nesse cenário, o apoio psicológico ajuda familiares a compreender o que está acontecendo, lidar com as emoções e encontrar formas de enfrentar cada etapa do processo.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse cuidado começa ainda durante a internação. Os psicólogos acompanham pacientes e familiares, oferecendo suporte diante das incertezas do tratamento e, quando necessário, preparando os parentes para uma possível despedida.

O psicólogo da UTI do HRSM, Filipe Casati, explica que uma das primeiras iniciativas é preparar os familiares para o contato com o ambiente intensivo.

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“Antes da visita ao leito, apresentamos o setor e explicamos a finalidade dos equipamentos utilizados no tratamento, como monitores de sinais vitais, aparelhos de ventilação mecânica e bombas de infusão, com o intuito de reduzir o impacto visual e sensorial”, explica.

Os profissionais também acompanham os familiares durante os boletins médicos, facilitando a comunicação com a equipe assistencial. O objetivo é ajudar a esclarecer dúvidas, compreender as informações técnicas e acolher as reações emocionais diante do quadro clínico.

Segundo Filipe, o agravamento do estado de saúde pode provocar diferentes reações emocionais, como choque, negação, culpa e sensação de desamparo.

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“Utilizamos recursos terapêuticos e técnicas de manejo de crise, como a validação emocional, que consiste em reconhecer as emoções dos familiares e mostrar que suas reações são compreensíveis diante da situação”, destaca.

Quando o paciente não resiste, o acompanhamento não termina necessariamente com o falecimento. Na UTI do HRSM, a equipe mantém uma iniciativa de apoio às famílias enlutadas: o envio de cartas de condolências.

Após um período, os profissionais entram em contato com a rede de apoio do paciente para expressar solidariedade e reconhecer a presença dos entes queridos durante a internação.

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“São gestos que ajudam a reconhecer que aquelas pessoas não são esquecidas pela equipe”, conta Filipe.

Uma despedida que veio de longe

Entre as experiências que marcaram sua atuação na UTI, Filipe relembra a história de um paciente internado em estado muito grave. Diante da possibilidade de morte nas horas seguintes, a equipe entrou em contato com a única filha que morava em Brasília. Os demais parentes viviam na Bahia.

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Durante uma videochamada, os familiares quiseram saber se haveria tempo para viajar até a capital federal e se despedir. Sem poder prever a evolução do quadro, os profissionais explicaram a situação com transparência. Mesmo diante da incerteza, cerca de 11 parentes decidiram enfrentar a viagem de carro.

Sensibilizada com a situação, a equipe organizou uma visita em horário excepcional para que todos pudessem encontrar o paciente ainda com vida.

“Conseguimos organizar a entrada de todos na UTI e foi possível que realizassem aquele último ritual de despedida”, recorda Filipe.

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*Com informações do IgesDF

 

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