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Saúde

DF amplia vacinação para idosos a partir de 85 anos e atualiza critérios

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Indicação e esquema vacinal variam de acordo com a idade, condição de saúde e histórico de imunização contra o pneumococo

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

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A vacinação contra o pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é uma das principais estratégias para prevenir infecções que vão desde quadros comuns, como otite e sinusite, até doenças pneumocócicas graves e invasivas, como pneumonia, meningite e sepse. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e atualizou as diretrizes para a utilização da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20).

 

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Atualmente, o Distrito Federal passa por um processo de transição para o uso da VPC20. As vacinas VPC13 e VPP23, anteriormente utilizadas na rede pública no combate a essas doenças, não estão mais disponíveis para aplicação geral. Durante o período de transição, a VPC10 ainda integrará o esquema de vacinação infantil. A indicação da VPC20 varia conforme a idade, a condição de saúde e o histórico vacinal de cada pessoa.

Vacinação ampliada

Em uma das principais atualizações normativas, a VPC20 passa a ser disponibilizada em todas as salas de vacina do DF para idosos a partir de 85 anos. Para este público, não é necessária a apresentação de prescrição médica, bastando comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS) com documento oficial que comprove a idade.

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Para definir se o idoso de 85 anos ou mais precisa receber a dose, a equipe de saúde avalia o histórico registrado na caderneta vacinal, conforme as regras estabelecidas. Veja o esquema abaixo:

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⇒ Nenhuma dose prévia: administra-se dose única de VPC20;
⇒ Apenas uma dose prévia de VPC13 ou VPC15: administra-se uma dose de VPC20, respeitando o intervalo mínimo de dois meses após a dose anterior;
⇒ Apenas uma dose prévia de VPP23: administra-se uma dose de VPC20, respeitando o intervalo mínimo de um ano após a dose de VPP23;
⇒ Duas doses prévias de VPP23 ou uma dose de VPC13/15 + uma dose de VPP23: não há indicação para receber a VPC20;
⇒ Entre 60 e 84 anos, a vacina também é indicada para pessoas ainda não vacinadas que estejam acamadas ou vivam em instituições.

Vacinação infantil

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Na rotina de imunização das crianças, o esquema básico recomendado começa aos 2 meses de idade, com a aplicação de uma dose da VPC20. A segunda dose é administrada aos 4 meses, com a VPC10, e o reforço é feito aos 12 meses, novamente com a VPC20. O intervalo recomendado entre as doses do esquema básico é de 60 dias.

Crianças com o esquema em atraso podem atualizar a vacinação até os 4 anos, 11 meses e 29 dias, a depender das doses já recebidas. Aquelas que já completaram o esquema básico e o reforço com as vacinas pneumocócicas anteriores não precisam receber doses adicionais de VPC20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Grupos especiais

A VPC20 também integra as estratégias da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), voltada a indivíduos com comorbidades ou condições que aumentam o risco de doença pneumocócica grave — como imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave, diabetes e certas condições neurológicas. Nesses casos, a aplicação depende de avaliação clínica e, quando necessário, de autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie).

Na rotina de imunização, a VPC20 também é indicada para populações indígenas a partir de 5 anos de idade que não tenham histórico de vacinação prévia com vacina pneumocócica conjugada.

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Importância da vacina

A VPC20 é uma vacina conjugada, tecnologia que favorece uma resposta imunológica mais duradoura e robusta. O imunizante amplia a proteção contra um maior número de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, reduzindo significativamente complicações, internações e óbitos.

A orientação da SES-DF é que a população procure o local de vacinação mais próximo, levando documento de identificação e a caderneta de vacinação. Também é possível checar e atualizar as demais vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Idoso e do Adulto.

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*Com informações da Secretaria de Saúde

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Educação

Alunos da rede pública expõem obras sobre a surdocegueira no DF

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Mostra do CEEDV na UnB apresenta vivências e possibilidades de inclusão

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

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O Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV), escola da rede pública de ensino do Distrito Federal, promove, até 9 de novembro, a exposição Surdocegueira: Vivências, Possibilidades e Experiências, no hall do subsolo da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB). A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a surdocegueira e apresentar possibilidades de inclusão.

A mostra reúne obras idealizadas e produzidas por estudantes surdocegos do CEEDV, em projetos pedagógicos que utilizaram diferentes materiais, inclusive uma impressora 3D. As produções apresentam experiências cotidianas, formas de comunicação e trajetórias das pessoas com surdocegueira, além de estimular a reflexão sobre acessibilidade e autonomia.

O professor guia-intérprete do CEEDV e responsável pela organização da exposição, Fábio Zózimo, explica que a ideia surgiu como uma forma de ampliar a visibilidade da surdocegueira. “Ao percorrer a exposição, é possível notar que buscamos oferecer um percurso para que o público que a desconhece possa adentrar este universo denominado surdocegueira”, conta.

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Compreendendo a surdocegueira

 

A surdocegueira é uma condição que compromete, em diferentes graus, a visão e a audição simultaneamente, com impactos na comunicação, na mobilidade e na autonomia. Não se restringe à perda total dos dois sentidos: também inclui diferentes combinações de resíduos visuais e auditivos que não conseguem se compensar mutuamente.

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A condição pode ser congênita, quando presente desde o nascimento, ou adquirida ao longo da vida. A comunicação é um dos principais desafios enfrentados por esse público, o que exige estratégias de ensino adaptadas às necessidades de cada estudante. Nesse contexto, a exposição apresenta como a arte também pode contribuir para ampliar as possibilidades de expressão e participação social.

 

O estudante de geologia do 4º semestre da UnB, Pedro Lucas Miranda, visitou a mostra e destacou a importância da iniciativa para a inclusão, especialmente por ser realizada em um ambiente acadêmico, no qual universitários podem conhecer a produção artística de estudantes de uma escola pública de atendimento especializado.

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“Na medida em que se tornam mais populares, as possibilidades que a educação inclusiva apresenta, acredito que pode trazer muitos benefícios para a comunidade acadêmica, pois se adequa ao que a universidade se propõe, ao papel dela na sociedade. Acredito que essa seja uma forma da gente combater o preconceito, porque muitas pessoas têm essa perspectiva de que a pessoa com alguma deficiência tem o potencial limitado, que não é capaz de fazer algumas coisas, e, com a exposição, a gente vê que elas são capazes de fazer qualquer coisa”, opina.

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*Com informações da SEEDF

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