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Saúde

BRITÂNICA DE 19 ANOS FALECEU EM DECORRÊNCIA DE ANTICONCEPCIONAIS

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Os cirurgiões vasculares alertam: os anticoncepcionais são prejudiciais à saúde vascular. Recentemente, a jovem britânica Áine Rose Hurst, 19 anos, faleceu devido a uma trombose venosa cerebral (TVC), desencadeada pelo medicamento.

Segundo o relato da família, ela acordou com uma forte dor de cabeça após uma noite com os amigos, acreditando ser ressaca. Os sintomas não passaram, até que a jovem acordou confusa, teve dificuldade para responder às pessoas e perdeu a consciência. Precisou ser entubada, ainda em casa e, ao chegar ao hospital, um coágulo extenso e de difícil tratamento foi identificado, mas os sinais neurológicos já eram inexistentes.

De acordo com o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, a TVC ocorre justamente por meio da formação de um coágulo de sangue em um dos seios venosos do cérebro, que bloqueia o fluxo sanguíneo. O problema é comum, principalmente entre mulheres jovens, muitas vezes, em razão dos anticoncepcionais capazes de alterar as características da coagulação.

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A jovem fazia uso do produto desde os 15 anos, para regular o fluxo menstrual e precisou parar, poucos meses antes da fatalidade, devido a uma alteração na pressão. Após o controle, voltou a utilizá-lo com a permissão do médico e as dores de cabeça se tornaram frequentes.

Trata-se de um dos principais sintomas da trombose venosa cerebral, atingindo até 90% dos indivíduos. A dor é considerada forte e progressiva, uma das piores da vida, sendo acompanhada de visão turva, confusão mental, sonolência, fraqueza, náuseas, vômitos e convulsões.

Os sinais indicam a necessidade de procurar por atendimento de urgência. “A recomendação é que as usuárias de anticoncepcionais ou outros medicamentos, à base de hormônios, mantenham um check-up com um angiologista para avaliar eventuais riscos. O ideal é começar antes mesmo do uso, devido a fatores de risco para a trombose, como a trombofilia”, explica o profissional.

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Saúde

Sangramentos e dores persistentes podem ser sinais de cânceres ginecológicos

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No Setembro em Flor, oncologista aponta sinais que não devem ser ignorados e reforça a importância da vacinação e dos exames preventivos
 
Alterações no ciclo menstrual, dor pélvica persistente, aumento do volume abdominal e mudanças urinárias ou intestinais podem parecer problemas comuns, mas também estão entre os sinais associados aos cânceres ginecológicos. A orientação é não banalizar mudanças persistentes no organismo.
Promovido pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), o Setembro em Flor 2026 tem como tema “O Futuro é Agora” e reforça a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento.
No Brasil, o câncer do colo do útero permanece entre os de maior impacto na saúde feminina. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 19.310 novos casos por ano no triênio 2026–2028. Para o coordenador da Oncologia do Hospital Anchieta Taguatinga, Caio Neves, os números reforçam a importância de observar alterações que fogem do padrão habitual de cada mulher.
“Qualquer sangramento vaginal fora do padrão merece investigação. Sangramento após a relação sexual, entre as menstruações ou depois da menopausa, assim como dor pélvica persistente e distensão abdominal, são sinais que precisam ser avaliados”, orienta.
Quando os sinais são discretos
 
Nem todos os tumores ginecológicos apresentam manifestações claras no início. O câncer de ovário, por exemplo, pode provocar sintomas vagos, como distensão e dor abdominal, alterações intestinais ou urinárias, perda de apetite e cansaço. Além disso, não há atualmente um método de rastreamento eficaz recomendado para mulheres assintomáticas da população geral.
Segundo o médico, esses sintomas não significam necessariamente câncer. No entanto, alterações persistentes ou diferentes do habitual devem ser investigadas, em vez de serem atribuídas apenas à idade, à menopausa, a infecções ou a alterações hormonais.
Vacinação e prevenção
 
A infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV está associada a quase todos os casos de câncer do colo do útero. O vírus também está relacionado a tumores de vulva e vagina, ampliando a importância da vacinação.
O especialista explica que a imunização é uma ferramenta de prevenção do câncer, mas não substitui o rastreamento. As duas estratégias são complementares e têm papéis diferentes no cuidado com a saúde da mulher.
Novas possibilidades de tratamento
Imunoterapia, terapias-alvo, avaliação molecular dos tumores e técnicas cirúrgicas menos invasivas têm ampliado as possibilidades de tratamento. No câncer de ovário, por exemplo, alterações em genes como BRCA podem ajudar a definir estratégias específicas, enquanto biomarcadores também têm ganhado importância no câncer de endométrio.
“Hoje temos mais ferramentas para tratar, controlar e, em muitos casos, curar esses tumores. Mas o maior ganho continua sendo chegar ao diagnóstico no momento certo”, pontua Caio Neves.
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