Curiosidades
Congresso do IBGC abordará liderança humana na jornada das transformações
Luiz Martha*
Rodolfo Fücher**
Vivemos um momento em que a velocidade das transformações parece superar a nossa capacidade de compreendê-las. Tensões geopolíticas, tecnologias disruptivas, mudanças econômicas, novas exigências regulatórias e a urgência da transição socioambiental criam um ambiente de complexidade e incerteza para o qual talvez o ser humano não esteja plenamente preparado. Ainda assim, líderes e conselhos precisam interpretar sinais, fazer escolhas e tomar decisões cujas consequências podem se estender por muitos anos. Se não podemos reduzir a velocidade das transformações, precisamos ampliar nossa capacidade de liderá-las. E isso nos leva a uma questão essencial: qual é o papel do ser humano nesse novo contexto?
É justamente essa reflexão que inspira o 27º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), que será realizado em 7 e 8 de outubro, no WTC Events Center, em São Paulo, com possibilidade de participação presencial ou on-line. Ao adotar o tema “O ser humano na liderança da transformação”, o principal fórum brasileiro de governança coloca as pessoas no centro do debate.
O foco não poderia ser mais oportuno. Nunca tivemos tantos dados, conhecimento e tecnologia à nossa disposição. Ainda assim, decidir tornou-se cada vez mais complexo. Em um mundo marcado por transformações simultâneas, incertezas e interesses muitas vezes conflitantes, a tecnologia pode ampliar nossa capacidade de análise, mas não elimina a ambiguidade das escolhas. Interpretar contextos, ponderar consequências e assumir responsabilidade pelas decisões continuam sendo atribuições essencialmente humanas.
Nesse ambiente, governança não pode significar apenas seguir boas práticas consolidadas. Precisa significar também capacidade de interpretar contextos inéditos, fazer escolhas difíceis e assumir responsabilidade por suas consequências. Assim, o papel dos conselhos de administração e das demais lideranças ganha ainda mais relevância, pois não basta acompanhar a transformação. É preciso conduzi-la.
A edição de 2026 do congresso será a primeira sob a presidência de Antônio Bizzo no Conselho de Administração do IBGC, instituição que, há três décadas, contribui para o fortalecimento da governança no país. A programação contará com palestrantes nacionais e internacionais para compartilhar conhecimento e debater os temas que permeiam a multiplicidade dos desafios atuais das empresas.
Dentre os nomes confirmados estão Christopher Garman, diretor executivo para as Américas do Eurasia Group, que faz análises geopolíticas e aborda o cenário eleitoral brasileiro; o embaixador Thomas Shannon, referência em relações internacionais; Sergio Rial, presidente do Conselho da Vibra Energia; Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil; Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury; Miguel Setas, CEO da Motiva; Guilherme Horn, líder do WhatsApp para Índia, Indonésia e Brasil; Heather Collins, neurocientista cognitiva; e Maurício Rodrigues, presidente da Divisão Agrícola da Bayer para a América Latina. São diferentes perspectivas, da geopolítica à neurociência, da tecnologia à experiência empresarial, reunidas em torno de uma mesma questão: como liderar e decidir em um ambiente de crescente complexidade.
O congresso promoverá debates sobre os desafios contemporâneos da governança, inteligência artificial, inovação, sustentabilidade, casos práticos e experiências de mercado, além de criar um ambiente privilegiado para a troca de experiências e networking entre conselheiros e executivos de todo o País. Mais do que acompanhar tendências, o objetivo é desvendar seus impactos sobre as pessoas e a qualidade das decisões.
A discussão proposta pelo IBGC vai além do universo corporativo e nos convida a refletir sobre que tipo de liderança queremos construir para enfrentar um futuro marcado por mudanças contínuas. Paradoxalmente, em um mundo cada vez mais automatizado, cresce o valor das competências e responsabilidades que permanecem essencialmente humanas: empatia, integridade, pensamento crítico, coragem para decidir e capacidade de inspirar pessoas.
A tecnologia continuará acelerando transformações, mas serão as lideranças humanas, preparadas para conciliar inovação, responsabilidade e propósito, que determinarão a qualidade dessas mudanças e o legado que elas deixarão para as organizações, a sociedade e as futuras gerações.
*Luiz Martha é diretor de Conhecimento e Impacto do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).
**Rodolfo Fücher é líder do Grupo Curador do 27º Congresso IBGC.
Informações para a imprensa: Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação
Pedro Ulsen – Gerente de Atendimento
Juliana Agatão – Analista de Atendimento
juliana.agatao@viveiros.com.br
Luiz Martha*
Rodolfo Fücher**
Vivemos um momento em que a velocidade das transformações parece superar a nossa capacidade de compreendê-las. Tensões geopolíticas, tecnologias disruptivas, mudanças econômicas, novas exigências regulatórias e a urgência da transição socioambiental criam um ambiente de complexidade e incerteza para o qual talvez o ser humano não esteja plenamente preparado. Ainda assim, líderes e conselhos precisam interpretar sinais, fazer escolhas e tomar decisões cujas consequências podem se estender por muitos anos. Se não podemos reduzir a velocidade das transformações, precisamos ampliar nossa capacidade de liderá-las. E isso nos leva a uma questão essencial: qual é o papel do ser humano nesse novo contexto?
É justamente essa reflexão que inspira o 27º Congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), que será realizado em 7 e 8 de outubro, no WTC Events Center, em São Paulo, com possibilidade de participação presencial ou on-line. Ao adotar o tema “O ser humano na liderança da transformação”, o principal fórum brasileiro de governança coloca as pessoas no centro do debate.
O foco não poderia ser mais oportuno. Nunca tivemos tantos dados, conhecimento e tecnologia à nossa disposição. Ainda assim, decidir tornou-se cada vez mais complexo. Em um mundo marcado por transformações simultâneas, incertezas e interesses muitas vezes conflitantes, a tecnologia pode ampliar nossa capacidade de análise, mas não elimina a ambiguidade das escolhas. Interpretar contextos, ponderar consequências e assumir responsabilidade pelas decisões continuam sendo atribuições essencialmente humanas.
Nesse ambiente, governança não pode significar apenas seguir boas práticas consolidadas. Precisa significar também capacidade de interpretar contextos inéditos, fazer escolhas difíceis e assumir responsabilidade por suas consequências. Assim, o papel dos conselhos de administração e das demais lideranças ganha ainda mais relevância, pois não basta acompanhar a transformação. É preciso conduzi-la.
A edição de 2026 do congresso será a primeira sob a presidência de Antônio Bizzo no Conselho de Administração do IBGC, instituição que, há três décadas, contribui para o fortalecimento da governança no país. A programação contará com palestrantes nacionais e internacionais para compartilhar conhecimento e debater os temas que permeiam a multiplicidade dos desafios atuais das empresas.
Dentre os nomes confirmados estão Christopher Garman, diretor executivo para as Américas do Eurasia Group, que faz análises geopolíticas e aborda o cenário eleitoral brasileiro; o embaixador Thomas Shannon, referência em relações internacionais; Sergio Rial, presidente do Conselho da Vibra Energia; Ciro Possobom, presidente e CEO da Volkswagen do Brasil; Jeane Tsutsui, CEO do Grupo Fleury; Miguel Setas, CEO da Motiva; Guilherme Horn, líder do WhatsApp para Índia, Indonésia e Brasil; Heather Collins, neurocientista cognitiva; e Maurício Rodrigues, presidente da Divisão Agrícola da Bayer para a América Latina. São diferentes perspectivas, da geopolítica à neurociência, da tecnologia à experiência empresarial, reunidas em torno de uma mesma questão: como liderar e decidir em um ambiente de crescente complexidade.
O congresso promoverá debates sobre os desafios contemporâneos da governança, inteligência artificial, inovação, sustentabilidade, casos práticos e experiências de mercado, além de criar um ambiente privilegiado para a troca de experiências e networking entre conselheiros e executivos de todo o País. Mais do que acompanhar tendências, o objetivo é desvendar seus impactos sobre as pessoas e a qualidade das decisões.
A discussão proposta pelo IBGC vai além do universo corporativo e nos convida a refletir sobre que tipo de liderança queremos construir para enfrentar um futuro marcado por mudanças contínuas. Paradoxalmente, em um mundo cada vez mais automatizado, cresce o valor das competências e responsabilidades que permanecem essencialmente humanas: empatia, integridade, pensamento crítico, coragem para decidir e capacidade de inspirar pessoas.
A tecnologia continuará acelerando transformações, mas serão as lideranças humanas, preparadas para conciliar inovação, responsabilidade e propósito, que determinarão a qualidade dessas mudanças e o legado que elas deixarão para as organizações, a sociedade e as futuras gerações.
*Luiz Martha é diretor de Conhecimento e Impacto do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).
**Rodolfo Fücher é líder do Grupo Curador do 27º Congresso IBGC.
Informações para a imprensa: Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação
Pedro Ulsen – Gerente de Atendimento
Juliana Agatão – Analista de Atendimento
juliana.agatao@viveiros.com.br
Curiosidades
Crise no campo: recuperação judicial ou alongamento da dívida?
Diante do aumento dos custos de produção, intempéries climáticas e dificuldades de caixa, o Conselho Nacional de Justiça reconheceu o cenário desafiador do setor agropecuário ao estabelecer diretrizes para processos de insolvência no campo. Nesse contexto, o produtor rural enfrenta o dilema entre buscar o alongamento de dívidas de crédito rural, assegurado como direito legal pelo STJ sob condições específicas, ou recorrer à recuperação judicial para proteger sua atividade.
Leandro Marmo, advogado especialista em Direito do Agronegócio, pode explicar as diferenças entre o reescalonamento pontual e a reorganização judicial de passivos, os critérios legais para a prorrogação de financiamentos e os cuidados na escolha da estratégia jurídica mais adequada para cada realidade financeira.
Conseguimos a publicação
Beatriz Bezerra
6198656 – 2133
Crise no campo: recuperação judicial ou alongamento da dívida?
Leandro Marmo, advogado especialista em Direito do Agronegócio, explica quando cada alternativa pode ser utilizada pelo produtor rural em dificuldade financeira
O aumento dos custos de produção, problemas climáticos e dificuldades para honrar compromissos financeiros têm colocado produtores rurais diante de uma decisão delicada: buscar o alongamento das dívidas ou recorrer à recuperação judicial para tentar reorganizar a atividade. Em 2026, o próprio Conselho Nacional de Justiça reconheceu a crise enfrentada pelo setor agropecuário e estabeleceu diretrizes específicas para processos de recuperação judicial e falência de produtores rurais.
Para Leandro Marmo, advogado especialista em Direito do Agronegócio, as duas alternativas têm objetivos e requisitos diferentes e não devem ser tratadas como soluções equivalentes. A escolha depende da origem do endividamento, da capacidade de pagamento e do estágio da crise financeira enfrentada pelo produtor.
“O produtor precisa avaliar a situação antes que a dificuldade financeira se transforme em uma crise irreversível. O alongamento pode ser uma alternativa quando existe uma dificuldade pontual de pagamento e a atividade continua tendo capacidade de geração de receita. Já a recuperação judicial envolve uma situação mais ampla, em que é necessário reorganizar as dívidas e preservar a continuidade da atividade”, explica.
O alongamento de uma dívida de crédito rural, por exemplo, pode permitir que o produtor tenha mais prazo para cumprir suas obrigações quando preenchidos os requisitos previstos na legislação. O Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado que o alongamento não é uma simples liberalidade da instituição financeira, mas um direito do devedor quando atendidas as condições legais.
Na prática, a análise deve considerar fatores como a causa da dificuldade financeira, o tipo de crédito contratado, as garantias envolvidas, a capacidade de geração de receita da propriedade e a possibilidade de recuperação da atividade. Quanto mais cedo o produtor identificar o problema, maior tende a ser o espaço para negociar uma solução antes que a dívida comprometa a própria produção.
“A recuperação judicial não deve ser vista como o primeiro caminho para qualquer produtor endividado. Ela é uma ferramenta de reorganização para situações em que o passivo já compromete a continuidade da atividade e outras alternativas não são suficientes. Por isso, o diagnóstico precisa ser feito com antecedência”, afirma Marmo.
Outro ponto de atenção é que o produtor não deve simplesmente deixar de pagar esperando uma solução posterior. Documentos, contratos, histórico das operações, demonstrativos financeiros e comprovação das circunstâncias que afetaram a capacidade de pagamento podem ser fundamentais para definir a estratégia jurídica adequada.
A orientação é que o produtor procure assessoria especializada antes de tomar decisões como interromper pagamentos, renegociar contratos ou ingressar com pedido de recuperação judicial. A análise individualizada pode indicar se o caminho mais adequado é o alongamento, a renegociação ou uma medida mais ampla de reorganização do passivo.
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