Politica
Maior vazamento de dados da história: Pesquisadores do portal internacional Cybernews identificaram que bilhões de pessoas tiveram seus dados vazados.
Pesquisadores do portal internacional Cybernews identificaram o maior vazamento de credenciais da história: mais de 16 bilhões de registros contendo logins e senhas foram encontrados em cerca de 30 bancos de dados diferentes. O material inclui dados recentes, possivelmente obtidos por diferentes malwares, e reúne acessos a plataformas como Apple, Google, Facebook, Telegram, GitHub e até serviços governamentais. Segundo os especialistas, parte dos registros pode estar relacionada a falantes de português — o que levanta a suspeita de que milhões de brasileiros estejam entre os atingidos.
Para Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity, os riscos são imensos e exigem uma resposta urgente de usuários, empresas e governos. “Se a informação é o novo petróleo, acabamos de testemunhar o maior derramamento da história. Estamos falando de senhas ativas, organizadas e prontas para serem exploradas por cibercriminosos ao redor do mundo”, afirma.
O especialista reforça que os dados não são apenas reciclados de incidentes antigos, mas registros atualizados que podem abrir portas para extorsões, fraudes financeiras e roubo de identidade. “O crime cibernético nunca teve um arsenal tão poderoso. Dados atualizados, sensíveis e prontos para serem explorados. Isso coloca todos em risco: do cidadão comum aos governos e grandes empresas”, alerta Eduardo.
De acordo com ele, a exposição de senhas em larga escala transforma a privacidade em um desafio imediato. “Privacidade não é mais um direito futuro. É uma emergência do presente. A sua vida inteira pode estar exposta na dark web: e-mail, redes sociais, contas bancárias, serviços públicos. A sua privacidade virou mercadoria.”
O especialista recomenda que os usuários tomem medidas imediatas, como trocar senhas imediatamente, evitar repetições, ativar autenticação em dois fatores, revisar permissões de aplicativos e monitorar sinais de invasão. “O maior erro agora é achar que esse problema não te atinge. Se você está online, você está vulnerável.”
Sobre a Every Cybersecurity
A Every é especializada em proteção de dados, segurança da informação e educação digital, atuando com foco na orientação de pessoas e empresas para o uso consciente e seguro da tecnologia.
Serviço: Every Cybersecurity and GRC Solutions
Telefone: (61) 9999-9799
Site: https://www.every.com.br/

Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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