Esporte
Rayssa Leal espera título brasileiro na Liga Mundial de Skate Street
Foto: Julio Detefon
No sábado será disputada a etapa classificatória a partir das 11h30. Já as finais serão no domingo (3), a partir das 10h30
No próximo final de semana a cidade de São Paulo reunirá a nata do skate mundial. A partir do próximo sábado (2) o Ginásio do Ibirapuera será o palco do SLS Super Crown World Championship (a grande final da Liga Mundial de Street Skate). E um dos destaques brasileiros na modalidade, a maranhense Rayssa Leal, chega à disputa acreditando em uma conquista brasileira.
“Não consigo explicar em palavras a sensação de competir em uma Liga tão importante como essa aqui. A torcida e as coisas que sentimos são diferentes. É uma felicidade enorme representar o Brasil dentro do Brasil. Acho que esse troféu ficará aqui. Estamos evoluindo muito [na modalidade], os brasileiros, no geral, vem evoluindo e está bonito ver os campeonatos de skate”, declarou a jovem de 15 anos, que conquistou o título da SLS 2022 no Rio de Janeiro, em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (30) no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro histórico de São Paulo.
Outro representante do Brasil que chega confiante à disputa é Felipe Gustavo. O atleta de 32 anos, que nasceu em Brasília, chega com moral após vencer a 3ª etapa da SLS 2023, em Sydney (Austrália): “Será um evento muito bom. Acho que o Ibirapuera é bem histórico. Eu cresci vendo esporte lá. Estamos quebrando mais uma barreira tendo um evento de skate como o Super Crown no Ginásio e será histórico para o skate também. Espero que dê tudo certo e um dos brasileiros saia de lá com a vitória”.
O Brasil será representado na competição pelo total de 11 atletas. Além de Rayssa, o país contará na disputa feminina com Isabelly Ávila e Pâmela Rosa. Já entre os homens Carlos Ribeiro, Filipe Mota, Gabryel Aguilar, Giovanni Vianna, Kelvin Hoefler, Luan Oliveira e Lucas Rabelo representam o Brasil, além de Felipe Gustavo.
No sábado será disputada a etapa classificatória a partir das 11h30 (horário de Brasília). Já as finais serão no domingo (3), a partir das 10h30.
Com informações da Agência Brasil
Fonte: Jornal de Brasilia
Esporte
Vivace transforma histórias dentro e fora das quadras e se consolida como projeto de acolhimento no DF
Iniciativa social que nasceu de encontros informais entre mulheres mostra, por meio de trajetórias como a da atleta Patrícia, o impacto do esporte na saúde mental e na reconstrução de vidas.
O que começou como reuniões despretensiosas entre mulheres apaixonadas por futebol se tornou, ao longo dos anos, uma rede de apoio e transformação. Fundado em 2017, o Vivace se consolidou como um projeto social no Distrito Federal que vai além das quatro linhas, promovendo acolhimento, inclusão e impacto direto na vida de suas participantes — especialmente em um cenário em que 14,7% das mulheres brasileiras relatam diagnóstico de depressão, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Ministério da Saúde em parceria com o IBGE.
A história da goleira Patrícia traduz, em primeira pessoa, a dimensão desse impacto. “Cheguei ao Vivace em um dos momentos mais difíceis da minha vida. Eu estava sem forças, sem esperança. Aqui encontrei acolhimento, apoio e pessoas que acreditaram em mim quando eu mesma já não acreditava mais”, relata a atleta, que enfrentou depressão, ansiedade e situações de violência doméstica antes de reencontrar no esporte um caminho de reconstrução.
Mãe solo de Yasmin, de 8 anos, uma criança autista, Patrícia também encontrou no projeto um ambiente de inclusão que ultrapassa o esporte. “Minha filha é sempre bem recebida nos treinos. Esse espaço também virou uma forma de cuidado para ela e para mim”, completa.
Atualmente, o Vivace realiza treinos às segundas-feiras no Centro Olímpico do Recanto das Emas, com futebol society, e às terças e quintas-feiras na quadra da QNL 08, em Taguatinga, com futsal. Sem processo seletivo, o projeto mantém a proposta de acesso democrático ao esporte, reunindo iniciantes, atletas experientes, jovens, adultas e mães em um mesmo espaço.
A idealizadora do projeto, Glaucy Falcão, destaca que o propósito sempre foi olhar para além da atleta. “O Vivace nasce com o propósito de acolher e transformar. A gente entende que o esporte é uma ferramenta potente, mas o mais importante é olhar para cada mulher de forma integral, respeitando suas histórias e criando oportunidades reais de recomeço”, afirma.
Esse olhar se reflete também nos resultados dentro de quadra. O time já representou o Distrito Federal em competições nacionais, como a Copa do Brasil de Beach Soccer, onde conquistou o 4º lugar — um marco que, para as atletas, simboliza muito mais do que desempenho esportivo. “Para muita gente pode ser só um resultado, mas para mim significa superação, vitória contra tudo aquilo que eu vivi”, diz Patrícia.
Outro destaque é o Torneio Vivace, que amplia a visibilidade do futebol feminino e cria oportunidades para novas atletas. Nesta edição, a iniciativa passa a incluir também categorias masculinas, reforçando o papel do projeto como plataforma de inclusão e desenvolvimento social por meio do esporte.
Para a psicóloga Kenia Ramos, do grupo Mantevida, iniciativas como o Vivace têm impacto direto na saúde mental. “O esporte, quando aliado a um ambiente acolhedor, fortalece vínculos, resgata a autoestima e cria uma rede de apoio fundamental, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade”, explica.
Mais do que formar equipes, o Vivace constrói trajetórias. Entre treinos, competições e histórias de superação, o projeto reafirma diariamente que o esporte pode ser, acima de tudo, um ponto de recomeço.
CRÉDITOS:
Fotos: Divulgação
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