Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Diversas

Alimentação hospitalar também faz parte do tratamento e da recuperação de pacientes

Publicado em

Seminário do IgesDF reúne especialistas para discutir cuidados nutricionais, segurança dos alimentos e integração dos serviços de saúde

Por

Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

Advertisement

A alimentação de um paciente internado não se resume às refeições servidas no hospital. Por trás de cada prato, há profissionais responsáveis por garantir a segurança dos alimentos, avaliar as necessidades nutricionais e acompanhar a recuperação de quem está em tratamento. Essa relação entre alimentação e saúde foi o centro das discussões do IV Seminário Integrado de Nutrição, realizado nesta sexta-feira (6) pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs).

Com o tema “Da produção ao cuidado: Nutrição integrada em todas as etapas da assistência”, o encontro reuniu gestores de unidades, nutricionistas, técnicos em nutrição, estudantes, chefs de cozinha e outros profissionais das áreas de alimentação e saúde para compartilhar conhecimentos, experiências e boas práticas.

Idealizado pela gerente de Serviços de Nutrição e Atendimento (Genat) do IgesDF, Marina Souza Rocha, o seminário também marcou uma nova etapa na organização dos serviços de nutrição do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). As áreas de Nutrição Clínica e Nutrição e Produção passaram a integrar uma mesma gerência, com o objetivo de aprimorar processos e alinhar os fluxos de trabalho.

Advertisement

 

“Temos um marco no Distrito Federal com essa novidade. A unificação das duas áreas traz melhorias, além de valorizar a atuação dos profissionais. Organizamos este evento com muito carinho para proporcionar boas trocas, incentivar o conhecimento e aproximar profissionais, estudantes, estagiários e residentes”, destaca Marina.

A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, ressaltou que a nutrição é parte essencial da assistência hospitalar e que o trabalho conjunto entre diferentes especialidades contribui para um cuidado mais completo. “Ninguém faz um serviço de maneira solitária. O cuidado é interdisciplinar, e este momento representa uma oportunidade de troca, aprendizagem contínua e fortalecimento da compreensão sobre o papel de vocês na assistência ao paciente crítico ou não crítico”, afirma.

Advertisement
Leia Também:  Enquanto os EUA atraem bilionários para governar, Brasil se perde em debates periféricos

“Ninguém faz um serviço de maneira solitária. O cuidado é interdisciplinar, e este momento representa uma oportunidade de troca e aprendizagem contínua”

Eliene Abreu, presidente do IgesDF

O gerente-geral de Assistência (Gegas) do HBDF, Renato Cury, também destacou a contribuição dos profissionais de nutrição para a recuperação dos pacientes. “A nutrição não se resume a procedimentos e medicamentos. Ela faz parte integral do processo de recuperação da saúde e tem importância fundamental em todas as etapas da assistência”.

 

Advertisement

Já o diretor de Atenção à Saúde (Diase), Edson Gonçalves, chamou a atenção para a importância de valorizar o conhecimento e as experiências dos profissionais que atuam diariamente nos serviços de alimentação hospitalar.

“As grandes experiências estão aqui neste auditório. Sei a grande responsabilidade que é garantir uma operação de alimentação hospitalar do volume e da dimensão que o IgesDF realiza. Por isso, aproveitem esse momento de troca”, afirma.

Conhecimento aplicado à assistência

Advertisement

Ao longo do dia, os participantes acompanharam palestras sobre temas que fazem parte da rotina dos serviços de saúde. A programação começou com discussões sobre legislação, boas práticas e desafios para garantir a segurança na produção de alimentos em lactários hospitalares, responsáveis pelo preparo de fórmulas e dietas destinadas a pacientes que necessitam de cuidados específicos.

Em seguida, foram abordados os cuidados nutricionais ao paciente crítico e a aplicação da gastronomia na alimentação hospitalar, com técnicas e possibilidades de inovação no preparo das refeições.

Para a nutricionista do Hospital de Base, Fransuelen Ferreira, o encontro representou uma oportunidade de ampliar conhecimentos e fortalecer a integração entre as equipes responsáveis pela produção dos alimentos e pelo acompanhamento dos pacientes. “Além do tema, que achei muito interessante, gostei da proposta de integrar a Nutrição e Produção com a Nutrição Clínica. É um trabalho que fazemos diariamente, acompanhando os pacientes nos leitos para alcançar as metas nutricionais”, afirma.

Advertisement

No período da tarde, a programação incluiu a discussão de um caso clínico sobre terapia nutricional de um paciente com trauma intestinal complexo, submetido a oito reabordagens cirúrgicas. Também foram debatidas a formação e as competências do técnico em nutrição e dietética, as etapas de licitações e pregões e os cuidados relacionados à nutrição parenteral manipulada.

Outro destaque foi a mesa-redonda sobre gestão e fiscalização dos serviços de alimentação. O debate reuniu profissionais de diferentes instituições de saúde para compartilhar experiências e discutir os desafios da administração dos serviços de nutrição hospitalar, com atenção à qualidade e à segurança dos alimentos oferecidos aos pacientes.

O seminário também contou com a participação do conselheiro Lewestter Melchior de Lima, representante do Conselho Federal de Nutrição (CFN), e do conselheiro Bruno Melo, representante do Conselho Regional de Nutrição (CRN).

Advertisement

Ao aproximar profissionais que atuam desde a produção das refeições até o acompanhamento nutricional, o encontro reforçou a importância de integrar conhecimentos e práticas para garantir que a alimentação contribua para o tratamento, a recuperação e o bem-estar dos pacientes.

 

*Com informações do Iges-DF

Advertisement

 

 

 

Advertisement

 

 

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Diversas

VR e VA podem ser aceitos em mais maquininhas a partir deste sábado

Published

on

Mudanças incluem Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) terão mudanças a partir deste sábado (7).

A principal delas é a implementação da interoperabilidade, que prevê a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite o cartão utilizado.

A transição começou em maio e vai até novembro, quando a assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) completa um ano.

Na prática, a medida pretende ampliar as opções de uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação.

Advertisement

Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos pelas mudanças, conforme o enquadramento no PAT.

As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concorrência no setor e facilitar a aceitação dos benefícios pelo comércio.

Apesar da previsão de implementação em novembro, a interoperabilidade enfrenta desafios operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e aponta dificuldades para o funcionamento da medida no prazo previsto.

Advertisement

Além disso, parte das regras é alvo de questionamentos judiciais por operadoras do setor.

O que muda?

A partir de 7 de novembro, está prevista a entrada em vigor integral da interoperabilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação.

Isso significa que cartões de diferentes operadoras deverão funcionar em qualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira.

Advertisement

A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios. A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações.

Onde usar?

A proposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benefício em diferentes estabelecimentos que aceitem a modalidade correspondente, independentemente da operadora responsável pelo cartão.

Leia Também:  HUB explica como mudança no nome da Síndrome do Ovário Policístico pode aprimorar diagnóstico e tratamento

A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento.

Advertisement

O valor aumenta?

Não. As novas regras não determinam aumento nem redução automática do valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos funcionários.

Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação. O vale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é voltado à aquisição de alimentos.

A principal mudança para o trabalhador é a ampliação das possibilidades de utilização do benefício.

Advertisement

Quais regras já valem?

Além da interoperabilidade, a regulamentação do PAT estabeleceu limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos e reduziu o prazo de repasse dos valores das vendas.

As principais medidas são:

  • Taxa máxima de 3,6% para a cobrança das operadoras sobre as transações com benefícios vinculados ao PAT;
  • Tarifa de intercâmbio de até 2%: teto para a cobrança relacionada às operações entre participantes do sistema;
  • Repasse em até 15 dias corridos: prazo máximo para que os estabelecimentos recebam os valores das vendas.

Antes da mudança, comerciantes reclamavam de taxas elevadas e de prazos de recebimento que podiam ultrapassar 30 dias.

Todos os benefícios entram?

Não necessariamente. As regras descritas se aplicam aos benefícios vinculados ao PAT, criado em 1976.

Advertisement

Há uma diferença entre os benefícios concedidos no âmbito do PAT e o auxílio-alimentação previsto na legislação trabalhista. Segundo a Abrasel, essa distinção tem provocado dificuldades na identificação das transações e na conciliação financeira dos estabelecimentos.

A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT.

A mudança está garantida?

A implementação está prevista para novembro, mas enfrenta obstáculos operacionais. A Abrasel afirma que as empresas responsáveis pelos cartões e as credenciadoras ainda precisam integrar seus sistemas para permitir o funcionamento pleno da interoperabilidade.

Advertisement
Leia Também:  Celina Leão fala sobre saúde mental de policiais na cerimônia de troca da bandeira

Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente.

A entidade também afirma que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.

Quais são as punições?

O descumprimento das regras aplicáveis ao PAT pode resultar em sanções administrativas e financeiras.

Advertisement

Entre as penalidades previstas estão:

  • Multas;
  • Autuações;
  • Descredenciamento do programa;
  • Cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados, quando cabível.

As consequências dependem da infração identificada e podem atingir operadoras, empresas participantes do programa e estabelecimentos comerciais.

O que dizem as operadoras?

Empresas do setor questionam na Justiça pontos do decreto que regulamentou as mudanças no PAT. Entre os argumentos apresentados está a contestação dos limites tarifários e da imposição de alterações estruturais por meio de decreto.

Algumas operadoras conseguiram decisões provisórias que suspenderam parte das exigências, mas as liminares foram posteriormente derrubadas, conforme as informações reunidas no material de referência.

Advertisement

A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) também manifestou preocupação com o modelo de arranjo aberto. A entidade argumenta que a ampliação da aceitação dos cartões pode dificultar o controle e a fiscalização dos estabelecimentos credenciados.

O que falta?

A implementação da interoperabilidade depende da integração dos sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas.

Embora a regra esteja prevista para entrar em vigor integralmente em novembro, a avaliação da Abrasel é que ainda existem dificuldades técnicas para garantir o funcionamento em toda a rede. Para os trabalhadores, a expectativa é de ampliação das opções de uso dos cartões, mas a efetiva disponibilidade dependerá da conclusão dessa integração.

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

MULHER NO ESPORTE

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA