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Segurança pública não é faxina social: aporofobia e o papel da GCM

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Por Raquel Gallinati*

Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, a Guarda Civil Municipal (GCM) tem se consolidado como um pilar estratégico da segurança pública nos municípios brasileiros. Amparada por decisões recentes do Supremo Tribunal Federal, sua atuação tem sido ampliada de acordo com os princípios constitucionais — especialmente na preservação da ordem pública e da cidadania. Um dos desafios mais delicados, no entanto, diz respeito à abordagem de pessoas em situação de rua — uma realidade que exige muito mais do que presença ostensiva.

A atuação da GCM deve estar firmemente alinhada aos direitos humanos e às garantias fundamentais, sobretudo no trato com populações em condição extrema de vulnerabilidade. A segurança pública não pode — e não deve — ser instrumento de repressão social. Cabe à sociedade compreender os limites legais da atuação da Guarda e exigir políticas públicas integradas, eficazes e humanizadas.

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A população em situação de rua é heterogênea e marcada por diversas fragilidades: pobreza extrema, rompimento de vínculos familiares, dependência química, transtornos mentais, desemprego e históricos de violência. Esse quadro, reconhecido pelo Decreto Federal nº 7.053/2009, demanda soluções intersetoriais articuladas entre os serviços de assistência social, saúde, habitação e trabalho.

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A legislação brasileira é clara ao determinar que o atendimento a essa população é atribuição prioritária da rede socioassistencial. A GCM atua de forma subsidiária, oferecendo suporte às equipes técnicas nas abordagens sociais — jamais como força de repressão. A remoção forçada de pessoas, o recolhimento arbitrário de pertences ou qualquer conduta que exponha esses cidadãos a situações vexatórias são práticas ilegais e em desacordo com a Constituição e com tratados internacionais de direitos humanos.

A Resolução nº 40/2020 do Conselho Nacional dos Direitos Humanos reconhece os domicílios improvisados como moradia protegida, assegurando o direito à inviolabilidade. Já a Recomendação nº 43/2022 chama atenção para um fenômeno ainda pouco debatido: a aporofobia — o preconceito contra os pobres — que, de forma silenciosa e persistente, ainda orienta decisões administrativas e demandas sociais travestidas de interesse público.

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Parte significativa da sociedade segue pressionando a GCM a adotar medidas que extrapolam sua função legal, confundindo ações de segurança com iniciativas de “limpeza urbana”. Essa postura evidencia não só desinformação, mas também a ausência de uma educação para a cidadania que compreenda a segurança como um direito de todos — e não como ferramenta de exclusão.

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Durante décadas, construiu-se no Brasil uma falsa oposição entre segurança pública e direitos humanos — resquício de um passado autoritário e de embates ideológicos superados. Essa visão precisa ser definitivamente superada. Defender os direitos humanos é garantir uma segurança pública legítima, eficaz e humanizada.

A Guarda Civil Municipal tem papel relevante na consolidação de um modelo de segurança cidadã, mas não pode ser sobrecarregada com atribuições que cabem a outras políticas públicas. É urgente fortalecer as redes intersetoriais, investir na capacitação contínua dos agentes e implementar políticas sociais estruturantes que enfrentem, de fato, as causas da exclusão.

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Segurança pública não se resume à presença de farda e viatura. É, antes de tudo, compromisso com justiça social, respeito à dignidade humana e com a construção de cidades mais justas, seguras e solidárias.

*Raquel Gallinati é delegada de Polícia, diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil e secretária de Segurança Pública de Santos

 

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Curiosidades

Veja as mudanças no trânsito no Plano Piloto durante eventos neste fim de semana

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ntervenções ocorrerão no Setor Comercial Sul, Parque da Cidade, Eixo Monumental e W3 Sul, entre sábado (5) e segunda-feira (7), para garantir segurança viária e fluidez

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Agência Brasília | Edição: José Renato Garcia

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Exposição da Semana da Pátria

O trânsito vai ser alterado no Parque da Cidade, a fim de garantir a segurança dos participantes e a organização do tráfego durante a Exposição da Semana da Pátria, que ocorrerá de sábado (5) a segunda-feira (7), das 9h às 17h.

 

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Arte: Divulgação

As equipes de policiamento e fiscalização sinalizarão a faixa de pedestres e fecharão os acessos ao estacionamento do Parque Infantil Ana Lídia.

Apoio ao longa-metragem O Menino que Não Existiu — período da manhã

O trânsito também ter mudanças no Setor Comercial Sul (SCS), na via S3, a fim de garantir a segurança durante a filmagem do longa-metragem O Menino que Não Existiu, que ocorrerá no domingo (6), das 6h às 10h.

O trânsito será desviado para a Quadra 5, e as saídas dos estacionamentos das quadras 5 e 4 também serão fechadas durante a operação.

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Arte: Divulgação

As intervenções ocorrerão de forma intermitente, conforme a necessidade da produção cinematográfica, para garantir a segurança e a organização do trânsito no local.

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Apoio ao longa-metragem O Menino que Não Existiu — período da tarde

À tarde, o trânsito será alterado no Setor Comercial Sul (SCS), na Quadra 1, no cruzamento com a via S3, a fim de garantir a segurança durante as filmagens, domingo, das 13h às 18h.

Arte: Divulgação

Para isso, as equipes de policiamento e fiscalização de trânsito desviarão o trânsito da via S3 para o Eixo Rodoviário Sul (ERSL) e fecharão a tesourinha do Eixo Rodoviário Sul (ERSW) para a via S3. Também será fechado o acesso do ERSW para a via S3, além do acesso da via S2 para a via da Quadra 1 do SCS. Os fechamentos serão realizados a partir das 13h e permanecerão durante o período de filmagem.

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Corrida Meia das Torres BSB

O trânsito no Eixo Monumental e nas vias N1 e W3 Norte também vai ser alterado a fim de garantir fluidez do tráfego e a segurança aos participantes da Meia das Torres BSB, programada para o domingo, das 6h às 10h.

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O evento será realizado em via pública, com largada na DF-001, na altura da Torre de TV Digital, e chegada na DF-479. O percurso seguirá pela DF-479, Eixão Norte, via N1 e W3 Norte. As equipes de policiamento e fiscalização de trânsito atuarão no controle do tráfego.

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Arte: Divulgação

Na via N1, na altura da ERB, os agentes fecharão o acesso do ERWN para o Eixão e duas faixas mais à direita da via, mantendo o controle do tráfego durante a passagem dos corredores.

 

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Na ligação entre as W3 Sul e Norte, os agentes fecharão a saída do Setor Hoteleiro Norte (SHN) para a via N1, na altura do Kubitschek Plaza, além do acesso da N1 para a tesourinha da W3 Norte e da tesourinha da W3 Norte para a N1.

 

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As vias serão fechadas a partir das 7h até o término da corrida.

Evento: Marcha das Religiões e Culturas Afro-brasileiras

Outra mudança no trânsito ocorrerá na W3 Sul, a fim de garantir a fluidez do tráfego e a segurança dos participantes do evento que acontecerá na segunda-feira (7), das 12h às 19h.

Arte: Divulgação

Para isso, as equipes de policiamento e fiscalização de trânsito fecharão a W3 Sul, no trecho entre o Infinu e a Biblioteca Demonstrativa, desviando o tráfego de veículos para a via W2, na altura da 506 Sul, durante o período do evento.

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