Curiosidades
ChatGPT: você sabe como utilizar da forma correta no dia a dia para estudar, trabalhar e criar conteúdo?
Diretor da rede Prepara IA compartilha orientações práticas para aproveitar o potencial da inteligência artificial com mais produtividade e senso crítico
São Paulo (SP), março de 2026:A inteligência artificial deixou de ser um recurso restrito a laboratórios ou filmes de ficção científica para se tornar parte da rotina de milhões de pessoas. Entre as ferramentas mais populares está o ChatGPT, assistente virtual capaz de responder perguntas, produzir textos e ajudar na organização de tarefas. No Brasil, o interesse pela tecnologia cresce rapidamente. Um relatório da OpenAI divulgado recentemente aponta que o país é o terceiro que mais utiliza a plataforma no mundo, com cerca de 140 milhões de mensagens enviadas por dia.
De acordo com o levantamento, o uso da ferramenta está concentrado principalmente em atividades de comunicação, que representam 20% das interações. Em seguida aparecem aplicações relacionadas a aprendizado e capacitação com 15%, além de tarefas como programação, análise de dados e cálculos matemáticos, responsáveis por 6% do uso. Outro estudo, da Semrush, também aponta o Brasil entre os líderes globais no acesso à ferramenta, evidenciando o avanço da inteligência artificial na rotina de estudos, trabalho e criação de conteúdo.
Para Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, rede de ensino profissionalizante pertencente ao Grupo MoveEdu, o principal desafio agora é aprender a usar esse recurso de forma estratégica no dia a dia. “A inteligência artificial pode aumentar muito a produtividade e apoiar o aprendizado, mas o usuário precisa saber como direcionar as perguntas e, principalmente, interpretar as respostas com senso crítico”, afirma.
Segundo o especialista, o ChatGPT funciona a partir de um modelo de linguagem capaz de interpretar comandos em texto e gerar respostas de forma conversacional, simulando um diálogo com o usuário. A ferramenta pode ser utilizada tanto em uma versão gratuita quanto em planos pagos, que oferecem respostas mais aprofundadas e maior estabilidade para quem utiliza a IA com frequência no trabalho ou nos estudos. Apesar da praticidade, Andreoli alerta que a tecnologia deve ser vista como apoio, e não como substituição ao conhecimento humano. “A inteligência artificial ajuda a organizar ideias, acelerar processos e esclarecer dúvidas, mas é essencial verificar as informações e usar o conteúdo gerado como ponto de partida para desenvolver o próprio raciocínio”, explica.
Como usar o ChatGPT para estudar
Entre as aplicações mais úteis está o apoio ao aprendizado. De acordo com Andreoli, estudantes podem usar a ferramenta para organizar conteúdos, revisar matérias e aprofundar conceitos de forma mais dinâmica. Além disso, explorar outras ferramentas de inteligência artificial voltadas à educação também pode ampliar as possibilidades de aprendizado com tecnologia. Crie resumos e mapas mentais. Para isso, peça para o ChatGPT resumir textos ou transformar conteúdos em mapas mentais. Você também pode simular perguntas de prova, solicitando questões objetivas, dissertativas ou quizzes sobre qualquer disciplina. Para quem deseja desvendar conceitos difíceis, a dica é utilizar comandos como “explique isso como se eu tivesse 10 anos”. Já para organizar os estudos, peça um cronograma personalizado com base no tempo disponível e nas prioridades.
Como usar o ChatGPT no trabalho
No ambiente profissional, a inteligência artificial pode trazer ganhos importantes de produtividade, principalmente em tarefas operacionais e de organização de informações. Você pode utilizar, por exemplo, para escrever e-mails mais rápido, informando o objetivo e o tom desejado para que a ferramenta estruture o texto. Além disso, é possível criar apresentações e relatórios, organizando dados em tópicos, montando estruturas de slides ou transformando informações complexas em linguagem mais acessível. A ferramenta também ajuda a gerar ideias para projetos, já que a IA pode ser usada como um “brainstorm infinito” para campanhas, nomes e soluções criativas. Outra vantagem está em automatizar pequenas tarefas, como criar respostas padrão, resumos de reuniões ou roteiros de atendimento.
O especialista cita ainda casos práticos do uso da ferramenta no dia a dia corporativo. “Já vimos situações em que um estagiário de marketing conseguiu montar uma pesquisa de concorrência e estruturar o esboço de uma campanha de divulgação em menos de uma hora usando a ferramenta”, relata.
Como usar o ChatGPT para criar conteúdo
Profissionais de comunicação, marketing e criadores digitais também podem se beneficiar do uso da inteligência artificial na produção de conteúdo. Entre as alternativas, você pode montar roteiros para vídeos e reels, descrevendo tema, público e duração para receber sugestões de falas e estrutura. Também há como estruturar posts para blog, organizando a introdução, os tópicos principais e a conclusão com sugestões de SEO. O ChatGPT também pode ajudar a criar legendas atrativas, com ideias alinhadas ao tom da marca ou ao objetivo da publicação, além de pautas e títulos por meio de ideias a partir de tendências e datas comemorativas.
Cuidados e limites no uso da inteligência artificial
Apesar das vantagens, Leonardo Andreoli reforça que o uso da tecnologia exige atenção e senso crítico. Segundo ele, é fundamental verificar sempre as informações geradas pela ferramenta, já que o ChatGPT pode cometer erros, e confirmar dados em fontes confiáveis. O especialista também destaca a importância de analisar possíveis vieses nas respostas, uma vez que a inteligência artificial reflete conteúdos disponíveis na internet. Ou seja, a ferramenta deve ser utilizada como apoio, e não como atalho, servindo como base para desenvolver ideias próprias. Avaliar a coerência das respostas também é essencial, pois nem tudo que parece correto necessariamente está preciso. Outro ponto de atenção é a proteção de dados: o usuário deve evitar compartilhar informações pessoais ou confidenciais na plataforma.
Além disso, a recomendação é evitar a dependência da tecnologia, mantendo a autonomia intelectual e recorrendo ao apoio humano em temas sensíveis, já que a inteligência artificial não possui julgamento ou empatia. Ler os termos de uso da ferramenta e complementar o conteúdo com outras fontes de conhecimento, como livros, artigos e sites especializados, também faz parte de um uso responsável. Por fim, o diretor nacional da Prepara IA ressalta que fazer perguntas claras e específicas é um dos principais fatores para obter respostas mais precisas e úteis da ferramenta.
Para Andreoli, a inteligência artificial deve ser encarada como uma aliada para ampliar a produtividade e estimular novas formas de aprendizado. “Quanto mais claro e específico for o comando, melhor tende a ser a resposta da inteligência artificial. O segredo está em usar a tecnologia com consciência, criatividade e protagonismo, aproveitando seu potencial sem abrir mão do pensamento crítico”, conclui.
Sobre a Prepara IA:
Com mais de 20 anos de história no mercado de educação, a Prepara se consolidou como referência em cursos profissionalizantes no Brasil. Em 2025, a marca passou por um reposicionamento estratégico e tornou-se Prepara IA, a única escola do país que prepara jovens e adultos para o mercado de trabalho com metodologia 100% focada em Inteligência Artificial. Hoje, a rede oferece mais de 150 cursos profissionalizantes nas áreas de Informática, Linguagem, Tecnologia, Marketing, Design, entre outros, disponíveis nas modalidades presencial e EAD. Além disso, também disponibiliza graduação e pós-graduação à distância e semipresencial em Tecnologia, Negócios, Educação, Direitos e Humanidades. Pertencente ao Grupo MoveEdu, a Prepara IA conta com mais de 300 escolas em diversas regiões do Brasil, reunindo mais de 70 mil alunos que já se beneficiam de uma metodologia inovadora e de uma preparação diferenciada para os desafios do futuro do trabalho.
Créditos:
Foto: Freepik
Curiosidades
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE ALIVIAR SOFRIMENTO PSÍQUICO DE PESSOAS COM TDAH
O Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (TDAH) e suas características, como a desatenção e impulsividade, são muitas vezes, incompreendidos por grande parte da população, apesar da capacidade de impactar profundamente a evolução acadêmica e profissional dos atingidos. Contudo, nos últimos tempos, a Inteligência Artificial (IA) tem sido vista como uma aliada para os portadores.
Segundo a neurocientista, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, o TDAH é marcado por particularidades que alteram a comunicação diferenciada entre regiões como o córtex pré-frontal, os gânglios da base e os sistemas dopaminérgicos, impactando diretamente a organização do tempo, o planejamento, a memória de trabalho e a persistência em tarefas de longo prazo. É a partir da compreensão dessa lógica, que a IA pode ser utilizada, através de aplicativos para suporte ao cérebro.
As programações focadas em organização de rotinas, lembretes adaptativos, gestão do tempo, fragmentação de tarefas e priorização cognitiva, permitem que o esforço mental contínuo seja reduzido.
Vale ainda evidenciar que, no campo pedagógico, a IA desafia modelos educacionais rígidos e homogêneos ao adaptar a escola ao modo que diferentes cérebros funcionam e, não, os alunos à escola. Assim, diversas estratégias para melhorar a aprendizagem podem ser aplicadas. “Ao fazer isso, a ferramenta favorece a permanência na tarefa, um grande desafio do grupo”, afirma a especialista.
Dessa forma, quem tem TDAH também passa a lidar com menos sofrimento psíquico, uma vez que a frustração, estresse, ansiedade e quadros depressivos deixam de ser algo recorrente, devido ao aumento da sensação de bem-estar promovido pela percepção que esse indivíduo é, sim, capaz de concluir tarefas e organizar suas obrigações.
Apesar das vantagens, Ângela lembra, que mesmo sendo uma aliada, a IA não deve substituir o acompanhamento profissional, já que o uso excessivo e sem orientação também é prejudicial.
A inteligência, quando bem utilizada, não substitui o cérebro humano e, sim, apoia e expande a capacidade dele. A verdadeira inovação está em unir ciência, tecnologia e humanidade. Quando a IA respeita a lógica neuronal do TDAH e é integrada com ética e intencionalidade pedagógica, deixa de ser apenas avanço tecnológico e passa a ser instrumento de inclusão, saúde mental e justiça educacional.
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