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Saúde

Processo seletivo para médico ultrassonografista com salário de R$ 18,1 mil abre inscrições

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Cadastro reserva busca especialista para ampliar a capacidade de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

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Foram abertas, nesta quarta-feira (15), as inscrições para processo seletivo simplificado destinado à formação de cadastro reserva para médico ultrassonografista geral. Previsto no Edital nº 070/2026, o processo seletivo oferece remuneração bruta de R$ 18.115,68 para carga horária mínima de 24 horas semanais. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, conforme a necessidade da instituição contratante.

Além da remuneração, o cargo oferece benefícios como auxílio-transporte, alimentação para jornadas superiores a seis horas, auxílio-saúde, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral, folga no mês de aniversário, folga para acompanhamento de filho em reunião escolar, auxílio maternidade e paternidade estendidos e auxílio funeral, conforme os normativos internos e acordos coletivos de trabalho.

 

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Para participar da seleção, é necessário ter graduação em medicina reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM), residência em radiologia e diagnóstico por imagem ou Certificado de Área de Atuação em ultrassonografia geral reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), além de experiência mínima de seis meses em ultrassonografia geral.

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Como se inscrever

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por este endereço eletrônico, onde também estão disponíveis o edital completo e o cronograma da seleção.

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Saúde

Especialista esclarece mitos e verdades sobre terapias subcutâneas

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Oncologista explica como é possível manter a autonomia e rotina durante o tratamento de câncer

Quem já passou por um tratamento oncológico conhece a rotina: horas sentado em uma cadeira, com uma agulha no braço, esperando o soro acabar. Esse ainda é o cenário mais comum , mas está mudando.

 

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Alguns medicamentos antes administrados por via intravenosa, aquela que exige acesso venoso e infusão, já podem ser aplicados por injeção subcutânea: uma injeção feita sob a pele, semelhante a uma vacina, que costuma durar alguns minutos. Estudos indicam que essa via pode reduzir em até 68%¹ o tempo que o paciente passa no hospital para receber o tratamento.

 

Mas o que isso significa na prática? E essa forma de aplicar o medicamento é segura e eficaz? A oncologista Carla Dias, do Hospital Sírio-Libanês e do ICESP HC/USP, responde às dúvidas mais comuns.

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1) Terapias subcutâneas estão disponíveis somente para doenças de baixa complexidade?

MITO. Esse é um equívoco importante de desfazer. Hoje temos terapias subcutâneas aprovadas para doenças oncológicas de alta complexidade, como linfomas, mieloma múltiplo e câncer de mama HER2-positivo. A via de administração não define a complexidade da doença tratada, ela define a logística do tratamento. Temos anticorpos monoclonais, imunoterapias e terapias-alvo sendo administrados por via subcutânea com plena eficácia clínica.

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2) Por ser mais rápida e simples, a aplicação subcutânea é menos eficaz que a intravenosa?

MITO. A eficácia de um medicamento depende de ele conseguir agir no organismo na quantidade certa, não do tempo que leva para entrar no corpo. As formulações subcutâneas são desenvolvidas para garantir que o medicamento seja absorvido de forma adequada. Estudos clínicos comparativos mostraram resultados equivalentes em termos de resposta e de segurança ao tratamento, incluindo resposta tumoral e sobrevida.

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3) As terapias subcutâneas otimizam o trabalho da equipe de enfermagem?

VERDADE. O tempo de administração de uma terapia subcutânea é significativamente menor do que o de uma infusão intravenosa, que pode durar horas. Isso libera a equipe de enfermagem para outros cuidados, reduz a ocupação de poltronas e leitos de infusão, e contribui para um fluxo mais eficiente nas unidades de oncologia. Em um contexto de crescente demanda, isso tem impacto real na capacidade operacional dos serviços.

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4) Toda aplicação de medicamento subcutâneo é feita na barriga?

MITO. Os locais de aplicação subcutânea variam conforme o medicamento e o protocolo. As regiões mais utilizadas incluem o abdômen, a coxa e a região posterior do braço. O rodízio de locais é inclusive recomendado para evitar reações locais e garantir melhor absorção. A escolha do local segue orientação técnica que consta em bula e deve sempre ser realizada ou supervisionada por profissional de saúde habilitado.

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5) A terapia subcutânea é mais cômoda para o paciente?

VERDADE. Menos tempo de cadeira, sem necessidade de acesso venoso, o que é particularmente relevante para pacientes com veias de difícil acesso após múltiplos ciclos de quimioterapia, e menor tempo total dentro da unidade de saúde. Isso tem impacto direto na qualidade de vida: o paciente consegue retomar mais rapidamente sua rotina, trabalho e vida familiar. Para mim, como oncologista, comodidade não é um detalhe, é parte do cuidado.

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6) Qualquer pessoa pode aplicar o medicamento subcutâneo?

MITO. A administração de terapias oncológicas subcutâneas exige profissional de saúde treinado, enfermeiro ou médico, com conhecimento do protocolo, dos sinais de reação e dos critérios de segurança. Mesmo que a técnica de aplicação seja mais simples do que a intravenosa, estamos falando de medicamentos de alta complexidade. A supervisão profissional não é opcional, é parte da segurança do tratamento.

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