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“Uma hora você se encontra com a maldade”, diz Daniela Carneiro

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(crédito: Pedro França/Agência Senado)

A ministra do Turismo publicou vídeo nas suas redes sociais, neste sábado (24/6), alertando contra pessoas “tóxicas, ingratas, negativas”

Victor Correia

A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, postou, neste sábado (24/6), em suas redes sociais um vídeo no qual cita que “uma hora ou outra você se encontra com a maldade” e que, apesar disso, “não significa que você precisa cair”. A ministra corre forte risco de perder o cargo por pressão do União Brasil, seu próprio partido, com o qual está em litígio para deixá-lo sem perder o mandato de deputada federal.

“Não tem jeito. Uma hora ou outra você se encontra com a maldade. Pessoas tóxicas, ingratas, negativas. Alguns vão se disfarçar de bondosos. Cuidado. Às vezes, o mal se veste de bem para ser mais mal ainda. Porém, isso não significa que você precisa cair“, disse Daniela no vídeo, compartilhado em suas redes como uma “reflexão especial”.

“Mesmo que, hoje, você enfrente uma tempestade, acredite: você não vai afundar se não deixar que o que vem de fora inunde todo o bem que está em seu interior. O navio não afunda por causa da água que está em volta, ele afunda por causa da água que entra”, afirmou ainda a chefe do Turismo. “Não permita que o que está acontecendo ao seu redor invada seu interior e te afunde”, completou.

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A saída de Daniela do cargo já é dada como certa por integrantes do Planalto. O ministério deve ser ocupado pelo deputado federal Celso Sabino (União-PA). A expectativa é de que a mudança ministerial seja oficializada nesta semana, após retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da viagem à Europa.

Fonte: Correio Brasiliense

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Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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