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Crise no campo: recuperação judicial ou alongamento da dívida?

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Diante do aumento dos custos de produção, intempéries climáticas e dificuldades de caixa, o Conselho Nacional de Justiça reconheceu o cenário desafiador do setor agropecuário ao estabelecer diretrizes para processos de insolvência no campo. Nesse contexto, o produtor rural enfrenta o dilema entre buscar o alongamento de dívidas de crédito rural, assegurado como direito legal pelo STJ sob condições específicas, ou recorrer à recuperação judicial para proteger sua atividade.

Leandro Marmo, advogado especialista em Direito do Agronegócio, pode explicar as diferenças entre o reescalonamento pontual e a reorganização judicial de passivos, os critérios legais para a prorrogação de financiamentos e os cuidados na escolha da estratégia jurídica mais adequada para cada realidade financeira.

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Beatriz Bezerra

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Crise no campo: recuperação judicial ou alongamento da dívida?

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Leandro Marmo, advogado especialista em Direito do Agronegócio, explica quando cada alternativa pode ser utilizada pelo produtor rural em dificuldade financeira

O aumento dos custos de produção, problemas climáticos e dificuldades para honrar compromissos financeiros têm colocado produtores rurais diante de uma decisão delicada: buscar o alongamento das dívidas ou recorrer à recuperação judicial para tentar reorganizar a atividade. Em 2026, o próprio Conselho Nacional de Justiça reconheceu a crise enfrentada pelo setor agropecuário e estabeleceu diretrizes específicas para processos de recuperação judicial e falência de produtores rurais.

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Para Leandro Marmo, advogado especialista em Direito do Agronegócio, as duas alternativas têm objetivos e requisitos diferentes e não devem ser tratadas como soluções equivalentes. A escolha depende da origem do endividamento, da capacidade de pagamento e do estágio da crise financeira enfrentada pelo produtor.

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“O produtor precisa avaliar a situação antes que a dificuldade financeira se transforme em uma crise irreversível. O alongamento pode ser uma alternativa quando existe uma dificuldade pontual de pagamento e a atividade continua tendo capacidade de geração de receita. Já a recuperação judicial envolve uma situação mais ampla, em que é necessário reorganizar as dívidas e preservar a continuidade da atividade”, explica.

O alongamento de uma dívida de crédito rural, por exemplo, pode permitir que o produtor tenha mais prazo para cumprir suas obrigações quando preenchidos os requisitos previstos na legislação. O Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado que o alongamento não é uma simples liberalidade da instituição financeira, mas um direito do devedor quando atendidas as condições legais.

Na prática, a análise deve considerar fatores como a causa da dificuldade financeira, o tipo de crédito contratado, as garantias envolvidas, a capacidade de geração de receita da propriedade e a possibilidade de recuperação da atividade. Quanto mais cedo o produtor identificar o problema, maior tende a ser o espaço para negociar uma solução antes que a dívida comprometa a própria produção.

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“A recuperação judicial não deve ser vista como o primeiro caminho para qualquer produtor endividado. Ela é uma ferramenta de reorganização para situações em que o passivo já compromete a continuidade da atividade e outras alternativas não são suficientes. Por isso, o diagnóstico precisa ser feito com antecedência”, afirma Marmo.

Outro ponto de atenção é que o produtor não deve simplesmente deixar de pagar esperando uma solução posterior. Documentos, contratos, histórico das operações, demonstrativos financeiros e comprovação das circunstâncias que afetaram a capacidade de pagamento podem ser fundamentais para definir a estratégia jurídica adequada.

A orientação é que o produtor procure assessoria especializada antes de tomar decisões como interromper pagamentos, renegociar contratos ou ingressar com pedido de recuperação judicial. A análise individualizada pode indicar se o caminho mais adequado é o alongamento, a renegociação ou uma medida mais ampla de reorganização do passivo.

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Exercícios reforçam preparação do DF para grandes eventos com simulados de emergência

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Atividades com múltiplas vítimas reuniram bombeiros de quatro estados e testaram protocolos de resposta a ocorrências com produtos perigosos e incêndios florestais

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Agência Brasília* | Edição: Plácido Fernandes

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O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realizou, nesta quinta-feira (29), dois simulados operacionais para aperfeiçoar a resposta a emergências com múltiplas vítimas. As atividades, que envolveram cenários de contaminação por produtos perigosos e de incêndios florestais, integraram a Jornada Respad Centro-Oeste 2026 e reuniram bombeiros do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de instituições parceiras.

A iniciativa, conduzida pelo CBMDF, teve como objetivo fortalecer a integração entre as equipes, testar protocolos e aprimorar a capacidade de resposta conjunta diante de ocorrências complexas. Os exercícios também contribuem para a preparação de Brasília para receber grandes eventos, como a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que terá a capital federal entre as cidades-sede.

 

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Pela manhã, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha recebeu um simulado que reproduziu uma situação de emergência durante um evento com grande concentração de público. O cenário envolveu a dispersão de um produto desconhecido por meio de um drone, com diversas pessoas potencialmente contaminadas. Mais de 200 militares participaram do treinamento, que incluiu isolamento da área, resgate e triagem de vítimas, descontaminação e atendimento pré-hospitalar.

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À tarde, o foco foi o combate a incêndios florestais. As equipes atuaram em cenários distribuídos por diferentes regiões do Distrito Federal, com exercícios de combate ao fogo em vegetação, emprego de recursos aéreos, busca e salvamento de vítimas, resgate de animais e sobrevivência em ambiente florestal.

O comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Alves Barcelos, destacou a importância do exercício para a preparação da capital federal e para o intercâmbio de conhecimentos entre as corporações. “Estamos realizando uma simulação de atentado terrorista no Estádio Nacional Mané Garrincha, com foco na preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027. A Jornada Respad promove a integração entre os Corpos de Bombeiros de diferentes estados, com o compartilhamento de protocolos, técnicas e táticas para aprimorar a resposta a situações de desastre”, afirmou. O comandante também agradeceu o apoio da Secretaria de Segurança Pública e da Arena BRB à realização do exercício.

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“Estamos realizando uma simulação de atentado terrorista no Estádio Nacional Mané Garrincha, com foco na preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027″

Coronel Moisés Alves Barcelos, comandante-geral
do CMBDF

 

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A integração entre as corporações também foi ressaltada pelo coronel  Washington Luiz Vaz Júnior, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO). “As 27 corporações de bombeiros militares do Brasil estão cada vez mais integradas, trabalhando para uniformizar protocolos, técnicas, equipamentos e procedimentos. Quando trabalhamos com uma linguagem comum e procedimentos alinhados, fortalecemos a capacidade de resposta e contribuímos para tornar o Brasil mais seguro”, destacou.

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“As 27 corporações de bombeiros militares do Brasil estão cada vez mais integradas. Quando trabalhamos com uma linguagem comum e procedimentos alinhados, fortalecemos a capacidade de resposta e contribuímos para tornar o Brasil mais seguro”

Coronel Washington Luiz Vaz Júnior, comandante-geral
do CMBGO

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Para o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, a preparação conjunta é fundamental para enfrentar ocorrências que ultrapassam limites territoriais e exigem atuação coordenada. “Desastres não respeitam fronteiras. Por isso, precisamos trabalhar de forma integrada, compartilhar protocolos e preparar nossas equipes para atuar em conjunto. Esse treinamento é especialmente importante diante da Copa do Mundo Feminina de 2027, quando Brasília receberá um evento de grande porte”, afirmou.

 

Os exercícios fazem parte das ações de capacitação previstas na Jornada Respad Centro-Oeste 2026, vinculada ao Programa de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A mobilização reforça o trabalho integrado das instituições na prevenção, no planejamento e na proteção da população do Distrito Federal.

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*Com informações do CBMDF

 

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