Esporte
Supercopa do Brasil: Cruzeiro elimina o Avaí e carimba vaga na decisão
Byanca Brasil balançou a rede duas vezes no triunfo do Cruzeiro contra o Avaí Kindermann, em Florianópolis – (crédito: Leo Piva/Cruzeiro EC)
Cabulosas vencem com facilidade, em Florianópolis, e aguardam adversário entre Corinthians e Ferroviária na final marcada para domingo
O Cruzeiro bateu o Avaí Kindermann por 3 x 0 nessa quarta-feira na semifinal da Supercopa Feminina, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. É a primeira final do Cruzeiro na competição. As Cabulosas esperam o vencedor de Corinthians x Ferroviária, que se enfrentam nesta quinta-feira (15), às 16h15, na Neo Química Arena. O local da final dependerá do resultado em São Paulo. O time que tiver o maior saldo de gols na semifinal será o mandante da decisão.
No primeiro tempo, o Cruzeiro foi mais ofensivo que o Kindermann. Acumulou 11 finalizações contra cinco do Kindermann. Byanca Brasil, Maiara e Gaby Soares protagonizaram os lances de maior perigo pelo lado das Cabulosas. Sharon López pressionou e tentou marcar para as Leoas, em três lances de destaque.
Aos 44 minutos, as Cabulosas abriram o placar com pênalti cobrado pela camisa 10 Byanca Brasil. A penalidade surgiu em um lance em cima da zagueira Limpia Fretes. A árbitra foi chamada pelo VAR para revisar o lance e marcou o pênalti.
O Cruzeiro conseguiu ampliar a vantagem com mais um gol de Byanca Brasil e outro de Mari Pires. Aos 12, Raquelzinha cometeu pênalti em Maii Maii. Byanca bateu e fez a rede balançar mais uma vez. Aos 23 minutos, Mari Pires recebeu a bola de Fabi Sandoval e mandou a bola para o gol, de fora da área.
A meia Mari Pires, autora do terceiro gol do Cruzeiro. destacou a importância da vitória depois da partida. “A gente está muito feliz com essa vitória. O grupo batalhou muito.”
FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 3
Taty Amaro; Limpia Fretes, Camila Ambrózio, Vitória Calhau (Paloma), Ana Clara; Rafa Andrade (Carol Soares), Gaby Soares (Mari Pires), Maii Maii; Fabiola Sandoval, Byanca Brasil (Fernanda Tipa), Marília (Isa Fernandes)
Técnico: Jonas Urias
AVAÍ KINDEMANN 0
Maike; Raquelzinha (Miriam), Siméia, Júlia Barros, Kaila (Júlia Cipriani); Dani Venturini (Lourdes González), Bárbara, Ramona Martínez, Camila López (Belén Riveros); Julieta Morales (Michelle); Brendha
Técnica: Carine Bosetti.
Cartões amarelos: Rquelzinha e Camila López (Avaí); Limpia Fretes, Vitória Calhau e Mariana Pires (Cruzeiro)
Árbitra: Rejane Caetano da Silva
VAR: Diego Pombo Lopez
Público e renda: não divulgados
*Estagiária sob a supervisão de Marcos Paulo Lima
Esporte
Vivace transforma histórias dentro e fora das quadras e se consolida como projeto de acolhimento no DF
Iniciativa social que nasceu de encontros informais entre mulheres mostra, por meio de trajetórias como a da atleta Patrícia, o impacto do esporte na saúde mental e na reconstrução de vidas.
O que começou como reuniões despretensiosas entre mulheres apaixonadas por futebol se tornou, ao longo dos anos, uma rede de apoio e transformação. Fundado em 2017, o Vivace se consolidou como um projeto social no Distrito Federal que vai além das quatro linhas, promovendo acolhimento, inclusão e impacto direto na vida de suas participantes — especialmente em um cenário em que 14,7% das mulheres brasileiras relatam diagnóstico de depressão, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Ministério da Saúde em parceria com o IBGE.
A história da goleira Patrícia traduz, em primeira pessoa, a dimensão desse impacto. “Cheguei ao Vivace em um dos momentos mais difíceis da minha vida. Eu estava sem forças, sem esperança. Aqui encontrei acolhimento, apoio e pessoas que acreditaram em mim quando eu mesma já não acreditava mais”, relata a atleta, que enfrentou depressão, ansiedade e situações de violência doméstica antes de reencontrar no esporte um caminho de reconstrução.
Mãe solo de Yasmin, de 8 anos, uma criança autista, Patrícia também encontrou no projeto um ambiente de inclusão que ultrapassa o esporte. “Minha filha é sempre bem recebida nos treinos. Esse espaço também virou uma forma de cuidado para ela e para mim”, completa.
Atualmente, o Vivace realiza treinos às segundas-feiras no Centro Olímpico do Recanto das Emas, com futebol society, e às terças e quintas-feiras na quadra da QNL 08, em Taguatinga, com futsal. Sem processo seletivo, o projeto mantém a proposta de acesso democrático ao esporte, reunindo iniciantes, atletas experientes, jovens, adultas e mães em um mesmo espaço.
A idealizadora do projeto, Glaucy Falcão, destaca que o propósito sempre foi olhar para além da atleta. “O Vivace nasce com o propósito de acolher e transformar. A gente entende que o esporte é uma ferramenta potente, mas o mais importante é olhar para cada mulher de forma integral, respeitando suas histórias e criando oportunidades reais de recomeço”, afirma.
Esse olhar se reflete também nos resultados dentro de quadra. O time já representou o Distrito Federal em competições nacionais, como a Copa do Brasil de Beach Soccer, onde conquistou o 4º lugar — um marco que, para as atletas, simboliza muito mais do que desempenho esportivo. “Para muita gente pode ser só um resultado, mas para mim significa superação, vitória contra tudo aquilo que eu vivi”, diz Patrícia.
Outro destaque é o Torneio Vivace, que amplia a visibilidade do futebol feminino e cria oportunidades para novas atletas. Nesta edição, a iniciativa passa a incluir também categorias masculinas, reforçando o papel do projeto como plataforma de inclusão e desenvolvimento social por meio do esporte.
Para a psicóloga Kenia Ramos, do grupo Mantevida, iniciativas como o Vivace têm impacto direto na saúde mental. “O esporte, quando aliado a um ambiente acolhedor, fortalece vínculos, resgata a autoestima e cria uma rede de apoio fundamental, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade”, explica.
Mais do que formar equipes, o Vivace constrói trajetórias. Entre treinos, competições e histórias de superação, o projeto reafirma diariamente que o esporte pode ser, acima de tudo, um ponto de recomeço.
CRÉDITOS:
Fotos: Divulgação
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