Curiosidades
A ciência influenciada pelo olhar de quem pesquisa
Erica Lima fala sobre como reconhecer a subjetividade fortalece a pesquisa e a aproxima da realidade
O pesquisador, ao se lançar no campo da investigação científica, assume não apenas a função técnica de coletar dados, mas o papel ético e político de interpretar realidades humanas complexas. Esse entendimento, segundo a pesquisadora e empresária Erica Lima, rompe com a ideia de neutralidade absoluta e coloca em evidência a importância da reflexividade, a capacidade de reconhecer como as próprias experiências, valores e escolhas influenciam o processo de investigação.
Para Erica, a ciência não pode se afastar da realidade social, cultural e humana que a constitui. Ao contrário, é justamente a consciência desse envolvimento que garante mais consistência e legitimidade às pesquisas.
“Todo pesquisador traz consigo filtros pessoais, culturais e sociais. Reconhecer isso não fragiliza a pesquisa, ao contrário: fortalece. É o que garante mais transparência, rigor e conexão com as pessoas e contextos que estudamos”, afirma Erica Lima.
Ela destaca que esse debate se torna ainda mais urgente em um cenário marcado por polarização política e pelo excesso de informações circulando nas redes sociais. Pesquisadores que investigam temas sensíveis, como percepções sociais ou conflitos culturais, lidam com dados atravessados por valores e ideologias. Nesse contexto, a imparcialidade deve ser entendida como prática ética e de honestidade intelectual, não como ausência de subjetividade.
“A ciência não é apenas descrição: é também intervenção. O pesquisador não é um espelho neutro, mas um mediador consciente, que articula ciência, ética e humanidade”, conclui Erica.
Assim, reconhecer a subjetividade não significa abrir mão do rigor, mas ampliar o alcance social da ciência. Como reforça Erica, é nesse equilíbrio entre método, ética e empatia que se constrói uma produção científica mais sólida e próxima da realidade.
Curiosidades
Trabalhar fora de casa sem gastar muito: como escolher espaços produtivos em Brasília
Encontrar um lugar adequado para trabalhar ou estudar fora de casa, sem gastar muito, tem se tornado um desafio para moradores do Distrito Federal. No Brasil, cerca de 6,6 milhões de pessoas ainda trabalham remotamente, segundo o IBGE, o que ajuda a explicar a busca por ambientes que ofereçam mais foco e estrutura fora de casa, como bibliotecas, cafés e espaços compartilhados.
Nesse cenário, a escolha do local passou a ser um fator estratégico para manter o rendimento ao longo do dia. Mais do que o preço, aspectos como conforto, nível de ruído, acesso à internet e localização devem ser levados em consideração na hora de definir o ambiente ideal.
Segundo Flávio Hideo, fundador do Grupo 365, um dos principais erros é priorizar apenas o menor custo. “Nem sempre o lugar mais barato será o mais vantajoso. É importante avaliar o custo-benefício, considerando estrutura, localização e o quanto aquele ambiente contribui para a produtividade”, afirma.
De acordo com o especialista, ambientes barulhentos ou com estrutura inadequada tendem a comprometer o desempenho. “Locais com muitas distrações ou internet instável dificultam a concentração e podem impactar diretamente a rotina de trabalho ou estudo”, explica.
Hideo destaca que já existem alternativas acessíveis para quem precisa trabalhar fora de casa, como espaços que oferecem estrutura adequada e um ambiente planejado para foco, como o 365. “Hoje é possível encontrar opções que equilibram custo e qualidade, com conforto e condições adequadas para manter a produtividade”, pontua.
Home office ainda é o modelo preferido entre trabalhadores
Mesmo sendo o modelo preferido por muitos profissionais, o home office nem sempre garante as condições ideais de produtividade. Distrações, falta de estrutura adequada e dificuldades de concentração fazem com que parte dos trabalhadores busque alternativas fora de casa ao longo da rotina.
Além da escolha do espaço, o planejamento da rotina também é essencial para evitar gastos desnecessários. Avaliar a frequência de uso, o tempo de permanência e custos extras, como consumo e deslocamento, pode fazer diferença no orçamento ao final do mês.
“A análise dos custos de forma mais ampla mostra que o mais barato nem sempre é a melhor escolha. Um ambiente adequado influencia diretamente na produtividade, na organização da rotina e na qualidade das entregas. Por isso, escolher bem o espaço deve ser visto como um investimento no próprio desempenho”, conclui.
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