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Saúde

Hospital de Santa Maria utiliza 253 câmeras para ampliar a segurança de pacientes e profissionais

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Sistema monitora áreas estratégicas da unidade, auxilia na prevenção de ocorrências e agiliza a atuação das equipes de segurança

 

Por Talita Motta
Mais de 71 mil pessoas passaram pela Portaria Central do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) entre janeiro e abril deste ano. O intenso fluxo de pacientes, acompanhantes, visitantes e profissionais exige uma estrutura permanente de monitoramento para reforçar a segurança na unidade.
Desse total, 40.525 acessos foram de acompanhantes, 14.685 de visitantes e 16.433 classificados como trânsito geral, o que representa uma média de quase 600 pessoas por dia passando pelo principal acesso do hospital.
Para atender a essa demanda, a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), conta com uma estrutura de videomonitoramento formada por 253 câmeras, sendo 20 delas equipadas com recursos de inteligência artificial. Os equipamentos estão instalados em pontos estratégicos e acompanham a movimentação em áreas de circulação e acessos, auxiliando na prevenção de ocorrências e dando suporte às equipes responsáveis pela proteção do patrimônio e das pessoas.
Para ampliar a eficiência desse monitoramento, uma cooperação técnica entre a Superintendência de Operações (Suope) do IgesDF e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) permite o compartilhamento de registros, contribuindo para a análise de situações ocorridas tanto dentro quanto no entorno da unidade.
Na prática, os recursos tecnológicos têm se mostrado importantes aliados das equipes de vigilância patrimonial. De acordo com o chefe do Núcleo de Segurança do HRSM, Antônio Araújo, a ferramenta desempenha papel fundamental na apuração de ocorrências.
“Recebemos com frequência relatos de objetos esquecidos e casos de furtos de celulares. Com o apoio das câmeras, conseguimos rastrear movimentações, verificar o que aconteceu e reunir informações que auxiliam na apuração dos fatos”, explica.
Além do registro de ocorrências, a plataforma utiliza recursos de análise inteligente capazes de identificar movimentações incomuns, invasões de perímetro e aglomerações, ampliando a capacidade de prevenção e de resposta das equipes.
Monitoramento em tempo real
Para o chefe do Núcleo de Monitoramento Remoto (Numor) do IgesDF, Daniel Rabelo, o videomonitoramento vai além da vigilância e se tornou uma ferramenta estratégica para a gestão hospitalar.
“Ter uma visão ampla do que acontece nos diferentes espaços faz a diferença. O acompanhamento em tempo real contribui para que todos se sintam mais seguros durante sua permanência no hospital”, afirma.
A sensação de segurança também é percebida por quem frequenta a unidade. Entre eles está Regina da Silva, que acompanha a mãe, Rosalina da Silva, internada há duas semanas.
“A gente sempre fica atento aos nossos pertences, mas saber que existe uma estrutura acompanhando o ambiente traz mais tranquilidade”, relata.
Todo o processo é coordenado pela Gerência Operacional do IgesDF e segue protocolos rigorosos de sigilo e está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), garantindo que o monitoramento ocorra de forma responsável e alinhada às normas vigentes.

 

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Educação

Férias escolares e hemofilia: como garantir segurança e inclusão para as crianças

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Especialista traz orientações práticas de segurança para que o período de descanso das crianças seja sinônimo de autonomia, movimento e tranquilidade

As férias de julho são momentos muito esperados pelas crianças de todas as idades. Para as famílias dos pacientes com hemofilia, o período exige planejamento, mas está longe de ser um impedimento para que os pequenos aproveitem a pausa escolar. Hoje, com o maior conhecimento sobre a condição e a importância do acompanhamento multidisciplinar regular, é possível planejar férias mais tranquilas e ativas. Com isso, brincar, se movimentar e viver experiências típicas da infância têm se tornado cada vez mais viáveis e seguras.

 

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A hemofilia é uma doença rara e hereditária que afeta a coagulação do sangue, fazendo com que os sangramentos durem mais tempo do que o habitual. No passado, essa condição exigia restrições mais rígidas às brincadeiras e às atividades físicas. Esse cenário, no entanto, vem mudando com o diagnóstico precoce, acesso a tratamentos inovadores e por meio da educação do paciente e seus familiares.

 

“Logo após o diagnóstico, nossas férias e rotina eram extremamente restritas por conta do medo. Nosso maior receio era um sangramento grave que não pudéssemos identificar rapidamente”, conta Carolina Ferreira, mãe de Lucas, diagnosticado com hemofilia aos oito meses após um sangramento intracraniano. “Evitávamos passeios, futebol e brinquedos como cama elástica. Ele brincava em tatames cercado de almofadas e chegou a usar capacete acolchoado”.

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A hematologista Fernanda Barbosa, da Santa Casa de São Paulo, explica que a evolução terapêutica e o suporte multidisciplinar viabilizam uma rotina com atividades físicas adequadas para a infância. “Atualmente, o foco é proporcionar uma rotina em que a hemofilia não limite o cotidiano do paciente. Com a evolução das terapias, observamos na prática clínica uma redução significativa nos índices de sangramento, o que traz mais segurança e tranquilidade para as famílias. Essa transformação científica e terapêutica impacta diretamente a qualidade de vida, permitindo que as crianças brinquem, corram e se desenvolvam com a mesma liberdade que qualquer outra”

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Essa mudança se reflete na rotina de Carolina e de seu filho. “O Lucas leva uma vida ativa para a idade dele: frequenta a escola, participa das atividades com os colegas e joga futebol duas vezes por semana. Hoje também é possível viajar, passear e aproveitar ao máximo as férias”, completa a mãe.

 

As férias passam a representar não apenas um momento de descanso, mas também uma oportunidade para fortalecer vínculos, explorar novos ambientes e proporcionar às crianças experiências que fazem parte da infância. Além do aspecto social, especialistas apontam que a prática de exercícios físicos supervisionados é benéfica para a hemofilia, pois atua no fortalecimento muscular e na proteção das articulações.

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“O estímulo à atividade física direcionada melhora a massa muscular e reduz dores articulares. Para isso, o paciente deve manter a adesão rigorosa ao tratamento prescrito. A terapia pode ser otimizada pelo médico com base no tipo de atividade exercida. Também é fundamental que haja supervisão de profissionais de educação física e o uso de equipamentos de proteção”, orienta a Dra. Fernanda.

 

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A médica ressalta que os cuidados e o esquema terapêutico não devem ser interrompidos durante as férias. “A manutenção da rotina de tratamento durante viagens e passeios é essencial para prevenir intercorrências ou mitigar a gravidade de eventuais episódios hemorrágicos”, alerta.

 

Confira abaixo algumas dicas da especialista que ajudam a aproveitar as férias das crianças com hemofilia com segurança:

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  • Roupas e equipamentos de proteção: Para brincadeiras que envolvem maior movimento, como andar de bicicleta, por exemplo, o uso de capacete, joelheiras e cotoveleiras é indispensável.
  • Hidratação constante: Especialmente nos dias de calor e maior gasto de energia com as brincadeiras, incentive a criança a beber água regularmente. Manter o corpo hidratado é fundamental para o bem-estar geral.
  • Identificação: Garanta que a criança use uma pulseira, crachá ou carteirinha que informe seu diagnóstico de hemofilia e os contatos de emergência.
  • Mantenha os cuidados: Em caso de viagem, leve os medicamentos e cuidados prescritos pelo médico em quantidade suficiente para todo o período de viagem, além de uma receita atualizada e o contato do hemocentro de referência.
  • Mapeamento e contato prévio no destino: Antes de pegar a estrada, faça um contato preventivo com o hemocentro ou centro de referência em hemofilia da cidade para onde estão viajando. Confirmar o horário de funcionamento e avisar sobre o período em que a criança estará na região garante um suporte muito mais ágil e direcionado caso ocorra qualquer imprevisto.
  • Comunicação com hotéis e colônias de férias: Avise os monitores, guias e responsáveis pelo lazer sobre a condição da criança e explique de forma clara o que fazer em caso de batidas ou cortes.

 

Com o preparo, o período de recesso escolar cumpre o seu propósito essencial: garantir o direito à convivência comunitária, ao lazer e ao desenvolvimento integral da criança com total segurança. Com as precauções corretas adotadas antes e durante o período de viagem, as barreiras dão lugar a uma rotina de férias ativa, segura e integrada à dinâmica familiar e social.

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