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Entre o cuidado e a liderança, mulheres transformam a saúde pública no DF

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Evento “O Protagonismo Feminino na Saúde Pública” reúne profissionais no Hospital de Base para discutir desafios, avanços e o impacto do trabalho feminino no SUS

 

O que antes era visto apenas como vocação hoje também se afirma como liderança. Cada vez mais presentes em espaços de decisão, mulheres têm ampliado sua atuação na saúde pública e influenciado diretamente a forma como o cuidado chega à população.
Esse movimento foi o centro do evento “O Protagonismo Feminino na Saúde Pública”, realizado na manhã desta quarta-feira (25), no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). O encontro reuniu profissionais para discutir o papel feminino na assistência, na gestão e na construção de políticas públicas de saúde.
Ao longo da programação, foram destacadas as contribuições de mulheres que atuam diariamente no Sistema Único de Saúde (SUS), seja na linha de frente do atendimento, na liderança de equipes ou na produção de conhecimento.
Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Emanuela Dourado Rebelo Ferraz, a valorização feminina também é uma estratégia de gestão. “A valorização de mulheres na saúde é, acima de tudo, uma decisão de gestão inteligente. É um compromisso empoderar, de forma correta, as mulheres que atuam todos os dias nas unidades geridas pelo Instituto. Esse posicionamento não é apenas no Mês da Mulher, mas durante todo o ano”, afirmou.
O encontro também abriu espaço para a troca de experiências entre lideranças femininas de diferentes áreas da rede.
Liderança feminina na prática
Durante uma roda de conversa, gestoras compartilharam vivências e desafios enfrentados pelas mulheres na saúde, como a jornada dupla, a busca por reconhecimento profissional e o enfrentamento do machismo estrutural.
Participaram do debate a gerente do Hospital Cidade do Sol, Júlia Karoline Gurgel Costa; a gerente geral da assistência das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Adriana Gonçalves; a gerente geral de Humanização e Experiência do Paciente, Anucha Soares de Almeida de Araújo; a chefe do núcleo de Educação Permanente, Nubia Ayala; e a gerente de Medicina Interna, Flávia Letícia.
“A mulher traz sensibilidade, empatia e horizontalidade ao atendimento na saúde. Ela se coloca próximo do paciente, tirando o olhar técnico e burocrático para tudo”, destacou Adriana.
Além das discussões, o evento incluiu um momento de pausa e reconexão conduzido pelo colaborador da Gerência de Inovação em Saúde, Mir Rodrigues, com foco no bem-estar dos participantes.
Ao final, a colaboradora da superintendência jurídica, Juliana von Sterling, apresentou orientações de convivência e etiqueta no ambiente profissional.
Programação continua
A programação especial pelo Mês da Mulher segue nesta quarta-feira (26), com um bate-papo sobre dependência química, em formato de perguntas e respostas. O encontro abordará possibilidades de tratamento, redução de estigmas e estratégias de autocuidado.
A atividade será realizada no auditório do Hospital de Base, das 9h às 11h, com transmissão ao vivo Canal do IgesDF no YouTube.
Créditos:
Texto por Por Giovanna Inoue
Fotos: Ualisson Noronha
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Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”

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Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas

Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”

Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.

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Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).

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CRÉDITOS:

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FOTO: Diego Campos/Secom-PR

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

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