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“Brasil bateu recorde de exportação e da corrente de comércio porque abriu e conquistou novos mercados”, ressalta Geraldo Alckmin

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Em entrevista nesta quinta-feira (15/1) no programa Bom Dia, Ministro, vice-presidente e titular da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços frisou a força das exportações brasileiras e falou sobre os impactos positivos que a Reforma Tributária e a isenção do Imposto de Renda trarão para o país

Segundo o vice-presidente, o Governo do Brasil trabalha para que micro e pequenas empresas brasileiras possam aproveitar a abertura de novos mercados e passem a exportar seus produtos. Foto: Diego Campos/Secom-PR

O ano de 2025 foi histórico para as exportações brasileiras, apesar de um cenário global marcado pela taxação a produtos brasileiros por parte dos Estados Unidos e pela instabilidade na geopolítica internacional. O Brasil encerrou o ano passado com exportações da ordem de US$ 348,7 bilhões, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, que era de 2023.
Entrevistado nesta quinta-feira (17/1) no programa Bom Dia, Ministro, o vice-presidente e titular da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o recorde nas exportações não foi atingido por acaso, mas gerado por força de um trabalho muito articulado do Governo do Brasil. “Como é que nós batemos recorde de exportação exatamente no ano que teve o tarifaço nos Estados Unidos? O Brasil bateu recorde de exportação, com 348,7 bilhões de dólares, e da corrente de comércio, que é exportação e importação, com 629 bilhões de dólares, porque abriu e conquistou novos mercados”, ressaltou Alckmin.
Desde o início de 2023, o Brasil abriu, segundo o levantamento mais recente, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, 525 novos mercados, em 82 destinos (países, blocos ou territórios). “Você conquistar novos mercados te dá mais segurança. Você não tem todos numa cesta só, você distribui melhor. Então, a abertura de novos mercados foi essencial”, reforçou Alckmin.
ACREDITA EXPORTAÇÃO – Segundo o vice-presidente, o Governo do Brasil trabalha agora para permitir que as micro e pequenas empresas brasileiras possam aproveitar a abertura desses novos mercados e passem a exportar seus produtos. “Nós temos a exportação brasileira concentrada em grandes empresas. Nós queremos que as micro e pequenas empresas também exportem. A Itália é um bom exemplo de micro e pequena empresa que exporta muito. A China também, muita pequena empresa exporta. Então, fizemos um programa chamado Acredita Exportação. A micro e pequena empresa, na hora que ela exporta, o governo deposita 3,1% do valor exportado de crédito tributário. Isso vai dar muita competitividade às micro e pequenas empresas”, explicou.
Ele lembrou que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) tem um importante papel neste sentido. “A Apex está apoiando as pequenas empresas, através do Peiex (Programa de Qualificação para Exportação), que capacita as pequenas empresas para que elas possam exportar mais.
REFORMA TRIBUTÁRIA – Na última terça-feira (13/1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do evento de lançamento da Plataforma Digital da Reforma Tributária, que marcou o início da fase de implementação da nova arquitetura tecnológica que dará sustentação à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Durante o ato, o presidente Lula sancionou Projeto de Lei Complementar nº 227/2026, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O órgão será responsável por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto que será compartilhado entre estados, Distrito Federal e municípios. Discutida há décadas, mas aprovada nesta gestão, a Reforma Tributária elimina a cumulatividade dos tributos, simplifica regras, dá previsibilidade à arrecadação e zera o imposto de itens da cesta básica, entre outros avanços.
AUMENTO NAS EXPORTAÇÕES – Geraldo Alckmin afirmou que a Reforma Tributária vai, também, impulsionar as exportações. “Queria destacar a importância da Reforma Tributária para a exportação. O Brasil não tributa a exportação. Quando exporto um automóvel, eu não pago imposto. Mas quando eu exporto um automóvel, eu já paguei imposto quando eu comprei o aço para fazer o carro, quando eu comprei o vidro, quando eu comprei o pneu. Então, o governo tem que devolver esse imposto. Isso se chama crédito tributário. O ICMS, por exemplo, os estados demoram muito para devolver. Isso tira a nossa competitividade. Com a reforma tributária, acaba. Ela desonera totalmente o investimento”, detalhou.
“Há um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que mostra que as exportações brasileiras, em 15 anos, depois da Reforma Tributária, devem aumentar 17%, e 14% nos investimentos, porque ela desonera totalmente o investimento. Hoje, quem investe no Brasil paga imposto. Isso vai ser totalmente desonerado com a Reforma Tributária. Desonera o investimento e desonera a exportação”, prosseguiu.
MOVE BRASIL – Na semana passada, o Governo do Brasil lançou oficialmente o programa Move Brasil, criado para estimular a renovação da frota brasileira de caminhões, com foco em eficiência, segurança e sustentabilidade. A iniciativa oferece financiamento com taxas de juros mais baixas para caminhoneiros autônomos e cooperativados, além de empresas de transporte rodoviário de cargas, para a compra de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade e de conteúdo local.

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Durante o programa, Geraldo Alckmin listou algumas vantagens do Move Brasil. “Para o caminhoneiro, os juros estavam em 24%, 22% a 26% para trocar um caminhão. Foi reduzido, agora em janeiro, para 13% a 14%. A procura está sendo ótima. Nós vamos financiar, com juros, metade do valor o caminhão novo, com seis meses de carência, cinco anos para pagar. E vamos financiar também o seminovo. Isso tem um impacto ambiental. Um caminhão desses novos polui 40 vezes menos que um caminhão com mais de 20 anos. Isso ativa a indústria automotiva, a indústria de autopeças, o comércio e, ao mesmo tempo, renova a frota, trazendo mais segurança e melhorando a logística no Brasil”.

 

 

ISENÇÃO DO IR – A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano. Para Geraldo Alckmin, esse é outro ponto fundamental dos avanços prestados ao povo brasileiro pela gestão do presidente Lula. “Era um absurdo uma pessoa que ganha R$ 3 mil pagar Imposto de Renda. E ainda a que ganha R$ 4,8 mil pagar alíquota altíssima. O imposto sobre consumo é igual para quem ganha um salário, 10 salários, 20 salários. O imposto dessa caneta é igual. O imposto da bicicleta é igual. Agora, o Imposto de Renda tem que ser proporcional à renda. No mundo inteiro é assim”, afirmou.
Alckmin lembrou ainda que a isenção não impacta apenas quem tem salário até R$ 5 mil. “Quem ganha de R$ 5 mil a R$ 7.350, reduz o valor. E não tem impacto fiscal. Não vai dar prejuízo, não vai fazer déficit para o governo, porque você compensou lá em cima com quem ganha 1 milhão, 2 milhões, 3 milhões por ano. A reforma vai estimular a economia. Vão ser 28 bilhões a mais na economia, ajudando o varejo a vender mais, o comércio, as fábricas produzirem mais, o agro, o campo. E promove justiça de natureza tributária”.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), Rádio Bandeirantes de São Paulo; Rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS); Portal Primeira Página, de Cuiabá (MT); Rádio Jornal, de Recife (PE); Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte (MG); Rádio Marajoara, de Belém (PA); Portal o Dia, do Rio de Janeiro (RJ).

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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