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Mega Bazar com mais de 10 mil produtos começa nesta terça no Hospital de Base

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Evento promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer arrecada recursos para manter ações de apoio a pacientes e acompanhantes
Por Giovanna Inoue
Mais de 10 mil produtos entre roupas, calçados, brinquedos, acessórios e artigos para o lar estarão à venda a partir desta terça-feira (16) no jardim do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, o Mega Bazar busca arrecadar recursos para apoiar as atividades desenvolvidas pela instituição.
Coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra explica que o bazar foi organizado após o recebimento de um grande volume de doações nos últimos dias. Segundo ela, a escolha do local também foi pensada para ampliar o acesso dos pacientes.
“Geralmente realizamos o bazar no ambulatório, mas desta vez optamos pelo jardim para facilitar a participação dos pacientes internados e de seus acompanhantes”, afirma.
Além de contribuir para a manutenção das atividades da instituição, a iniciativa busca tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor.
“Um dos nossos objetivos é trazer mais movimento e energia para o jardim, tornando o espaço ainda mais agradável para quem passa por aqui”, destaca a coordenadora.
Entre os produtos disponíveis estão utilidades domésticas, casacos, roupas e acessórios em excelente estado de conservação. Os pagamentos podem ser feitos em dinheiro, PIX, cartão de débito ou crédito, com possibilidade de parcelamento em até dez vezes sem juros.
Parte dos produtos à venda foi doada pelo mastologista do HBDF, Mauro Passos. O médico conheceu o trabalho da Rede Feminina em 2010, quando começou a atuar no hospital, e contribui com doações desde então.
“Os pacientes se sentem muito acolhidos pelo trabalho da Rede. Poder contribuir de alguma forma é algo que me traz grande satisfação”, avalia.
Larissa ressalta que os produtos serão repostos diariamente, garantindo novidades ao longo de toda a semana.
“Vale a pena visitar o bazar mais de uma vez, porque vamos colocar produtos novos todos os dias”, comenta.
O evento segue até sexta-feira (19), sempre das 8h às 17h, e é aberto ao público. Para acessar o local, é necessário realizar cadastro na entrada principal do prédio de internação do HBDF.
Os produtos que não forem comercializados ao final da ação serão destinados a outras instituições.

 

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Mulheres incriveis

Parto normal ou cesárea? Entenda quando cada um é indicado e quais são os riscos

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Especialista do Hospital de Santa Maria esclarece dúvidas sobre as formas de nascimento e reforça que a decisão deve priorizar a segurança da mãe e do bebê

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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A expectativa pela chegada de um bebê costuma vir acompanhada de uma pergunta comum entre as gestantes: afinal, parto normal ou cesariana? A resposta não é única. A definição depende das condições de saúde da mãe e do bebê, do andamento da gestação e, principalmente, da avaliação médica no momento do nascimento.

No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência na assistência obstétrica a gestantes de alto risco, esse cuidado começa muito antes do parto. O pré-natal é fundamental para monitorar a saúde materna e fetal, identificar possíveis intercorrências e avaliar, com segurança, a via de nascimento mais adequada.

Quem conhece de perto a importância desse acompanhamento é Fernanda Vieira, grávida do quarto filho. Com 34 semanas de gestação, ela é acompanhada como gestante de alto risco por apresentar obesidade, diabetes e hipertensão crônica.

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“Nas minhas outras três gestações não tive nenhuma complicação. Desta vez, percebo ainda mais como o acompanhamento médico foi importante para identificar as condições que exigem mais cuidados. Nunca deixei de comparecer às consultas e isso me traz tranquilidade”, relata.

 

 

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Segundo a ginecologista e obstetra Rafaella Torres, do HRSM, não existe uma fórmula pronta para determinar como cada bebê deve nascer. A decisão é individualizada e considera diferentes fatores observados ao longo da gestação e durante o trabalho de parto.

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“A escolha é individualizada e leva em consideração diversos fatores, como hipertensão, diabetes, localização da placenta, idade gestacional, desenvolvimento fetal, gravidez gemelar e a progressão do trabalho de parto. Os desejos da futura mãe também são considerados, desde que não haja contraindicações”, explica.

Quando cada via de parto é indicada

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“A cesariana é uma cirurgia de grande porte e salva inúmeras vidas quando corretamente indicada. O problema ocorre quando ela é realizada sem necessidade clínica, pois isso aumenta o risco”

Rafaella Torres, ginecologista e obstetra do HRSM

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Para mulheres sem complicações ou contraindicações, o parto vaginal é, em geral, a via de nascimento recomendada. Entre os benefícios estão a recuperação mais rápida e a redução dos riscos de infecção, sangramento e complicações em futuras gestações.

A cesariana, por sua vez, tem papel fundamental quando existem condições que tornam o parto vaginal mais arriscado para a mãe ou para o bebê. Entre as principais indicações estão placenta prévia, quando a placenta se posiciona à frente do canal de parto; ruptura uterina; doenças maternas graves; sofrimento fetal persistente; prolapso do cordão umbilical, situação em que o cordão desce pelo canal de parto antes do bebê; e determinadas posições fetais que podem dificultar ou impedir o nascimento por via vaginal.

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O procedimento também pode ser necessário quando o trabalho de parto não evolui adequadamente ou surgem sinais de comprometimento fetal.

“A cesariana é uma cirurgia de grande porte e salva inúmeras vidas quando corretamente indicada. O problema ocorre quando ela é realizada sem necessidade clínica, pois isso aumenta o risco de hemorragias, infecções, tromboses e complicações em futuras gestações”, alerta Rafaella.

Pré-natal de alto risco

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O ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), recebe diariamente dezenas de mulheres encaminhadas para acompanhamento de pré-natal de alto risco.

A porta de entrada para o serviço são as unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames específicos. Após essa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde (SES-DF).

Além dos atendimentos agendados, o pronto-socorro do Centro Obstétrico (CO) oferece assistência ginecológica em situações de urgência.

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Enquanto aguarda a chegada do quarto filho, Fernanda reforça a importância de manter o acompanhamento durante toda a gestação.

“O pré-natal traz segurança. A gente consegue entender o que está acontecendo com a nossa saúde e com a do bebê. Isso faz toda a diferença durante a gravidez”, conclui.

 

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*Com informações do IgesDF

 

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