Politica
Operação Sossego flagra 20 condutores alcoolizados
Fiscalização deu início a uma série de operações que serão realizadas ao longo do feriado prolongado
Ygor Carvalho
Na noite desta quarta-feira (16), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou a Operação Sossego, em Ceilândia. Buscando promover a segurança e o bem-estar dos cidadãos, a medida visa intensificar a fiscalização de trânsito e abordar a crescente preocupação com a poluição sonora. As operações serão realizadas até a próxima segunda-feira (21).
Na primeira noite da operação, as equipes realizaram 280 abordagens a motoristas, dos quais 230 foram submetidos ao teste do etilômetro. Destes, 20 condutores foram flagrados dirigindo sob influência de álcool, incluindo muitos motociclistas. Além disso, a operação identificou 12 motoristas sem habilitação, 10 portando CNH vencida e 1 dirigindo apesar de ter a CNH suspensa.
OMS
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição sonora é um dos principais problemas ambientais nos grandes centros urbanos e pode causar danos significativos à saúde pública. Nesta operação, 14 motoristas foram autuados por utilizarem escapamentos alterados, contribuindo para o ruído excessivo que perturba tanto o bem-estar dos cidadãos.
O esforço do Detran-DF em Ceilândia também resultou na remoção de 24 veículos e 15 autuações por infrações variadas. Essa iniciativa não só garante a segurança nas vias, mas também procura combater os impactos negativos que os ruídos podem trazer pra qualidade de vida das pessoas.
Fonte: Ascom Detran
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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