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Saúde

Uso de canetas emagrecedoras pode favorecer problema no ouvido: especialista explica sintomas e tratamento da tuba patente

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Condição está relacionada à perda de peso acelerada, que reduz estruturas responsáveis pelo funcionamento adequado da tuba auditiva e provoca desconforto e alterações na percepção dos sons

Crédito: Imagem de stefamerpik no Magnific

Em busca do emagrecimento rápido, muitas pessoas têm recorrido às chamadas canetas emagrecedoras. Embora os benefícios desses medicamentos sejam conhecidos quando utilizados com indicação médica, poucos sabem que a perda acelerada de peso também pode favorecer o surgimento de um problema no ouvido chamado tuba patente. A condição ocorre quando a tuba auditiva, estrutura responsável por conectar a orelha média à parte nasal da faringe, permanece aberta por tempo prolongado, provocando sintomas que interferem diretamente na qualidade de vida.
Segundo a Dra. Kátia Virginia, otorrinolaringologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), a tuba auditiva normalmente permanece fechada durante quase todo o tempo, abrindo apenas em situações específicas. “A tuba auditiva é um canal que liga a orelha média à parte nasal da faringe. Ela permanece fechada na maior parte do tempo e só se abre durante a deglutição, o bocejo e a mastigação. Quando esse mecanismo falha e ela permanece aberta de forma anormal, ocorre a chamada tuba patente”, explica.
A especialista destaca que os sintomas costumam ser bastante incômodos e, muitas vezes, confundem o paciente. “A principal manifestação é a autofonia, quando a pessoa passa a ouvir a própria voz de forma muito intensa. Também é comum perceber a própria respiração, sons da mastigação, da deglutição, além da sensação de ouvido tampado, pressão ou plenitude na orelha. Esses sintomas podem ser contínuos ou variar ao longo do dia e acabam provocando bastante desconforto e até ansiedade.”
Entre os fatores que favorecem o aparecimento da condição, a perda rápida de peso é considerada a principal causa. Isso acontece porque a redução do tecido de gordura localizado ao redor da tuba auditiva diminui o suporte necessário para que ela permaneça fechada em repouso.
“Existe um coxim adiposo (tecido de gordura) chamado coxim de Ostmann, que ajuda a manter a tuba fechada. Quando ocorre um emagrecimento muito rápido, esse tecido diminui, reduzindo o suporte da cartilagem da tuba e favorecendo que ela permaneça aberta por mais tempo”, afirma a médica.
É justamente por esse mecanismo que o uso das canetas emagrecedoras pode estar relacionado ao problema. Segundo a otorrinolaringologista, a medicação não age diretamente sobre a tuba auditiva.
“As canetas emagrecedoras, como os agonistas do receptor de GLP-1, promovem uma perda de peso significativa em pouco tempo. O medicamento não causa diretamente a tuba patente, mas o emagrecimento acelerado provocado por ele pode favorecer esse quadro por reduzir o tecido de gordura responsável por ajudar no fechamento da tuba”, esclarece.
Além da perda de peso, outros fatores também podem contribuir para o desenvolvimento da doença. “Gravidez, desidratação, alterações neuromusculares, radioterapia na região da cabeça e pescoço, alterações anatômicas, algumas doenças sistêmicas e o uso prolongado de diuréticos e descongestionantes nasais também podem estar associados ao surgimento da tuba patente. Em alguns casos, inclusive, não conseguimos identificar uma causa específica”, ressalta.
Por apresentar sintomas semelhantes aos de outras doenças do ouvido, o diagnóstico exige avaliação especializada. “A tuba patente pode ser confundida com problemas que realmente provocam perda auditiva, como obstrução da tuba auditiva, doença de Menière, otosclerose, perda auditiva súbita, otites médias e até alterações da articulação temporomandibular. A diferença é que, na maioria das vezes, a audiometria do paciente com tuba patente permanece normal”, explica.
A confirmação do diagnóstico é feita principalmente pela história clínica e pelo exame físico. “O relato de autofonia, da percepção da própria respiração e dos sintomas que melhoram quando o paciente se deita são pistas importantes. Durante o exame, podemos observar a movimentação da membrana timpânica sincronizada com a respiração. Também utilizamos exames como audiometria, impedanciometria e nasofibroscopia para complementar a avaliação e descartar outras doenças”, detalha.
O tratamento depende da intensidade dos sintomas e da causa identificada. Em muitos casos, medidas conservadoras já proporcionam melhora significativa.
“Quando a perda de peso é o fator desencadeante, muitas vezes aguardamos a estabilização do peso ou, quando clinicamente possível, parte da recuperação ponderal. Também orientamos boa hidratação e o uso de soluções fisiológicas nasais para melhorar as condições dos tecidos da região. Nos casos mais graves e resistentes ao tratamento clínico, existem procedimentos endoscópicos minimamente invasivos e outras alternativas que podem ser consideradas pelo especialista”, conclui a Dra. Kátia Virginia.

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Saúde

Governadora autoriza início das obras do hospital de São Sebastião

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Com investimento de R$ 165,9 milhões, unidade será referência em atendimento pediátrico na Região Leste de Saúde, contará com 100 leitos e ampliará a assistência em saúde para uma cidade que ainda não possui hospital próprio

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Carlos Eduardo Bafutto e Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

A construção do Hospital Regional de São Sebastião teve início nesta terça-feira (30), com investimento de R$ 165,9 milhões executado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Após o lançamento do programa GDF na Sua Porta na região, a governadora Celina Leão visitou o canteiro de obras da unidade, que ampliará a oferta de atendimento em saúde para a Região Leste de Saúde do Distrito Federal.

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“Nos últimos dois meses, acompanhei esse processo de perto e, hoje, iniciamos a construção. Essa é uma reivindicação antiga da cidade. Ao mesmo tempo, vamos inaugurar hoje uma nova UBS [Unidade Básica de Saúde] aqui na área rural, também reforçamos as equipes médicas e já começaram a chegar os 114 médicos que contratamos, que estão sendo distribuídos entre as unidades básicas de saúde das cidades”, afirmou Celina.

A chefe do Executivo destacou que o fortalecimento da saúde pública é uma das prioridades da atual gestão. “Sabemos que a população sempre apresenta reivindicações, e esse é justamente o nosso objetivo. Em menos de 90 dias de governo, já implementamos diversas ações na área da saúde. Ampliamos a realização de cirurgias e consultas, inclusive, com o apoio da rede privada, mas o nosso principal objetivo é investir no SUS [Sistema Único de Saúde], nos nossos hospitais. É por isso que hoje também damos início a esta grande obra do Hospital Regional de São Sebastião”, concluiu.

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A nova unidade hospitalar será construída na Área Especial 5, no Alto Mangueiral, em um ponto estratégico, próximo à entrada da cidade, na descida do Morro da Cruz. A unidade será referência em atendimento pediátrico em todas as linhas de cuidado da Região Leste de Saúde e oferecerá 14 serviços essenciais, o que ampliará a rede pública de saúde para uma cidade que ainda não tem hospital próprio.

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Com investimento de R$ 165.904.409, dos quais R$ 129.530.865 são provenientes de recursos federais, por meio de contrato de repasse com o Ministério da Saúde, a nova unidade terá capacidade para 100 leitos, sendo 60 de clínica médica, 30 de pediatria e dez de UTI pediátrica. A estrutura contará ainda com duas salas cirúrgicas.

 

“Esse é um equipamento de saúde que, sem dúvida, ampliará a assistência à população, que hoje conta apenas com unidades básicas de saúde e uma UPA. Atualmente, a região dispõe de atendimento de Atenção Primária e Secundária. Com o novo hospital, também passará a oferecer Atenção Terciária, permitindo que muitos pacientes sejam tratados na própria região. Hoje, em muitos casos, eles precisam ser transferidos para outras unidades, ficando longe de casa e dos familiares. O objetivo é aproximar essa assistência da população”, ressaltou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.

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Nova unidade de saúde

Para viabilizar a unidade de saúde, o então governador Ibaneis Rocha autorizou, no início do ano, a elaboração dos projetos básico e executivo do Hospital Regional de São Sebastião. À época, a empresa contratada teria prazo de até 12 meses para concluir os estudos. Posteriormente, o GDF optou pela contratação integrada, modalidade que reúne a elaboração dos projetos e a execução da obra em um único contrato.

Segundo o presidente da Novacap, Fernando Leite, a mudança reduz significativamente o prazo de entrega do hospital. “Historicamente, a construção de um hospital leva de seis a oito anos. Com a contratação integrada, conseguimos desenvolver os projetos e executar a obra simultaneamente, o que traz muito mais agilidade ao empreendimento”, explicou.

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De acordo com ele, a principal vantagem é que a obra pode começar antes da conclusão de todos os projetos executivos, o que reduz o tempo total de execução. “O contrato prevê a entrega em três anos, mas nossa expectativa é concluir o hospital em cerca de dois anos e alguns meses, antecipando a entrega para a população. Os serviços preliminares já começaram, com a execução da terraplenagem e a instalação dos tapumes no canteiro de obras”, concluiu Fernando Leite.

 

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