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Atendimento ginecológico a mulheres lésbicas requer abordagem diferenciada

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Medo de discriminação afasta pacientes; Ambulatório LGBTQIA+ do HUB oferece acolhimento e atenção especializada

Brasília (DF) – Agosto é considerado o mês da visibilidade lésbica e reúne duas datas importantes: 19 de agosto, Dia Nacional do Orgulho Lésbico, e 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. As datas contribuem para ampliar o debate sobre os direitos e as necessidades da população lésbica, incluindo o acesso à saúde íntima e ginecológica, com atendimento adequado e livre de discriminação.

 

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No Ambulatório LGBTQIA+ do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil), mulheres lésbicas podem ser acolhidas e, conforme as necessidades identificadas, encaminhadas para atendimento ginecológico.

 

Bruna Heinen, ginecologista do HUB, destaca que a integralidade é um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). “Quando um serviço de saúde não reconhece ou não acolhe adequadamente a orientação sexual de uma pessoa, ele já parte de uma premissa incompleta sobre quem está sendo atendido, e isso compromete diretamente a qualidade e a efetividade do cuidado”, explica.

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Ambulatório LGBTQIA+

Há medidas que contribuem para um atendimento ginecológico humanizado e adequado às necessidades de mulheres lésbicas. Entre elas, estão a abordagem da orientação sexual de forma respeitosa durante a anamnese (entrevista clínica) e a escolha de um espéculo de tamanho adequado para a paciente durante os exames ginecológicos. O espéculo é um instrumento médico utilizado para afastar as paredes da vagina e permitir a visualização do colo do útero. “Esse vínculo de confiança é o que permite anamneses mais completas e diagnósticos mais precisos. Do contrário, o que se vê com frequência é omissão de informações por medo de julgamento, o que compromete diretamente a qualidade do cuidado”, comenta Bruna Heinen.

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A ginecologista explica que o ambulatório LGBTQIA+ do HUB é uma das portas de entrada para o atendimento dessa população. Todos os atendimentos ginecológicos do hospital funcionam mediante encaminhamento. Após a avaliação inicial, a paciente é direcionada ao serviço mais adequado de acordo com a demanda identificada.

 

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“Atendimento ginecológico de rotina deve, prioritariamente, ser realizado na atenção básica. Caso a mulher lésbica tenha dificuldade no acesso, principalmente por questões inerentes à orientação sexual, essa avaliação pode ser realizada no ambulatório de Ginecologia Endócrina, normalmente encaminhada pelo ambulatório LGBTQIA+”, completa Bruna.

 

Além do atendimento ginecológico, o HUB dispõe de outros serviços especializados para diferentes demandas, como cirurgia ginecológica, distúrbios menstruais e patologias do trato genital.

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Impactos na saúde

Dados do I LesboCenso Nacional: Mapeamento de Vivências Lésbicas no Brasil, publicado em 2022, apontam que 25% das mulheres lésbicas sofreram discriminação em atendimento ginecológico. O estudo foi feito com 22 mil mulheres lésbicas de todo o país. Durante atendimentos ginecológicos, mulheres lésbicas podem vivenciar situações constrangedoras e violentas, que comprometem os atendimentos e, por consequência, impactam o cuidado com a saúde.

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Esse cenário se torna ainda mais preocupante quando considerado em conjunto com marcadores sociais, como raça e gênero, que podem ampliar as barreiras de acesso aos serviços de saúde, especialmente para mulheres negras e indígenas. A pesquisa “Rastreamento para câncer do colo de útero no SUS segundo raça/cor da pele: desigualdades regionais no Brasil” analisou dados do Sistema de Informação de Câncer (Siscan) referentes a mulheres de 25 a 64 anos. Entre 2021 e 2023, a cobertura nacional nessa faixa etária foi de 39,03%, mas chegou a 43,71% entre mulheres brancas, enquanto foi de 36,20% entre mulheres não brancas e de 37,58% entre indígenas.

 

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Outro estudo citado no artigo “A saúde de mulheres negras lésbicas e os desafios no acesso aos serviços brasileiros” identificou que abordagens heteronormativas (heterossexualidade como padrão ou norma) no atendimento criam barreiras para uma assistência adequada e integral.

 

Sobre a HU Brasil

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O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

 

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Beleza que respira: por que a rinoplastia moderna une estética e função

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Muito além da estética de fotografia: investigamos o impacto do clima seco nas vias aéreas e a abordagem cirúrgica que entrega beleza por fora e função por dentro

Brasília, Agosto de 2026 – Com a chegada dos meses de estiagem e a queda brusca da umidade relativa do ar, o desconforto respiratório passa a fazer parte da rotina. A sensação persistente de nariz entupido e o ressecamento das vias aéreas levam milhares de pessoas a recorrerem automaticamente aos frascos de descongestionantes nasais em busca de alívio rápido. No entanto, o que parece um gesto inofensivo de autocuidado pode desencadear um ciclo silencioso de dependência tecidual e mascarar alterações estruturais que exigem avaliação médica especializada.

 

A conversa contemporânea sobre bem-estar e beleza facial superou a busca por padrões artificiais de fotografia. Hoje, o verdadeiro luxo reside na saúde funcional e na harmonia anatômica. Investigamos como o clima seco afeta a respiração, quais são os limites do uso de medicamentos tópicos e de que maneira a cirurgia nasal moderna consegue integrar a correção funcional à estética em um único planejamento cirúrgico.

 

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O perigo do alívio imediato: soro fisiológico não é descongestionante

A confusão cotidiana mais frequente durante o período de seca é tratar vasoconstritores como se fossem soro fisiológico. As duas formulações atuam de maneiras completamente distintas na mucosa nasal.

 

A solução salina isotônica (cloreto de sódio a 0,9%) age por hidratação física e limpeza mecânica, removendo secreções e impurezas sem interferir no calibre vascular. Já os descongestionantes contêm substâncias vasoconstritoras sintéticas que contraem rapidamente os vasos sanguíneos da mucosa, reduzindo o volume dos cornetos nasais (a popular “carne esponjosa”) e liberando a passagem de ar em poucos minutos.

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O problema surge quando o uso pontual se transforma em hábito diário.

 

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“Com o uso prolongado e indiscriminado, o paciente passa a apresentar o chamado efeito rebote: quando o efeito da medicação termina, a mucosa volta a congestionar e o nariz entope novamente. Cria-se o ciclo da rinite medicamentosa. O descongestionante pode abrir o nariz em minutos, mas não necessariamente trata a causa do nariz entupido”, explica o médico otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Dr. Vitor Abrão, mestre pela Universidade de São Paulo (USP).

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Os sinais da rinite medicamentosa e o alerta anatômico

A dependência do medicamento costuma manifestar sinais claros na rotina: o frasco passa a acompanhar a pessoa no bolso ou na mesa de cabeceira, a aplicação torna-se mandatória para conseguir dormir e a frequência de uso aumenta progressivamente.

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Mais do que o vício farmacológico na mucosa, o uso crônico de vasoconstritores costuma mascarar problemas pré-existentes. Quando a dificuldade respiratória é constante, predomina em um dos lados do nariz, prejudica o sono ou obriga a respiração pela boca, a causa pode ser anatômica — como um desvio de septo pronunciado, hipertrofia de conchas nasais ou alterações da válvula nasal.

 

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“O descongestionante não corrige anatomia. Se existe um desvio importante do septo, pingar vasoconstritor repetidamente produz apenas alívio temporário, mas não elimina a obstrução física. Precisamos parar de perguntar apenas qual remédio usar e começar a investigar por que aquele nariz não está respirando”, ressalta o especialista.

 

Nariz integrado: bonito por fora, funcional por dentro

A visão contemporânea da cirurgia facial estabelece que o nariz não é apenas uma estrutura estética central na face, mas sim um órgão respiratório complexo. As mesmas cartilagens e estruturas ósseas que definem o contorno, o dorso e a projeção da ponta nasal participam ativamente da manutenção da passagem aérea.

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Diretrizes médicas internacionais recomendam que todo paciente interessado em procedimentos estéticos passe por uma avaliação funcional detalhada antes da cirurgia. Quando existem queixas associadas, a rinoplastia combinada permite alinhar o refinamento visual da face à correção de desvios e à redução do volume excessivo das conchas nasais em um único tempo cirúrgico.

 

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“Em vez de pensar em uma cirurgia estética e uma funcional como dois narizes diferentes, planejamos um único nariz. Um bom resultado precisa ser bonito por fora e funcional por dentro, garantindo que o paciente passe por uma única anestesia e uma recuperação unificada”, pontua o Dr. Vitor Abrão.

 

Ganhos reais na qualidade de vida

Muitas pessoas convivem com a respiração oral e a má qualidade do sono há tanto tempo que deixam de perceber o impacto desse quadro na rotina. No pós-operatório da cirurgia combinada, o restabelecimento da via aérea nasal proporciona benefícios diretos:

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  • Sono mais reparador: redução de despertares noturnos e da sensação incômoda de acordar com a boca ressecada.

 

  • Rendimento físico: melhora na oxigenação durante a prática de exercícios e atividades diárias.

 

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  • Liberdade terapêutica: interrupção do ciclo contínuo de dependência de frascos descongestionantes para conseguir respirar.

 

O especialista reforça que a cirurgia nasal tem como meta exclusiva devolver a respiração adequada, não devendo ser vendida como solução isolada para quadros multifatoriais complexos, como apneia obstrutiva do sono.

 

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Guia de autocuidado seguro durante o clima seco

Para proteger as vias aéreas sem colocar a saúde da mucosa em risco, algumas medidas clínicas simples devem orientar a rotina durante a estiagem:

 

  • Hidratação salina contínua: utilize sprays de soro fisiológico estéril várias vezes ao dia para umidificar a mucosa e remover partículas e alérgenos.

 

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  • Ingestão hídrica: aumente o consumo diário de água para manter a hidratação tecidual do organismo.

 

  • Controle ambiental: utilize umidificadores no quarto durante a noite (mantendo a higienização rigorosa do aparelho contra fungos) e evite exposição direta a ar-condicionado excessivo, fumaça ou poeira.

 

  • Avaliação médica: caso a obstrução persista, ocorram sangramentos frequentes ou haja necessidade de uso diário de medicamentos vasoconstritores, consulte um otorrinolaringologista. “A seca pode piorar os sintomas, mas nem todo nariz entupido durante a estiagem é culpa apenas do clima”.

Sobre o Dr. Vitor Abraão

Dr. Vitor Abraão é médico otorrinolaringologista, cirurgião cérvico-facial e mestre pela Universidade de São Paulo (USP). Com ampla atuação em cirurgia da face e rinoplastia de alta precisão, seu trabalho alia rigor anatômico e planejamento personalizado para unir equilíbrio estético, função respiratória e naturalidade.

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Crédito: Divulgação

Legenda: O otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Dr. Vitor Abrão em procedimento cirúrgico: a rinoplastia moderna integra a correção de desvios estruturais e conchas nasais ao refinamento estético da face em um único planejamento anatômico.

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