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Epreendedorismo

Paranoá recebe Curso Gratuito de Artesanato: Fuxico e Tapeçaria

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A Secretaria da Mulher do Distrito Federal, em parceria com o Instituto Reciclando o Futuro e a Igreja Metodista, realiza no Paranoá,  Oficinas gratuitas de artesanato para a comunidade, visando capacitar e promover troca de experiências e gerar novas oportunidades com o objetivo de desenvolver a criatividade das participantes e abrir portas para a geração de renda.

O projeto é coordenado de perto por Maria Angélica de Castro e Tereza Cristina, que estarão à frente dessa jornada para guiar as alunas e alunos no aprendizado das técnicas tradicionais do fuxico e da tapeçaria. Para as coordenadoras, o espaço vai muito além da técnica, funcionando como “uma oportunidade para aprender, compartilhar experiências e descobrir novos talentos”.

As aulas serão realizadas sempre no período da tarde, das 14h às 16h. Os encontros acontecem nas instalações da Igreja Metodista, situada na QD 29, Conjunto N, Lote 9/10, no Paranoá.

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Um dos grandes destaques e facilitadores do projeto é a acessibilidade: a organização garante que todo o material utilizado nas aulas será oferecido de forma 100% gratuita.

Instituto Reciclando o Futuro

É uma organização sem fins lucrativos

Desde 2017 promovemos a inclusão social, a cidadania e o fortalecimento dos vínculos familiares na Região Metropolitana do Distrito Federal.
Acreditamos que a inclusão é o caminho para a transformação social.
Reciclamos o presente para construir um futuro com dignidade, oportunidade e justiça para todos.

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O Projeto foi criado pelo casal Renata Daguiar e Fábio Campos

Carioca de origem, mudou-se para o Distrito Federal às vésperas do fechamento do antigo lixão da Estrutural, após ser aprovada como Auditora Federal de Finanças e Controle do Tesouro Nacional. Economista formada pela FGV e atualmente mestra em Ciências Econômicas pelo IDP, sempre teve forte atuação nas causas sociais. Diante da situação de calamidade enfrentada pelos catadores, buscou uma forma mais estruturada de apoiar essa população: assim nasceu o Instituto Reciclando o Futuro, que ela fundou e ajudou a consolidar com muito amor e dedicação.

Sua trajetória no serviço público a levou a ocupar importantes cargos como gestora pública. Como Diretora do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), participou da formulação das principais políticas públicas educacionais do país, e aprofundou seus conhecimentos sobre a principal ferramenta de transformação social: a educação. Mais tarde, como Subsecretária de Promoção das Mulheres do Governo do Distrito Federal, envolveu-se na formulação e implementação de políticas públicas voltadas para os direitos das mulheres.

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Mesmo com todas essas responsabilidades, nunca deixou de apoiar, de forma voluntária, as atividades do Instituto que ajudou a criar — e que segue sendo uma de suas grandes paixões.

Fábio Campos

Nascido em Ceilândia, no Distrito Federal, Fábio Campos sempre valorizou cada oportunidade — especialmente quando se trata de educação. Criado na zona rural de uma pequena cidade de Minas Gerais, estudou em uma escola multisseriada e precisou pedalar vários quilômetros todos os dias para concluir o ensino médio.

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Em busca de novos horizontes, deixou os pais e seguiu os passos da irmã, retornando ao Distrito Federal com o objetivo de cursar uma faculdade. Formou-se em Administração e se destacou como um dos maiores especialistas em orçamento público da Câmara dos Deputados. Foi o primeiro servidor do Brasil a aprovar uma proposta no SICONV — hoje conhecido como Transferegov.

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Comprometido com a transformação social por meio da educação, fundou o Instituto Reciclando o Futuro, impactando a vida de milhares de pessoas com oportunidades educacionais.

Atualmente, Fábio é Secretário de Educação de Águas Lindas de Goiás, onde contribui ativamente para a formulação de políticas públicas essenciais para o desenvolvimento do maior Município do Entorno do Distrito Federal.

Inspirado pelo acolhimento comunitário, o material de divulgação do curso carrega consigo uma mensagem de dedicação extraída de Colossenses 3:23: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração”, refletindo o carinho e o empenho das organizadoras e parceiros em prol da comunidade do Paranoá.

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Epreendedorismo

Apoio técnico fortalece protagonismo feminino no campo no DF

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Mais de 6,5 mil propriedades rurais têm mulheres como proprietárias ou coproprietárias; além do acompanhamento especializado, Emater-DF oferece oficinas, cursos e bate-papo a às agricultoras

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Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

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A força feminina está presente no campo do Distrito Federal: 35% dos quase 22,5 mil produtores rurais cadastrados na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) são mulheres. Além disso, das cerca de 18 mil propriedades rurais cadastradas, 6.543 têm mulheres como proprietárias ou coproprietárias. São elas que cuidam de plantações, semeiam o futuro e transformam a matéria-prima em produtos que ganham o mundo, em programas de compras institucionais, feiras e festivais de agropecuária.

O trabalho conta com apoio direto da Emater-DF, com assistência técnica completa, do planejamento à comercialização dos produtos in natura e da agroindústria, cursos sobre empreendedorismo e atividades não agrícolas, além de atividades comunitárias voltadas à inclusão social e cidadania. Nos primeiros seis meses deste ano, foram promovidos 29.929 atendimentos a 3.781 produtoras rurais nas áreas social, ambiental e econômica.

“Atuamos desde o acesso às políticas públicas até a comercialização. O objetivo é que essas mulheres tenham autonomia econômica e consigam crescer com segurança”

Aécio Prado, extensionista da Emater-DF

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“Atualmente, grande parte das propriedades são gerenciadas por mulheres, e a Emater-DF atua não só na parte produtiva, ensinando a produzir, na agricultura e na pecuária, mas também de forma social, prezando pelo desenvolvimento sociofamiliar, com a ampliação da nossa oferta de cursos e treinamentos, que vão desde empreendedorismo, panificação, ao cuidado com a saúde”, explica o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. “O encontro distrital é o coroamento desse trabalho, em que enfatizamos como acreditamos nessas mulheres e damos espaço para que possam construir relações e trocar experiências.”

Com o apoio técnico, a confeiteira Rozelita Urany Camargo, 54 anos, conseguiu expandir a produção e os canais de venda. Filha de produtores rurais, ela aprendeu a mexer com a terra ainda criança, mas encantou-se pela cozinha e hoje produz bolos, pães, tortas e biscoitos. “Os meus pais nos sustentaram com tudo daqui da terra. Plantavam milho, mandioca, faziam farinha e rapadura”, diz.

Rosinha, como é chamada por amigos e familiares, começou a ter suporte direto da Emater-DF em 2021, por indicação de uma irmã. “Meus pais tinham essa chácara há muito tempo, eu nasci aqui, e eles já tinham assistência desde aquela época. Depois que minha mãe faleceu, eu estava perdida, até que o Aécio chegou aqui, provou meus biscoitos e falou: ‘Onde é que você estava escondida?’. Foi aquela luzinha no final do túnel”, recorda.

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Aécio Prado, a quem ela se refere, é o extensionista responsável por prestar assistência a Rosinha e a outras propriedades de Samambaia. “Atuamos desde o acesso às políticas públicas até a comercialização. O objetivo é que essas mulheres tenham autonomia econômica e consigam crescer com segurança”, afirma ele. “Temos profissionais especializados para atuar em todas as etapas da produção, desde a infraestrutura até o produto final”.

 

No caso de agroindústrias familiares como a de Rosinha, o acompanhamento começa ainda na fase de planejamento, incluindo orientação para obtenção de licenças, adequação às normas sanitárias, elaboração de projetos, capacitações e acesso a mercados institucionais. “Se a pessoa não tem estrutura, a gente começa pela planta baixa, acompanha a aprovação do projeto, a construção da agroindústria e todo o processo de regularização”, explica.

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Atualmente, Rosinha participa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), fornecendo bolos para entidades socioassistenciais atendidas pelo governo, e já foi beneficiada pelo Programa de Fomento Rural do Ministério do Desenvolvimento Social, que oferece R$ 4,6 mil em duas parcelas para projetos de inclusão produtiva de famílias rurais em situação de pobreza. “Hoje a Emater-DF é uma família para mim, são meus anjos da guarda”, complementa Rosinha.

Protagonismo  e variedade de culturas

Outra frente do suporte da Emater-DF é o acompanhamento do cultivo, com orientação desde a escolha das sementes à comercialização dos alimentos. “Na parte de assistência técnica, trabalhamos com o plantio, irrigação, adubação, todo o trato da cultura, mas também mostrando como participar de programas de compras institucionais”, explica Prado. “Incentivamos o policultivo, em que o produtor trabalha com mais de uma cultura para oferecer variedade e evitar nuances de mercado, ganhando mais segurança financeira”.

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Foi assim que a produtora rural Michelly Priscilla Campos aumentou a variedade de culturas cultivadas no Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. “Sempre plantamos hortaliças, mas há uns três anos começamos com o açaí e o café, com apoio da Emater-DF. Agora também estamos com o jiló, o maxixe e o quiabo”, explicou ela, acrescentando que a ampliação possibilitará a criação de uma agrofloresta na propriedade, mantida por ela e a família, com apoio de dois funcionários.

“Ponho a mão na massa mesmo. Já tem 15 anos que estou aqui, colhendo e plantando todos os dias. A roça é a minha paixão”

Michelly Priscilla Campos, produtora rural

Para dar conta da demanda, Michelly começa o dia ainda de madrugada e divide os cuidados entre a própria chácara e as plantações do sogro. “Ponho a mão na massa mesmo. Já tem 15 anos que estou aqui, colhendo e plantando todos os dias. A roça é a minha paixão”, afirma. “A Emater-DF está sempre aqui com a gente, qualquer dúvida mandamos mensagem e rapidamente nos respondem”.

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Os resultados das colheitas de Michelly são direcionados ao Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal e à Feira do Produtor de Ceilândia. “A minha vida é a roça. Nos dias de feira, acordo às 3h da manhã, organizo as coisas, dou café da manhã para os trabalhadores e já começamos as vendas. Na segunda e na sexta, é dia de colher, enquanto na terça colocamos adubo em tudo. E assim a gente continua trabalhando e vivendo da terra”, completa.

Linha de crédito exclusiva para mulheres

A governadora Celina Leão sancionou uma linha de crédito para mulheres do campo, em maio deste ano, com o objetivo de garantir autonomia e condições adequadas de trabalho ao público feminino. A modalidade faz parte do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF).

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Desde 2019 até maio deste ano, foram aprovados mais de R$ 67 milhões em crédito rural para 1.262 mil projetos elaborados pela Emater-DF. Com diferentes modalidades de financiamento, os recursos foram destinados ao fortalecimento da agricultura familiar e da produção rural, atendendo produtores individuais, associações e cooperativas, sobretudo aqueles que participam de programas de compras governamentais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF).

Dois programas de crédito são mantidos pelo GDF: o Prospera, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda (Sedet-DF), e o FDR, da Seagri-DF. As iniciativas de âmbito nacional englobam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), entre outras.

Além da assistência técnica, a Emater-DF oferece cursos, oficinas e treinamentos voltados à gestão, liderança, empreendedorismo e processamento de alimentos. As capacitações são realizadas tanto nos escritórios locais quanto no Centro de Capacitação Tecnológica e Desenvolvimento Rural (Cepol). Outra iniciativa é o Encontro Distrital de Mulheres Rurais, que reúne moradoras de diversas regiões administrativas para um dia totalmente voltado à interação e à troca de conhecimento, com realização a cada dois anos.

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