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Saúde

Especialista esclarece mitos e verdades sobre terapias subcutâneas

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Oncologista explica como é possível manter a autonomia e rotina durante o tratamento de câncer

Quem já passou por um tratamento oncológico conhece a rotina: horas sentado em uma cadeira, com uma agulha no braço, esperando o soro acabar. Esse ainda é o cenário mais comum , mas está mudando.

 

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Alguns medicamentos antes administrados por via intravenosa, aquela que exige acesso venoso e infusão, já podem ser aplicados por injeção subcutânea: uma injeção feita sob a pele, semelhante a uma vacina, que costuma durar alguns minutos. Estudos indicam que essa via pode reduzir em até 68%¹ o tempo que o paciente passa no hospital para receber o tratamento.

 

Mas o que isso significa na prática? E essa forma de aplicar o medicamento é segura e eficaz? A oncologista Carla Dias, do Hospital Sírio-Libanês e do ICESP HC/USP, responde às dúvidas mais comuns.

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1) Terapias subcutâneas estão disponíveis somente para doenças de baixa complexidade?

MITO. Esse é um equívoco importante de desfazer. Hoje temos terapias subcutâneas aprovadas para doenças oncológicas de alta complexidade, como linfomas, mieloma múltiplo e câncer de mama HER2-positivo. A via de administração não define a complexidade da doença tratada, ela define a logística do tratamento. Temos anticorpos monoclonais, imunoterapias e terapias-alvo sendo administrados por via subcutânea com plena eficácia clínica.

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Leia Também:  Para quem sobrevive ao episódio, a reabilitação torna-se fundamental. No HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o ambulatório de fisioterapia oferece atendimento especializado em Neurofuncional Adulto e recebe, em sua maioria, pacientes que sofreram AVC. “Recebemos pacientes em diferentes fases da recuperação. Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador”, explica Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área. O acesso ao tratamento ocorre por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Antes do início das sessões, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, que orienta a definição do plano terapêutico. “O tratamento é construído a partir das dificuldades que mais impactam a rotina daquela pessoa. Algumas precisam voltar a permanecer em pé, outras necessitam recuperar força muscular ou melhorar a capacidade de caminhar. Tudo é direcionado às necessidades de cada caso”, afirma Michelle. O ambulatório conta com barras paralelas, escadas, rampas, faixas elásticas, bicicletas adaptadas e equipamentos de estimulação muscular, utilizados para auxiliar na recuperação funcional. Foi esse acompanhamento que passou a fazer parte da vida de Joana Darc Vigilato, 61 anos, após sofrer um AVC em abril deste ano. Atualmente na sexta sessão de fisioterapia, ela já apresenta avanços que surpreendem a família. “Tudo o que ela faz aqui a gente repete em casa. Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses”, relata a filha, Francimar Santos. Desafios além da recuperação física A recuperação de um AVC depende muito do tratamento. Por isso, para que os pacientes não interrompam a frequência da fisioterapia, a equipe do HRSM orienta familiares e cuidadores sobre exercícios e estratégias que podem ser realizados em casa, contribuindo para a continuidade do processo de reabilitação. “Às vezes, o familiar precisa faltar ao trabalho ou reorganizar toda a rotina para garantir a continuidade do acompanhamento. Isso pode comprometer a evolução do paciente”, destaca Michelle. Como acessar o serviço O usuário ou seu responsável deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa e, com o encaminhamento médico, solicitar a inclusão na regulação da SES-DF. Após a convocação, o tratamento é iniciado em ciclos de dez sessões, realizadas uma ou duas vezes por semana. Caso seja necessária a continuidade do acompanhamento, o paciente deve retornar à UBS para nova avaliação médica e emissão de outro encaminhamento.

 

2) Por ser mais rápida e simples, a aplicação subcutânea é menos eficaz que a intravenosa?

MITO. A eficácia de um medicamento depende de ele conseguir agir no organismo na quantidade certa, não do tempo que leva para entrar no corpo. As formulações subcutâneas são desenvolvidas para garantir que o medicamento seja absorvido de forma adequada. Estudos clínicos comparativos mostraram resultados equivalentes em termos de resposta e de segurança ao tratamento, incluindo resposta tumoral e sobrevida.

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3) As terapias subcutâneas otimizam o trabalho da equipe de enfermagem?

VERDADE. O tempo de administração de uma terapia subcutânea é significativamente menor do que o de uma infusão intravenosa, que pode durar horas. Isso libera a equipe de enfermagem para outros cuidados, reduz a ocupação de poltronas e leitos de infusão, e contribui para um fluxo mais eficiente nas unidades de oncologia. Em um contexto de crescente demanda, isso tem impacto real na capacidade operacional dos serviços.

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4) Toda aplicação de medicamento subcutâneo é feita na barriga?

MITO. Os locais de aplicação subcutânea variam conforme o medicamento e o protocolo. As regiões mais utilizadas incluem o abdômen, a coxa e a região posterior do braço. O rodízio de locais é inclusive recomendado para evitar reações locais e garantir melhor absorção. A escolha do local segue orientação técnica que consta em bula e deve sempre ser realizada ou supervisionada por profissional de saúde habilitado.

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5) A terapia subcutânea é mais cômoda para o paciente?

VERDADE. Menos tempo de cadeira, sem necessidade de acesso venoso, o que é particularmente relevante para pacientes com veias de difícil acesso após múltiplos ciclos de quimioterapia, e menor tempo total dentro da unidade de saúde. Isso tem impacto direto na qualidade de vida: o paciente consegue retomar mais rapidamente sua rotina, trabalho e vida familiar. Para mim, como oncologista, comodidade não é um detalhe, é parte do cuidado.

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6) Qualquer pessoa pode aplicar o medicamento subcutâneo?

MITO. A administração de terapias oncológicas subcutâneas exige profissional de saúde treinado, enfermeiro ou médico, com conhecimento do protocolo, dos sinais de reação e dos critérios de segurança. Mesmo que a técnica de aplicação seja mais simples do que a intravenosa, estamos falando de medicamentos de alta complexidade. A supervisão profissional não é opcional, é parte da segurança do tratamento.

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Saúde

Como e onde fazer o descarte adequado de resíduos eletroeletrônicos

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Equipamentos podem ser depositados em pontos de entrega voluntária situados em todas as regiões administrativas; há opção de coleta domiciliar

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

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Celulares antigos, computadores, cabos, televisores e outros equipamentos eletrônicos sem uso podem ser encaminhados para o descarte adequado. No Distrito Federal, a população conta com 126 pontos de entrega voluntária (PEVs) para o recebimento desses materiais, distribuídos pelas regiões administrativas.

A rede de coleta disponibiliza locais para que a população entregue equipamentos quebrados, obsoletos ou sem uso para destinação ambientalmente adequada.

Os PEVs funcionam em parques ambientais, administrações regionais, órgãos públicos, supermercados parceiros e instituições públicas. A relação dos endereços está disponível no mapa online.

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O que pode ser descartado

Entre os equipamentos aceitos estão computadores, notebooks, monitores, teclados, mouses, impressoras, HDs, roteadores e cabos. Também podem ser entregues celulares, tablets, telefones fixos, carregadores e baterias removíveis.

A lista inclui eletroportáteis, como liquidificadores, cafeteiras, ferros de passar, secadores de cabelo, aspiradores, ventiladores e batedeiras. Na categoria de áudio e vídeo, estão televisores, aparelhos de DVD, caixas de som, rádios e videogames. Também podem ser encaminhados estabilizadores, nobreaks, fontes, fios e pequenos equipamentos eletrônicos.

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É necessário verificar previamente as regras do ponto escolhido, pois para alguns resíduos há sistemas específicos de coleta. Não devem ser colocados nos PEVs entulho, lixo doméstico, resíduos orgânicos, móveis e resíduos hospitalares. Lâmpadas, pilhas e baterias também não devem ser descartadas nesses locais quando não houver coleta específica.

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Como funciona a destinação

Após a entrega, os equipamentos passam por etapas de recebimento, triagem e desmontagem. Os componentes são separados de acordo com o material e as possibilidades de reaproveitamento.

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Entre os materiais recuperados estão plástico, alumínio, cobre, ferro, vidro e placas eletrônicas. Alguns equipamentos também contêm metais como ouro, prata, paládio, estanho e níquel.

Os materiais recuperados são encaminhados a empresas de reciclagem para retorno à cadeia produtiva. O que não é reciclado recebe destinação ambientalmente adequada. O processo reduz a extração de novas matérias-primas e evita que substâncias presentes nos equipamentos contaminem o solo e a água.

Coleta domiciliar

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A coleta domiciliar também está disponível para determinados volumes de resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Para materiais acima de 30 kg, a retirada na residência pode ser solicitada de forma gratuita.

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Para volumes abaixo de 30 kg, é feita uma avaliação dos produtos antes da confirmação da coleta. O agendamento ocorre das 9h às 17h e a solicitação pode ser feita por formulário eletrônico. Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 3301-3584 para confirmação da data de retirada.

Serviço
→ Mapa com os locais de coleta
→ Site de informações
→ Formulário para coleta gratuita
→ Coleta domiciliar: gratuita para volumes acima de 30 kg de produtos eletroeletrônicos ou eletrodomésticos. Abaixo desse peso, os materiais passam por avaliação. Horário para agendamento: das 9h às 17h. WhatsApp: (61) 3301-3584.

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