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Cultura

Pesquisadores vão ao aeroporto e à Rodoviária Interestadual de Brasília para traçar o perfil do turista que visita a capital

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A coleta de dados, que inclui a avaliação da imagem da cidade, se inicia em novembro com o nome ‘Perfil e Experiências do Turista no Distrito Federal’

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF/Codeplan) firmaram uma parceria para o desenvolvimento de estudos sobre o setor turístico na capital. Um dos frutos desse acordo é a pesquisa ‘Perfil e Experiências do Turista no Distrito Federal’. O objetivo é conhecer quem é o visitante, o que motiva sua viagem, quais atividades realiza durante sua estada e como avalia a experiência na cidade.

“Conhecer o perfil de quem visita Brasília é fundamental para planejarmos ações mais estratégicas e eficientes para o desenvolvimento do turismo no Distrito Federal. Com essa pesquisa, vamos entender melhor as motivações dos visitantes, suas experiências e suas expectativas em relação à cidade. Essas informações vão ajudar a Setur-DF a aprimorar a promoção do destino Brasília, valorizar nossos atrativos e fortalecer toda a cadeia produtiva do turismo, contribuindo para a geração de emprego, renda e novas oportunidades para o setor”, destaca o secretário de Turismo do DF, Bernardo Antunes.

 

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A pesquisa está estruturada em duas etapas. A primeira consiste na análise dos dados do módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), realizada desde 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira vez que essas informações ganham um recorte analítico exclusivo e aprofundado para o Distrito Federal, uma vez que as divulgações do instituto priorizam o panorama nacional. Nesta segunda etapa, entrevistadores irão ao Aeroporto Internacional de Brasília e à Rodoviária Interestadual para conversar diretamente com os visitantes, por meio de um questionário.

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“Com essa pesquisa, vamos entender melhor as motivações dos visitantes, suas experiências e suas expectativas em relação à cidade”

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Bernardo Antunes, secretário de Turismo do DF

A fase de entrevistas presenciais ocorrerá entre os dias 4 e 27 de novembro de 2026, no Aeroporto Internacional de Brasília e na Rodoviária Interestadual de Brasília. O público-alvo das abordagens são os viajantes que estão retornando aos seus estados de origem. Ao todo, serão aplicados 1.800 questionários, 900 em cada terminal. As entrevistas, além de capturar dados sobre características básicas dos visitantes, como idade, gênero e escolaridade, irão identificar as principais motivações para a vinda ao DF, os canais de informação utilizados para o planejamento da visita, os padrões de hospedagem e mobilidade interna, bem como as atividades realizadas e a satisfação geral com o destino.

“Brasília é um hub aéreo muito importante para o país. Daqui saem voos para todas as capitais do Brasil. Muitas pessoas passam por aqui, mas nunca saem do aeroporto, não conhecem a cidade. O questionário possui um bloco para investigar se as pessoas que estão apenas de passagem pelo aeroporto estariam dispostas a estender esse tempo de espera para passear, conhecer nossos atrativos e consumir na cidade antes de seguir viagem. Com esses dados em mãos, o governo e o setor privado poderão criar estratégias eficientes para reter esse passageiro de conexão”, declara Manoel Clementino Barros Neto, diretor-presidente do IPEDF/Codeplan.

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“Com esses dados em mãos, o governo e o setor privado poderão criar estratégias eficientes para reter esse passageiro de conexão”

Manoel Clementino Barros Neto, diretor-presidente do IPEDF/Codeplan

“Os dados da PNAD são fundamentais para estimarmos a quantidade de pessoas que viajaram para o DF, de onde essas pessoas vieram, quais foram as motivações e os gastos da viagem, mas eles não trazem informações sobre a avaliação da experiência no destino. Daí, a importância de um questionário aplicado presencialmente, ouvindo pessoas que estão concluindo sua visita no DF e podem fornecer essas percepções. As duas estratégias de pesquisa, portanto, são complementares”, destaca Marcela Machado, Diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF.

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A iniciativa visa expandir o acervo de informações sobre o turismo local, gerando evidências para orientar o planejamento governamental, a criação de políticas públicas e a melhoria da oferta turística. O estudo também reforça a Política de Turismo do DF, que tem a pesquisa como ferramenta essencial para o desenvolvimento do setor. A partir desse diagnóstico, a Setur-DF terá o embasamento necessário para direcionar suas ações de promoção turística e adequar a infraestrutura de serviços ao perfil de quem efetivamente visita a capital.

 

*Com informações do IPEDF

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Cultura

Estudantes-atletas do DF recebem apoio de equipe multidisciplinar nos Jogos da Juventude 2026

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Equipe acompanha e oferece suporte aos atletas durante a competição nacional, realizada em Foz do Iguaçu (PR)

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

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A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) enviou uma equipe multidisciplinar para acompanhar e orientar os estudantes-atletas que participam dos Jogos da Juventude 2026. A delegação do DF conta com psicóloga, assistente social, fisioterapeuta, técnicos e oficiais. O objetivo é oferecer suporte aos jovens durante a competição nacional, realizada em Foz do Iguaçu (PR), de 19 de outubro a 3 de novembro.

Além da preparação física e técnica, os Jogos da Juventude também exigem equilíbrio emocional. A pressão por resultados e a ansiedade podem afetar os adolescentes. Por isso, a equipe multidisciplinar oferece apoio aos estudantes-atletas durante a disputa, contribuindo para o bem-estar e o desenvolvimento pessoal.

“Mais do que preparar os estudantes para as competições, queremos proporcionar uma experiência de formação e crescimento. Nosso objetivo é garantir que esses jovens se sintam acolhidos e amparados durante os Jogos. O cuidado vai além do desempenho esportivo e envolve desenvolvimento emocional, social e humano”, explica a diretora de Modalidades Especiais (Dimesp) da SEEDF, Rejane Matias.

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Nesta edição dos Jogos da Juventude, a Subsecretaria de Educação Básica (Subeb) e a Subsecretaria de Apoio às Políticas Educacionais (Suape) trabalharam juntas para garantir o acompanhamento especializado da delegação do DF. “Queremos olhar para cada atleta de forma integral e garantir que essa experiência no desporto escolar seja relevante”, afirma a diretora.

 

Saúde mental em jogo

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Um dos desafios enfrentados pelos esportistas é lidar com o nervosismo, a ansiedade e a pressão por resultados, inclusive por parte dos familiares. Essas situações podem ser ainda mais difíceis para quem sonha em seguir carreira no esporte.

 

Na delegação do DF, a assistente social atua na proteção, no bem-estar e no acompanhamento dos estudantes-atletas. O trabalho inclui oferecer apoio em situações de dificuldade emocional, convivência e adaptação durante a viagem, além de acompanhar questões relacionadas à segurança e à garantia de direitos dos adolescentes.

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A assistente social Karol Moraes, que acompanha a delegação nos Jogos da Juventude 2026, explica como funciona o trabalho na rede pública de ensino e durante a competição. “Na política de educação, o assistente social atua principalmente nas questões relacionadas ao ensino, à aprendizagem e à permanência do estudante na escola. Também trabalha na garantia de direitos e na proteção integral de crianças e adolescentes. É importante considerar a realidade social e o contexto de vida de cada estudante, aspectos que muitas vezes acabam sendo desconsiderados.”

“É importante considerar a realidade social e o contexto de vida de cada estudante, aspectos que muitas vezes acabam sendo desconsiderados”

Karol Moraes, assistente social

A condição física dos atletas também influencia a saúde mental antes e depois das competições. A fisioterapeuta Rafaela Costa, que atua há 14 anos nos Jogos da Juventude, explica a importância desse acompanhamento:

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“Antes da competição, a fisioterapia ajuda a reduzir a ansiedade, o estresse e a tensão muscular por meio de técnicas de relaxamento, alongamentos, massagens e exercícios respiratórios. Também contribui para a confiança e a preparação física do atleta. Após as provas, auxilia na recuperação muscular, no alívio das dores e na redução das tensões físicas e emocionais”, pontua Rafaela Costa.

 

*Com informações da SEEDF

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