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Professora descobre maus-tratos ao notar que aluno assistia às aulas em pé

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Menino sofria maus-tratos e tinha o corpo queimado com talheres – (crédito: Pacífico/CB/D.A Press)

Criança tinha queimaduras, hematomas e ferimentos graves. A madrasta usava um garfo aquecido para queimar a pele da criança, deixando diversas marcas nas nádegas

Um menino de 8 anos foi vítima de tortura praticada pelo pai e pela madrasta no Sol Nascente. O corpo da criança apresentava ferimentos graves, queimaduras e hematomas. O caso veio à tona nesta quarta-feira (13/8), após uma professora da Escola Classe 38, no P Norte, perceber que o aluno assistia às aulas sempre em pé.

Ao pedir que ele se sentasse, o menino respondeu que não conseguia. Desconfiada, a educadora verificou a situação e encontrou diversos machucados pelo corpo da criança. Foi, então, que descobriu que ele era espancado e torturado pelos responsáveis.

Confira imagem das lesões:

Foto mostra lesões na pele do menino. Ele sofria maus-tratos da madrasta
Foto mostra lesões na pele do menino. Ele sofria maus-tratos da madrasta(foto: Material cedido ao Correio)

Segundo o delegado Fernando Fernandes, da 19ª Delegacia de Polícia, a madrasta, de 26 anos, usava um garfo aquecido para queimar a pele da criança, deixando diversas marcas nas nádegas. Ainda de acordo com o policial, o casal vive junto e cuida de sete crianças: quatro filhos do homem, de 29 anos, e três da mulher. Todos residiam com o pai.

A equipe entrou em contato com a mãe biológica, que afirmou desconhecer as agressões e disse não ver o filho havia algum tempo. A criança foi encaminhada para exame de corpo de delito e curativos. Ela foi afastada imediatamente da residência e, atualmente, está sob cuidados da mãe. O Conselho Tutelar segue acompanhando o caso.

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Fonte: Correio Brasiliense

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Policiais

Portal do CRMB disponibiliza acesso à Delegacia Eletrônica para registro de ocorrência

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Atendimento inclui acolhimento e orientação sobre os serviços disponíveis na rede de proteção

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Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

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Mulheres que precisam registrar ocorrência de violência doméstica podem acessar a Delegacia Eletrônica por meio de link disponibilizado no portal do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB).

O serviço permite realizar o registro de ocorrência de forma online, sem a necessidade de comparecimento presencial para iniciar o procedimento. Nas unidades do CRMB, as mulheres também podem receber orientação e apoio para acessar a plataforma durante o atendimento, sempre respeitando sua autonomia, sua decisão e as especificidades de cada situação.

O atendimento oferecido pelo CRMB inclui acolhimento e orientação sobre os serviços disponíveis na rede de proteção. Quando necessário e de acordo com a decisão da mulher, a equipe pode prestar suporte para o acesso à Delegacia Eletrônica e a outros mecanismos de proteção.

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O CRMB não substitui a atuação da Polícia Civil e não realiza o registro da ocorrência em nome da mulher. O papel da equipe é orientar e apoiar o acesso aos serviços disponíveis, inclusive para o registro da ocorrência e, quando cabível, a solicitação de medidas protetivas de urgência.

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A possibilidade de receber orientação durante o atendimento busca auxiliar mulheres que enfrentam dificuldades para acessar os serviços, têm dúvidas sobre os procedimentos ou precisam de apoio para utilizar as ferramentas disponíveis.

O registro realizado pela Delegacia Eletrônica é encaminhado para análise e os procedimentos cabíveis pela Polícia Civil.

 

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