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Saúde

Governadora autoriza início das obras do hospital de São Sebastião

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Com investimento de R$ 165,9 milhões, unidade será referência em atendimento pediátrico na Região Leste de Saúde, contará com 100 leitos e ampliará a assistência em saúde para uma cidade que ainda não possui hospital próprio

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Carlos Eduardo Bafutto e Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

A construção do Hospital Regional de São Sebastião teve início nesta terça-feira (30), com investimento de R$ 165,9 milhões executado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Após o lançamento do programa GDF na Sua Porta na região, a governadora Celina Leão visitou o canteiro de obras da unidade, que ampliará a oferta de atendimento em saúde para a Região Leste de Saúde do Distrito Federal.

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“Nos últimos dois meses, acompanhei esse processo de perto e, hoje, iniciamos a construção. Essa é uma reivindicação antiga da cidade. Ao mesmo tempo, vamos inaugurar hoje uma nova UBS [Unidade Básica de Saúde] aqui na área rural, também reforçamos as equipes médicas e já começaram a chegar os 114 médicos que contratamos, que estão sendo distribuídos entre as unidades básicas de saúde das cidades”, afirmou Celina.

A chefe do Executivo destacou que o fortalecimento da saúde pública é uma das prioridades da atual gestão. “Sabemos que a população sempre apresenta reivindicações, e esse é justamente o nosso objetivo. Em menos de 90 dias de governo, já implementamos diversas ações na área da saúde. Ampliamos a realização de cirurgias e consultas, inclusive, com o apoio da rede privada, mas o nosso principal objetivo é investir no SUS [Sistema Único de Saúde], nos nossos hospitais. É por isso que hoje também damos início a esta grande obra do Hospital Regional de São Sebastião”, concluiu.

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A nova unidade hospitalar será construída na Área Especial 5, no Alto Mangueiral, em um ponto estratégico, próximo à entrada da cidade, na descida do Morro da Cruz. A unidade será referência em atendimento pediátrico em todas as linhas de cuidado da Região Leste de Saúde e oferecerá 14 serviços essenciais, o que ampliará a rede pública de saúde para uma cidade que ainda não tem hospital próprio.

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Com investimento de R$ 165.904.409, dos quais R$ 129.530.865 são provenientes de recursos federais, por meio de contrato de repasse com o Ministério da Saúde, a nova unidade terá capacidade para 100 leitos, sendo 60 de clínica médica, 30 de pediatria e dez de UTI pediátrica. A estrutura contará ainda com duas salas cirúrgicas.

 

“Esse é um equipamento de saúde que, sem dúvida, ampliará a assistência à população, que hoje conta apenas com unidades básicas de saúde e uma UPA. Atualmente, a região dispõe de atendimento de Atenção Primária e Secundária. Com o novo hospital, também passará a oferecer Atenção Terciária, permitindo que muitos pacientes sejam tratados na própria região. Hoje, em muitos casos, eles precisam ser transferidos para outras unidades, ficando longe de casa e dos familiares. O objetivo é aproximar essa assistência da população”, ressaltou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.

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Nova unidade de saúde

Para viabilizar a unidade de saúde, o então governador Ibaneis Rocha autorizou, no início do ano, a elaboração dos projetos básico e executivo do Hospital Regional de São Sebastião. À época, a empresa contratada teria prazo de até 12 meses para concluir os estudos. Posteriormente, o GDF optou pela contratação integrada, modalidade que reúne a elaboração dos projetos e a execução da obra em um único contrato.

Segundo o presidente da Novacap, Fernando Leite, a mudança reduz significativamente o prazo de entrega do hospital. “Historicamente, a construção de um hospital leva de seis a oito anos. Com a contratação integrada, conseguimos desenvolver os projetos e executar a obra simultaneamente, o que traz muito mais agilidade ao empreendimento”, explicou.

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De acordo com ele, a principal vantagem é que a obra pode começar antes da conclusão de todos os projetos executivos, o que reduz o tempo total de execução. “O contrato prevê a entrega em três anos, mas nossa expectativa é concluir o hospital em cerca de dois anos e alguns meses, antecipando a entrega para a população. Os serviços preliminares já começaram, com a execução da terraplenagem e a instalação dos tapumes no canteiro de obras”, concluiu Fernando Leite.

 

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Mulheres incriveis

Encontro na câmara dos deputados debate os desafios da colangite biliar primária e reforça a urgência do diagnóstico precoce na saúde da mulher

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Evento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Saúde das Mulheres destacou a urgência de ampliar o acesso ao cuidado, a atualização de protocolos e a incorporação de novas tecnologias no SUS.

Instituto Brasileiro de Ação Responsável

 

BRASÍLIA, 30 de junho de 2026 – A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Saúde das Mulheres, em parceria com o Instituto Brasileiro de Ação Responsável, realizou na última semana o evento “Diálogos: um olhar sobre a Saúde da Mulher em Doenças Raras”. O encontro, sediado no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, promoveu um debate qualificado sobre os desafios enfrentados por pacientes que convivem com patologias de baixa prevalência, com foco central na colangite biliar primária (CBP).

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A CBP é uma doença hepática colestática, crônica e progressiva, na qual o sistema imunológico ataca os ductos biliares do fígado. A iniciativa reuniu um grupo multidisciplinar — incluindo representantes do Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), associações de pacientes como a Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas) e Associação MariaVitoria de Doenças Raras (AMAVI Raras), além de médicos e pesquisadores — para traçar propostas voltadas à jornada do paciente no Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo foi dar visibilidade à doença, ampliar o acesso à informação qualificada e fortalecer o compromisso com políticas públicas capazes de garantir dignidade, cuidado e qualidade de vida às pessoas que convivem com essa condição.

Na abertura, foi compartilhada uma mensagem enviada pela presidente da Frente Parlamentar, deputada Renilce Nicodemos, destacando que a efetividade das políticas públicas nasce da escuta e da construção conjunta de soluções. “Este encontro é um espaço de construção coletiva para ouvir quem vive essa realidade, compartilhar conhecimento científico e transformar demandas legítimas em ações efetivas, garantindo que nenhuma mulher se sinta invisível diante de uma doença rara”, afirmou a parlamentar.

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Um dos principais temas debatidos foi o enfrentamento do subdiagnóstico da CBP no Brasil. A doença apresenta predominância entre mulheres: a cada dez pessoas diagnosticadas, nove são do sexo feminino, principalmente entre os 40 e 60 anos.

Sob a perspectiva das associações de pacientes, a advogada e economista da Febrararas, Andreia Bessa, ressaltou que a CBP frequentemente se apresenta como uma “doença disfarçada”. “Sintomas primários como fadiga, cansaço e prurido ainda são frequentemente subestimados ou interpretados erroneamente como questões emocionais ou psicológicas, sobretudo em mulheres, o que contribui para atrasos diagnósticos que podem ultrapassar cinco anos.”

A análise foi reforçada pela Dra. Liliana Mendes, membro do Grupo de Colestases da Sociedade Brasileira de Hepatologia. A especialista destacou a importância da suspeita clínica precoce antes do surgimento de complicações hepáticas mais graves, ressaltando o papel fundamental da comunidade médica na identificação e no acolhimento dessas mulheres.

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Representando o Ministério da Saúde, a coordenadora substituta da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES/MS), Renata Rocha, apresentou os avanços na consolidação da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. Entre as iniciativas em andamento, destacou a atualização dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) e o fortalecimento da telessaúde como estratégia para ampliar o acesso ao atendimento especializado e reduzir as desigualdades regionais.

O impacto socioeconômico da doença também esteve entre os principais pontos discutidos. Lauda Santos, presidente da AMAVI Raras, ressaltou que a CBP acomete mulheres em plena fase produtiva, comprometendo a renda, a autonomia e a dinâmica familiar.

A necessidade de ações integradas ganhou ainda mais força com o depoimento de Eleuza Silva. Considerada a voz das pessoas que convivem com a doença durante o evento, ela emocionou os participantes ao compartilhar uma trajetória de mais de duas décadas marcada por desafios, dois transplantes hepáticos e longos períodos de judicialização para garantir acesso contínuo ao tratamento.

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Embora exista protocolo clínico e tratamento padronizado no SUS para primeira linha de tratamento, a jornada de quem vive com CBP ainda apresenta barreiras importantes. . Entenda melhor. Atualmente, a rede pública disponibiliza apenas uma opção medicamentosa para o tratamento da enfermidade, que, contudo, não acompanha toda a jornada de tratamento do paciente, deixando descobertos aqueles que não respondem à terapia inicial ou necessitam de alternativas de segunda linha.

Diante desse cenário, representantes da comunidade médica e das associações de pacientes defenderam a ampliação das opções terapêuticas incorporadas ao SUS, oferecendo alternativas para quem não responde à primeira linha de tratamento e reduzindo o risco de evolução para intervenções mais complexas.

Ao final do encontro, consolidou-se o entendimento de que transformar o conhecimento científico em políticas públicas efetivas é o caminho para fortalecer a assistência às pessoas com doenças raras. A atuação conjunta entre poder público, parlamento, comunidade médica e sociedade civil foi apontada como essencial para garantir um cuidado mais integral, digno e humanizado às mulheres que convivem com a colangite biliar primária

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Leia Também:  Para quem sobrevive ao episódio, a reabilitação torna-se fundamental. No HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o ambulatório de fisioterapia oferece atendimento especializado em Neurofuncional Adulto e recebe, em sua maioria, pacientes que sofreram AVC. “Recebemos pacientes em diferentes fases da recuperação. Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador”, explica Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área. O acesso ao tratamento ocorre por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Antes do início das sessões, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, que orienta a definição do plano terapêutico. “O tratamento é construído a partir das dificuldades que mais impactam a rotina daquela pessoa. Algumas precisam voltar a permanecer em pé, outras necessitam recuperar força muscular ou melhorar a capacidade de caminhar. Tudo é direcionado às necessidades de cada caso”, afirma Michelle. O ambulatório conta com barras paralelas, escadas, rampas, faixas elásticas, bicicletas adaptadas e equipamentos de estimulação muscular, utilizados para auxiliar na recuperação funcional. Foi esse acompanhamento que passou a fazer parte da vida de Joana Darc Vigilato, 61 anos, após sofrer um AVC em abril deste ano. Atualmente na sexta sessão de fisioterapia, ela já apresenta avanços que surpreendem a família. “Tudo o que ela faz aqui a gente repete em casa. Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses”, relata a filha, Francimar Santos. Desafios além da recuperação física A recuperação de um AVC depende muito do tratamento. Por isso, para que os pacientes não interrompam a frequência da fisioterapia, a equipe do HRSM orienta familiares e cuidadores sobre exercícios e estratégias que podem ser realizados em casa, contribuindo para a continuidade do processo de reabilitação. “Às vezes, o familiar precisa faltar ao trabalho ou reorganizar toda a rotina para garantir a continuidade do acompanhamento. Isso pode comprometer a evolução do paciente”, destaca Michelle. Como acessar o serviço O usuário ou seu responsável deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa e, com o encaminhamento médico, solicitar a inclusão na regulação da SES-DF. Após a convocação, o tratamento é iniciado em ciclos de dez sessões, realizadas uma ou duas vezes por semana. Caso seja necessária a continuidade do acompanhamento, o paciente deve retornar à UBS para nova avaliação médica e emissão de outro encaminhamento.
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