Politica
Eventos esportivos e culturais alteram o trânsito neste fim de semana
Agentes do Detran-DF farão interdições em vias do Plano Piloto, Guará e Taguatinga
Jaqueline Costa
Em razão de eventos esportivos e culturais que serão promovidos neste sábado (26/4) e domingo (27/4) as equipes de fiscalização do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizarão intervenções em vias da Asa Sul, Asa Norte, Eixo Monumental, Guará e Taguatinga.
Asa Norte – Arena BRB Mané Garrincha
Neste sábado (26), na Arena BRB Mané Garrincha, acontece o evento Samba Prime Brasília. A partir das 15h, os agentes do Detran-DF atuarão no controle de tráfego nas imediações do local, em pontos fixos e realizando o patrulhamento na região a fim de melhorar a fluidez, auxiliar a travessia de pedestres e coibir infrações.
Na via N1 e na via contorno do Estádio Nacional de Brasília (ENB), os agentes de trânsito implantarão sinalização viária para a travessia de pedestres e para impedir estacionamento irregular. Também serão utilizados painéis eletrônicos de mensagens para orientar os condutores. Na via N2, na altura da rotatória de acesso à via contorno ENB, será delimitada uma área de embarque para veículos de transporte de passageiros por aplicativo. Na entrada principal de automação da Arena BRB será sinalizada uma área para táxis.
Taguatinga
Neste sábado (26/4), em razão do evento A Praça é Nossa, o Detran-DF fará intervenções no trânsito de Taguatinga, nas imediações da Praça do Bicalho. Os participantes do evento se concentrarão em frente ao Centro de Ensino Fundamental n° 11.
A partir das 9h30, eles seguirão em caminhada, em volta da Praça do Bicalho. Durante o trajeto, as equipes do Detran-DF farão as interdições no trânsito necessárias para a passagem do público.
Asa Sul
Em razão do evento Sesc+W3, que acontece no sábado (26) e no domingo (27), na W3 Sul, será necessário a interdição de um trecho da via. Os agentes do Detran-DF farão o controle do tráfego nas imediações do evento para garantir a fluidez e a segurança viária, além de coibir infrações.
No sábado (26), a partir das 13h, os agentes do Detran-DF farão o fechamento da via W3 Sul, sentido W3 Norte, na 506 Sul, na altura das Americanas. Nesse ponto, o fluxo de veículos será desviado para a via W2 Sul. Na altura do Sesc, o cruzamento da 705 Sul para a 505 Sul, assim como o acesso da W2 para a via W3 serão fechados. Os semáforos ficarão no modo intermitente e o fluxo de veículos seguirá pela W2 Sul. A previsão é que as vias sejam liberadas no domingo (27), às 23h.
Eixo Monumental
Neste domingo (27), em razão do 2° Circuito Brasiliense Mulher, o Detran-DF fará interdições no Eixo Monumental. O evento esportivo contará com corrida e caminhada, com percursos de 1 km, 3 km e 6 km. A largada e a chegada ocorrerão na Praça do Palácio do Buriti.
A partir das 6h30, os agentes de trânsito farão a interdição de três faixas das vias S1 e N1, próximas ao canteiro central, entre a Feira da Torre de TV e a via de ligação S1/N1, localizada entre a Catedral Rainha da Paz e a Praça do Cruzeiro. As demais faixas permanecerão liberadas para o tráfego de veículos. A previsão é que as interdições ocorram até as 10h.
Guará
No próximo domingo (27/4), será realizada a Rua do Lazer do Guará. Devido ao evento, das 6h às 17h, todos os acessos à Avenida Central do Guará II, entre a 4ª Delegacia de Polícia e o Edifício Consei, na EQ 31/33, ficarão fechados.
Além de realizar as interdições na via, as equipes de fiscalização do Detran-DF farão o controle do tráfego nas imediações do evento.
Fonte: Ascom Detran
Policiais
Com alta da violência política no Brasil, mulheres são maiores vítimas
As ameaças de morte e de violência sexual denunciadas, nesta quinta (8), pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ilustram o cenário de violência política pelo qual passa o Brasil durante a campanha eleitoral de 2026. 
Segundo levantamento divulgado pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global, houve 134 casos de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições, no último domingo (4), o que representou um caso a cada nove horas. Ao todo, 70 tiveram mulheres como vítimas (52,2%).
Dos 102 episódios dirigidos apenas a pessoas candidatas, 60 tiveram mulheres como vítimas (58,8%). Embora representem cerca de um terço das candidaturas, as mulheres foram alvos em mais da metade dos episódios de violência.
Segundo a coordenadora de Incidência Política da Terra de Direitos, Gisele Barbieri, a violência política de gênero desqualifica e intimida mulheres, e mostra como o cenário é muito preocupante para a democracia brasileira.
O ambiente digital tem sido, segundo ela, um terreno de agressões sistemáticas. Segundo a especialista, a falta de regulação das redes sociais é um elemento que dificulta o enfrentamento dessas violências. Apesar disso, a maior parte dos casos (71) ocorreu nas ruas.
“É necessário uma força-tarefa do Estado para dar respostas mais rápidas contra essas violências”, avaliou a pesquisadora em entrevista à Agência Brasil.
O número de 134 casos foi mapeado durante os 50 dias das campanhas eleitorais do 1º turno, iniciadas em 16 de agosto e encerradas no último domingo (4).
Subnotificação
Gisele Barbieri explica que a pesquisa mapeia principalmente registros que chegam ao conhecimento público, o que leva a uma estimativa que o número de 134 seja menor do que o real. Principalmente porque nem todos os casos de violências são denunciados.
Para ela, mulheres, por exemplo, podem se sentir ainda mais expostas se não há respostas ou providências das autoridades policiais. “Existe essa subnotificação. Os casos muitas vezes não chegam à opinião pública por causa do medo”.
Ela defende que existam providências e punições com agilidade para que tenham caráter pedagógico em função do impacto desse tipo de violência para a democracia.
Em crescimento
A pesquisadora mostra que o número representa um aumento dos casos em relação ao primeiro turno de 2022, quando foram registrados 121 casos. Esta 4ª edição da pesquisa levantou que a violência política foi cinco vezes mais frequente do que no período sem disputa eleitoral (que teve uma média de uma ocorrência a cada 44 horas).
A coordenadora da Terra de Direitos considera inadmissível a naturalização de episódios violentos, que funcionam para intimidar propostas dos representantes políticos.
“Esse cenário de hostilidade, além de intimidar, gera rupturas profundas no nosso sistema democrático exigindo do Estado uma resposta firme e proporcional à gravidade da situação”, destaca Gisele Barbieri.
Dos episódios registrados no período, 54 (40,3%) atingiram pessoas que disputavam ou exerciam cargos federais. Outros 48 casos (35,8%) tiveram como alvo pessoas que disputavam ou exerciam cargos estaduais.
A ameaça foi o tipo de violência política mais recorrente (64 casos). Na sequência, aparecem 33 episódios de ofensa e 19 de agressão física. Também foram registrados 11 atentados, cinco casos de criminalização e dois assassinatos. As duas mortes foram de agentes relacionados à esfera municipal, de um vereador e um de secretário municipal.
Misoginia
Entre os 70 episódios contra mulheres, foram apontados:
- Machismo ou misoginia em 45 casos
- Racismo em nove
- Transfobia em cinco.
Entre os 32 episódios de violência física (agressões, atentados e assassinatos) as mulheres foram vítimas em 21,9% dos casos. Já entre os 97 episódios de violência simbólica, que incluem ameaças e ofensas, as mulheres foram vítimas em 61,9% (60 casos).
Os dois assassinatos e dez dos 11 atentados tiveram homens como vítimas. Já as sete ameaças de violência sexual tiveram mulheres como vítimas exclusivamente.
Racismo
Pessoas negras representaram 44,8% (60) de todas as vítimas de violência política no primeiro turno. Entre as mulheres vítimas, 19 das 70 eram mulheres pretas, mais de uma em cada quatro.
“Enquanto os homens são atacados por sua atuação política, mulheres, pessoas negras e pessoas trans enfrentam também o racismo, o machismo e a transfobia que estruturam a sociedade brasileira”, disse a coordenadora da Justiça Global, Glaucia Marinho.
Outros dados da pesquisa referem-se aos responsáveis pelas violências: em 26 episódios (19,4% do total de 134), o autor identificado era um agente público. Pelo menos 14 eram parlamentares ou governantes e sete eram agentes de segurança.
Ainda segundo o levantamento, nenhum dos 134 episódios registrados teve punição até o encerramento da coleta de dados. Durante a campanha, em pelo menos oito casos houve medidas de urgência, como remoção de vídeos, suspensão de perfis e concessão de medidas protetivas.
Para a equipe pesquisadora, essas medidas chegam a interromper a violência, mas não representam a responsabilização dos autores.
As unidades federativas com maior número de ocorrência de casos são os estados de São Paulo (16), Rio Grande do Norte (13), Minas Gerais (12) e Rio Grande do Sul (10).
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