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Mulheres incriveis

Dia do Nutricionista é celebrado com evento na Fepecs

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O encontro teve como objetivo fortalecer a integração entre profissionais e discutir temas relevantes na área de nutrição. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Encontro promoveu integração e discussão de temas relevantes para profissionais de nutrição da rede pública de saúde

A Secretaria de Saúde (SES-DF) antecipou as comemorações do Dia do Nutricionista, celebrado oficialmente em 31 de agosto, com um evento especial realizado nesta terça-feira (27), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências de Saúde (Fepecs). Organizado pela Gerência de Serviços de Nutrição (Gesnut), o encontro teve como objetivo fortalecer a integração entre os profissionais que atuam na rede pública de saúde, além de discutir temas relevantes para a área. Atualmente, a rede é composta por cerca de 360 nutricionistas.

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“Nosso trabalho abrange desde a promoção da saúde até a regulação dos alimentos, sempre focado na prevenção de doenças, tratamento e reabilitação”, destacou a gerente da Gesnut, Carolina Gama (à esquerda). Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Para a gerente da Gesnut, Carolina Gama, a celebração ressalta a importância dos nutricionistas no cuidado à saúde da população. “O nutricionista é um profissional essencial dentro da Secretaria de Saúde. Atuamos em diversas áreas, como atenção primária e secundária, bancos de leite humano, hospitais, atenção domiciliar, gestão e vigilância sanitária. Nosso trabalho abrange desde a promoção da saúde até a regulação dos alimentos, sempre focado na prevenção de doenças, tratamento e reabilitação”, destacou.

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A programação incluiu mesas redondas sobre segurança alimentar e nutricional, promoção da alimentação adequada e saudável, nutrição clínica, entre outros. Também ocorreram dinâmicas, sorteios, apresentações de experiências positivas executadas na rede pública de saúde e trabalhos desenvolvidos pelos profissionais em seus mestrados e doutorados.

Um dos trabalhos, apresentado pela nutricionista do Hran, Andréia Duarte, abordou o estigma da obesidade e como profissionais de saúde devem fazer para evitar discursos que culpabilizam os pacientes pelo excesso de peso. “É fundamental que nossas práticas realmente promovam a saúde dessa população, pois o estigma afeta negativamente a saúde física, social e emocional dessas pessoas”, explicou.

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A nutricionista do Hran, Andréia Duarte, abordou o estigma da obesidade. “O estigma afeta negativamente a saúde física, social e emocional dessas pessoas”, explicou. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Outro exemplo de pesquisa apresentado foi o da nutricionista Cleide Lopes, da Gerência de Serviços da Atenção Primária à Saúde (Gsap) 6 de Sobradinho. Em sua dissertação de mestrado, a profissional avaliou a interlocução entre os planos distritais de segurança alimentar e nutricional e o Sistema Único de Saúde (SUS). “Precisamos garantir que nossos usuários do SUS tenham segurança alimentar, não apenas em casa, mas também nos hospitais”, afirmou.

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Dia do Nutricionista

O Dia do Nutricionista é comemorado em 31 de agosto em alusão à fundação em 1949 da Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), hoje conhecida como Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).

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Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br
Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação

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Econômia

Pescadoras brasileiras recebem título de heroínas em premiação da FAO

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Luena Pataxó e Joana Mousinho tiveram trajetória reconhecida pela ONU
Iara Balduino – Repórter da Agência Brasil

Luena Maria Ferreira dos Santos, ou Luena Pataxó, tem 44 anos e uma vida inteira conectada à pesca e ao mar. Criança, ajudava os pais na limpeza de peixes e mariscos. Já adulta, trabalhou como pescadora, mas abandonou o barco para catar camarões depois que ficou viúva. 

Nesta semana, Luena recebeu uma homenagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma, na Itália. Ela e a pescadora Joana Rodrigues Mousinho, de 70 anos, foram as duas brasileiras escolhidas como Heroínas da FAO nos Sistemas Agroalimentares e no Desenvolvimento Rural.

A iniciativa premiou 100 mulheres de todo o mundo cujas trajetórias têm contribuído para a segurança alimentar, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental, a geração de renda e a resiliência das comunidades rurais. Ela se emocionou por poder representar pescadores, marisqueiros e o povo Pataxó.

“Não é possível falar de alimentos, de produção, sem falar das águas, da pesca artesanal. Somos parte da alimentação saudável na mesa do brasileiro”. disse.

Roma, 16/10/2026 - Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto
Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO
 Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

Luena também preside o Comitê de Relacionamento de Pescadores do extremo sul da Bahia e criou o Grupo de Trabalho Indígena Nacional, por meio do Plano Nacional da Pesca Artesanal.

Pioneira na pesca

A outra brasileira homenageada pela FAO foi a pernambucana Joana Rodrigues Mousinho. Ela foi a primeira mulher a presidir uma colônia de pescadores e uma das pioneiras no país a ter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Ela atua há mais de 60 anos na pesca artesanal no Canal de Santa Cruz, em Itapissuma (PE).

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Joana foi uma das fundadoras da Articulação Nacional das Pescadoras, movimento que contribuiu para ampliar a visibilidade e os direitos das mulheres trabalhadoras da pesca artesanal no Brasil. Em 2024, ela recebeu o Prêmio Mulheres das Águas, concedido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, na categoria Pesca Artesanal em Águas Marinhas.

Roma, 16/10/2026 - A pescadora pernambucana Joana Mousinho, de Itapissuma, recebe do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO
A pescadora pernambucana Joana Mousinho, de Itapissuma, recebe do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FA
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