Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Cultura

Italian Design Day 2026 reúne especialistas na Embaixada da Itália em Brasília para debater patrimônio arquitetônico, inovação e sustentabilidade

Publicado em

O encontro na capital federal reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano

 

Na tarde da última terça-feira (31), a Embaixada da Itália no Brasil, recebeu, em Brasília, mais uma edição do Italian Design Day, iniciativa anual promovida pelo Ministério da Relações Exteriores e Cooperação Internacional e a rede diplomática italiana com o objetivo de valorizar a excelência do design e da arquitetura do país no cenário internacional.

Advertisement

O encontro, realizado na Sala Nervi da Embaixada da Itália em Brasília, reuniu convidados dos setores de arquitetura, design, arte e cultura, para um debate em torno do tema “RE-DESIGN: Materiais, inovação e sustentabilidade do patrimônio arquitetônico italiano”.

Organizado em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), o evento integrou a programação global da iniciativa, que, em sua décima edição, propõe uma reflexão sobre a regeneração de espaços, objetos e relações a partir da contribuição da arquitetura e do design para a sustentabilidade e a qualidade dos ambientes contemporâneos.

Leia Também:  Tratamento na infância pode transformar o desenvolvimento de crianças com acondroplasia, a forma mais comum de nanismo¹
Créditos: Ketlen Bac
Créditos: Ketlen Bac
Créditos: Ketlen Bac

Participaram do encontro a professora Luciana Saboia (FAU-UnB), pesquisadora nas áreas de paisagem urbana e teoria do projeto e curadora do pavilhão do Brasil na Binela de Veneza 2025, e o arquiteto Carlo Nozza (Università della Svizzera Italiana), especialista em preservação do patrimônio moderno e inovação em arquitetura sustentável. O debate abordou desafios e perspectivas relacionados à valorização do patrimônio arquitetônico, à requalificação urbana e à integração entre tradição e novas tecnologias.

Advertisement

A edição deste ano teve um significado especial ao dialogar com o momento vivido pela própria sede diplomática italiana em Brasília, que recentemente concluiu obras de renovação e restauração de seu patrimônio arquitetônico e artístico. Por ocasião do evento, o Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destacou a importância da preservação arquitetônica como instrumento de continuidade histórica e cultural.

“Esta iniciativa é uma oportunidade importante para comunicar o valor da arquitetura, do design e da restauração arquitetônica italiana no mundo, que se baseia em uma longa tradição. As nossas cidades, os nossos edifícios e os nossos espaços são o resultado de uma história construída ao longo do tempo, através de mudanças, adaptações e novas ideias” afirmou o Embaixador Cortese.

Leia Também:  Fêmea de veado-catingueiro recebe alta e volta à natureza

“Acredito que o significado mais simples, mas também o mais importante do tema deste ano é não necessariamente construir algo novo, mas saber olhar para o que já temos com novos olhos, melhorá-lo e torná-lo mais adequado ao presente, mantendo um olhar atento ao futuro”, finaliza.
 

Advertisement

 

Créditos: Ketlen Bac

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Cultura

FGV ARTE Inaugura nova exposição – Eu chorei rios: Arte dos povos originários da América

Published

on

A FGV Arte inaugura, no dia 6 de maio de 2026, na sede da Fundação Getulio Vargas, Zona Sul do Rio de Janeiro, a exposição Eu chorei rios: arte dos povos originários da América, com curadoria de Glicéria Tupinambá Paulo Herkenhoff. Este é o oitavo projeto expositivo realizado pela instituição, desde a sua inauguração em 2023.

A mostra apresenta um conjunto amplo e heterogêneo de produções que operam como formas de pensamento, conectando imagem, matéria e narrativa. Pinturas, fotografias, esculturas, objetos, mantos, instalações e artefatos históricos compõem um panorama plural de linguagens e cosmologias, reunindo criações de diversos povos originários da América Latina. Ao confrontar leituras universalizantes, o projeto inscreve essas produções no campo expandido da arte contemporânea, em diálogo direto com disputas territoriais, institucionais e epistemológicas do presente.

 

Advertisement

Eu chorei rios se constrói também como desdobramento da exposição Adiar o fim do mundo, apresentada em 2025 na FGV Arte e orientada pelas reflexões de Ailton Krenak, deslocando o foco do diagnóstico da crise para a afirmação de práticas e presenças que persistem e transformam mundos. Para Herkenhoff, “se antes a questão do antropoceno era colocada em xeque como narrativa dominante, aqui ela se expande em múltiplas formas de existência que recusam a separação entre natureza e cultura, sujeito e território, reconfigurando a arte como espaço de continuidade, contraposição e invenção”.

A participação de Glicéria Tupinambá na curadoria introduz uma inflexão decisiva, ao trazer para o centro da exposição aquilo que ela define como nhe’ẽ se, o “desejo de fala”: “A gente chega na arte com esse desejo de falar, de falar de um lugar que nunca foi ouvido, sempre foi silenciado”, observa a curadora. “Os povos indígenas sempre fizeram arte, mas não tinham o direito de dizer o que aquilo era.” A atuação de Glicéria

integra arte, pesquisa e ação comunitária, atravessando a mostra com uma perspectiva que amplia o campo de leitura das obras e desloca seus próprios fundamentos.

Advertisement

Nesse contexto, a presença de artistas como Daiara Tukano, Yaka Edilene Sales Huni Kuin, Lastenia Canayo Rita Pinheiro Sales Kaxinawá evidencia o papel central das mulheres nas cosmologias indígenas e na produção artística. Seus trabalhos operam como enunciações de mundo, articulando grafismos, narrativas, cantos e sistemas de conhecimento que atravessam gerações, ao mesmo tempo em que tensionam leituras historicamente marginalizantes.

Leia Também:  FGV ARTE Inaugura nova exposição - Eu chorei rios: Arte dos povos originários da América

A exposição se organiza como um campo de visibilidade em disputa, em que diferentes temporalidades e regimes de representação se confrontam. Obras contemporâneas convivem com peças históricas, artefatos, registros fotográficos e produções audiovisuais, evidenciando tanto a persistência quanto os conflitos em torno das imagens indígenas. Nesse conjunto, destacam-se trabalhos de Ailton KrenakClaudia Andujar, Denilson Baniwa, Djanira, Gustavo Caboco, Keyla Sobral, Lygia Pape Mestre Valentim.

A noção de território atravessa o projeto não apenas como tema: pinturas, mantos, objetos, vídeos e intervenções espaciais configuram a exposição como um espaço de demarcação simbólica, em que a arte atua como prática de inscrição e reivindicação. “Os cantos, as histórias, o que a gente vive no corpo: é isso que preserva a memória”, afirma Glicéria. “A nossa cultura não está só na materialidade. Ela é cantada, celebrada, dançada, e passa de geração em geração.”

Advertisement

A mostra se expande para além do espaço expositivo, ocupando a fachada e a esplanada da FGV com intervenções que ampliam a experiência do público. Entre elas, a pintura de Xadalu Tupã Jekupé, um jardim circular concebido especialmente para a ocasião e a presença de obras que ativam o espaço externo como campo sensorial. A instalação de Jaider Esbell atua como um gesto de acolhimento, introduzindo o visitante em uma dimensão cosmológica da exposição. “É uma imersão. O corpo entra nesse espaço e começa a experimentar essas diferentes camadas”, observa a curadora.

Também presente na mostra como artista, Glicéria Tupinambá desenvolve um dos eixos centrais a partir do Manto Tupinambá, apresentado tanto como obra quanto em uma ação na abertura. Distanciando-se da ideia de performance como linguagem formal, ela propõe uma ativação que convida o público à experiência. “O que eu faço é convidar as pessoas a sentirem. Rezar não dói, cantar não dói, dançar não dói. É uma forma de tirar o manto da vitrine e colocá-lo em movimento no corpo e no mundo.” Ao deslocar o manto de sua condição museológica, o gesto reinsere essa forma em um circuito vivo, abrindo novas possibilidades de percepção e relação.

Leia Também:  Espetáculo gratuito de Páscoa ocupa o Taguaparque nesta fim de semana

Eu chorei rios contribui para reconfigurar os próprios termos de visibilidade das produções indígenas. “A gente não está impondo nada aqui. A intenção é um processo de diálogo, de construção, de fazer o outro entender como a gente vê o mundo.” Nesse sentido, a exposição se inscreve como um gesto de escuta e posicionamento institucional, no qual a arte se apresenta como meio de pensar, sustentar e demarcar mundos possíveis.

Advertisement

A FGV Arte reafirma seu compromisso com a formação de público e a democratização do acesso à arte e à cultura por meio de um programa educativo e acadêmico estruturado. Ao longo da exposição, a instituição receberá mais de 100 escolas e cerca de 5 mil estudantes da rede pública de ensino em visitas mediadas, promovendo experiências qualificadas de aproximação com a arte. Em diálogo com essa frente, o programa acadêmico se organiza como um eixo complementar de reflexão e produção de conhecimento, reunindo atividades formativas e iniciativas voltadas ao aprofundamento crítico dos temas propostos pela exposição.

 

SOBRE A FGV ARTE

Advertisement

Localizada na sede da FGV, em Botafogo, no Rio de Janeiro, a FGV Arte é um espaço voltado para a valorização, a experimentação artística e os debates contemporâneos em torno da arte e da cultura, buscando incentivar o diálogo com setores criativos e heterogêneos da sociedade, dividindo-se em três eixos principais: exposições, publicações e atividades educacionais – acadêmicas e práticas. Tem como curador chefe, o crítico Paulo Herkenhoff.

 

SERVIÇO:

Advertisement

“Eu chorei rios: arte dos povos originários da América”

Curadoria: Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff

Abertura: 06 de maio de 2026,das 19h às 21h Encerramento: 20 de setembro de 2026

Advertisement

Local: FGV Arte | Esplanada da Fundação GetúlioVargas End: Praia de Botafogo, nº 186 – Botafogo

Rio de Janeiro | RJ Tel: (21) 3799-5537

Website: Link Instagram: @fgv.arte

Advertisement

 

Horários de funcionamento:

De terça a sexta, das 10h às 20h Sábados e domingos, das 10h às 18h

Advertisement

Entrada gratuita| Classificação livre

 

CRÉDITOS:

Advertisement

Fotos: Divulgação

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA