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Mulheres na linha de frente da inovação: colaboradora da AGCO é destaque na soldagem robotizada

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Raquel Rodrigues é operadora de robô de solda na fábrica da AGCO em Ibirubá (RS)

História de Raquel Rodrigues, operadora de robô de solda na fábrica da AGCO Ibirubá (RS), reforça o impacto da diversidade e do avanço da automação na indústria

Ibirubá (RS), julho de 2025 – Raquel Stan Rodrigues de Oliveira, 33 anos, é operadora de robô de solda na fábrica da AGCO em Ibirubá (RS) e um exemplo de como diversidade, tecnologia e capacitação podem transformar vidas e, também, a indústria. Sua história com a empresa começou em 2012, quando conquistou sua primeira vaga para atuar na solda leve. Com o tempo, ganhou espaço também na solda pesada, trabalhando com componentes robustos.

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“Foi desafiador no início lidar com as roupas de couro, o calor, o esforço físico, mas fui me adaptando, gostando do que fazia, aprendendo com os colegas. A fábrica era um ambiente novo para mulheres em funções como a minha, mas sempre encontrei apoio na equipe e na liderança”, relembra Raquel.

Após uma breve pausa, Raquel retornou à empresa em 2017. Em 2021, foi promovida e passou a operar robôs de solda. “A transição do trabalho manual para a programação de robôs exigiu novas habilidades e atualização profissional, mas também abriu portas para funções mais estratégicas e menos desgastantes fisicamente”, destaca.

Raquel ressalta a importância de um ambiente organizado e acolhedor, onde a presença feminina conquista cada vez mais espaço. “A presença de mulheres na soldagem é um movimento crescente e positivo, que traz benefícios para a profissão e para a indústria como um todo. Embora desafios e preconceitos ainda existam, a participação feminina é essencial para a diversidade e a inovação, além de inspirar outras mulheres a seguirem seus sonhos e talentos”, diz.

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Para Cristian Henrique Wendler, líder de grupo sênior e supervisor direto de Raquel na AGCO, sua trajetória reflete um exemplo de dedicação e superação. “É uma profissional altamente engajada em todas as atividades que assume. Com ampla experiência na área de soldagem, destacou-se ao realizar com sucesso a transição do processo manual para a operação de robôs de soldagem. Demonstrando dedicação constante, atua de forma proativa na busca por soluções para os desafios diários, orienta colegas e contribui ativamente com melhorias.”

Cristian também destaca a importância da diversidade no ambiente produtivo. “A diversidade é extremamente valiosa, não apenas do ponto de vista ético ou social, mas também em termos de resultados concretos. Equipes diversas tendem a ser mais inovadoras, criativas e eficazes na resolução de problemas. Isso acontece porque pessoas com diferentes experiências, origens, formações e pontos de vista trazem abordagens complementares para os desafios. Trabalhamos para proporcionar um ambiente onde todas as pessoas se sintam valorizadas, ouvidas e com oportunidades iguais de crescimento”, afirma.

Atualmente, as mulheres representam cerca de 44% dos colaboradores com até um ano de empresa na AGCO América do Sul. Entre os profissionais com 11 a 15 anos de casa, elas somam 13%. A companhia também desenvolve ações contínuas voltadas à equidade de gênero, à formação profissional e à promoção de lideranças representativas.

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“Acreditamos que o avanço da indústria passa, necessariamente, pelo desenvolvimento das pessoas. Histórias como a da Raquel mostram o impacto da diversidade aliada à tecnologia e reforçam o compromisso da AGCO em construir um ambiente inclusivo, onde cada talento tem a oportunidade de crescer, inovar e liderar o futuro do agronegócio”, afirma Angélica Kanashiro, vice-presidente de Recursos Humanos da AGCO para a América do Sul e Business Partner Global para a Massey Ferguson.

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em design, fabricação e distribuição de máquinas agrícolas e tecnologia agrícola de precisão. A AGCO agrega valor aos agricultores e clientes OEM por meio de seu portfólio de marcas diferenciadas, incluindo as marcas líderes Fendt®, Massey Ferguson®, PTx e Valtra®. A linha completa de equipamentos, soluções agrícolas inteligentes e serviços da AGCO ajuda os agricultores a alimentar nosso mundo de forma sustentável. Fundada em 1990 e sediada em Duluth, Geórgia, EUA, a AGCO teve vendas líquidas de aproximadamente US$ 11,7 bilhões em 2024. Para obter mais informações, visite www.agcocorp.com.

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AGCO – Atendimento à Imprensa
E-mail: agco@fsb.com.br

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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