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Saúde

Centro de Trauma do Hospital de Base passa por atualização e eleva padrão de cuidado em 2025

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Enfermagem implementou melhorias para garantir mais segurança, eficiência e qualidade no atendimento
Por Giovanna Inoue
Em 2025, a rotina intensa do Centro de Trauma do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) ganhou novos fluxos, mais organização e ferramentas que facilitaram o trabalho das equipes, tornando o atendimento ao paciente ainda mais seguro. As mudanças partiram da iniciativa da Gerência de Enfermagem do hospital, que revisou protocolos, padronizou processos críticos e ouviu os profissionais que atuam diariamente no atendimento ao trauma.
A transformação começou de forma simples, a partir da identificação do que poderia melhorar. A equipe mapeou riscos, dialogou com diferentes setores, revisou práticas antigas e, aos poucos, redesenhou a rotina do serviço.
Entre as novidades implementadas, uma delas teve impacto imediato no dia a dia das equipes. Os quadros do time de resposta rápida, onde ficam os nomes dos responsáveis pelo plantão e suas funções, foram atualizados. Antes, as informações se perdiam na dinâmica da emergência. Agora, com cores diferentes, disposição organizada e visual claro, o setor passou a funcionar como uma engrenagem precisa.
O enfermeiro Rennyffer Lopes descreve a mudança como um respiro dentro do ritmo acelerado do trauma. “Cada um precisa saber exatamente onde ficar. No trauma, tudo acontece ao mesmo tempo. É quase como uma equipe de Fórmula 1. Cada segundo importa e cada pessoa tem um papel específico. Com o novo quadro, a sincronia melhorou muito”, explica.
Ele resume a diferença de forma direta. “Organização salva tempo e, no trauma, tempo salva vidas. Quando o paciente chega e a adrenalina dispara, se alguém não sabe seu lugar, atrapalha. Agora isso não acontece mais, porque tudo já está pré-definido”, acrescenta.
A assessora técnica da Gerência de Enfermagem, Gabriela Rodrigues, percebeu uma mudança que vai além da organização física. “Hoje todo mundo faz questão de manter o quadro atualizado. Virou parte da cultura da equipe”, destaca.
O quadro foi viabilizado por meio de doações da Rede Feminina de Combate ao Câncer, da própria equipe do trauma e da Gerência Geral de Assistência da unidade.
Protocolos que fazem diferença no momento crítico
Outra mudança importante atingiu o coração dos atendimentos de emergência, o carro de parada — recurso estratégico que possibilita acesso rápido a insumos necessários — do centro de trauma. Ele passou a contar com organizadores internos e placas de identificação, que facilitam a visualização e a reposição de cada medicamento. O recurso já era utilizado em outras unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), mas ainda não no Centro de Trauma.
Com o ajuste, o carro de parada passou a ser denominado Carro de Acesso Imediato (CAI), com insumos definidos especificamente para o atendimento ao trauma. As placas organizadoras foram doadas pela Associação de Amigos do Hospital de Base.
Para o técnico de enfermagem Ricardo Carvalho, a diferença é clara. “Antes, as medicações ficavam um pouco misturadas. Agora, cada uma tem seu espaço. Até quem acabou de chegar consegue encontrar tudo rapidamente”, relata.
As placas também solucionaram um problema recorrente, o excesso de itens. “Com o organizador, padronizamos o estoque. Não tem como colocar nem menos nem mais do que o necessário”, explica Gabriela.
Um centro mais transparente para quem trabalha e para quem é atendido
A rotina do setor também ganhou mais visibilidade com a instalação de um novo painel de gestão pela Gerência de Enfermagem (GEREF). Onde antes havia apenas uma parede vazia, hoje existe um espaço de informação, alinhamento e educação permanente, com dados atualizados de atendimento, treinamentos, inovações da área médica e matérias institucionais.
O enfermeiro Carlos Eduardo Martins de Oliveira destaca o impacto imediato da iniciativa. “Melhorou muito a comunicação. Agora tudo está à vista, como dados, avisos, recados e estudos científicos. Ficou mais fácil alinhar o trabalho entre médicos e enfermagem”, comenta.
O painel foi doado pela enfermeira rotineira do trauma, Karina Simplício.
Escutar o paciente também faz parte do cuidado
O ano de 2025 marcou o início da aplicação da pesquisa NPS (Net Promoter Score) no Centro de Trauma. A ferramenta mede o grau de satisfação e a probabilidade de recomendação do serviço pelos pacientes, sendo aplicada no momento da alta.
A avaliação considera aspectos como tempo de espera, atendimento médico e de enfermagem, alimentação, limpeza e demais etapas do percurso do paciente.
“Queríamos entender como o paciente saía daqui, se estava satisfeito, se recomendaria o serviço e onde ainda poderíamos melhorar”, explica Paulo Henrique Marcineiro, assistente executivo da GEREF.
Os resultados apareceram rapidamente. No primeiro mês de aplicação da pesquisa, em agosto, o Centro de Trauma alcançou a Zona de Excelência, classificação mais alta do NPS, refletindo o impacto das melhorias implementadas.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, as mudanças no Centro de Trauma evidenciam o compromisso do Instituto com a modernização dos processos e a segurança do paciente. “Cada avanço implantado aqui é um investimento direto na vida das pessoas e nas condições de trabalho das equipes. O trauma é uma das portas mais sensíveis da nossa rede, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo”, finaliza.
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Saúde

Banco de leite do HRT passa por reforma e tem atendimento temporariamente restrito

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Bebês não nascidos no HRT devem procurar outras unidades da rede para orientação sobre aleitamento materno e doação de leite

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

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O Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga (BLH/HRT) está com atendimentos temporariamente restritos por conta de obras de reforma. A intervenção vai promover melhorias nas condições higiênico-sanitárias e na estrutura do espaço, com o objetivo de ampliar o controle de qualidade e a segurança do leite humano, além de proporcionar melhores condições para a assistência às famílias.

Durante o período de obras, o fluxo de atendimento foi reorganizado. Desde o final de agosto, os bebês nascidos no HRT e atendidos pelo banco de leite são acolhidos no Centro Especializado em Reabilitação (CER II Taguatinga), localizado a poucos metros do hospital.

 

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Os atendimentos no CER II Taguatinga ocorrem das 7h30 às 10h e das 13h30 às 16h. O serviço será destinado exclusivamente aos bebês nascidos no HRT que necessitem de suporte relacionado ao aleitamento. “Os atendimentos serão feitos apenas para os bebês do HRT que precisam de suporte, como bebês prematuros, de baixo peso e aqueles que apresentam dificuldades na amamentação”, explica Natália Conceição, chefe do setor.

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Apesar da restrição temporária dos atendimentos, os serviços de coleta, pasteurização e distribuição de leite humano realizados pelo BLH seguem funcionando normalmente em outro setor do HRT durante as obras. “A reorganização temporária do fluxo foi necessária para garantir a continuidade da assistência durante o período de revitalização do espaço”, observa Conceição.

Nascidos em outras unidades

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Enquanto o Banco de Leite do HRT estiver com atendimentos restritos, quem precisar de orientação ou suporte para o aleitamento materno deverá procurar o banco de leite humano da unidade onde o bebê nasceu, uma unidade básica de saúde (UBS), outro banco de leite humano ou posto de coleta da rede pública, preferencialmente o mais próximo de sua residência.

A rede do Distrito Federal conta atualmente com 14 bancos de leite humano e sete postos de coleta de leite humano. A relação das unidades, com endereços e contatos, pode ser consultada aqui.

Serviço disponível em todo o DF

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Os bancos de leite humano e os postos de coleta de leite humano atuam na promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno no Distrito Federal. As unidades oferecem atendimento e orientação a mães e bebês, realizam a coleta e o processamento do leite humano doado e fazem a distribuição do leite pasteurizado para os recém-nascidos que necessitam desse alimento. Também são responsáveis por garantir a qualidade e a segurança do leite por meio de processos de seleção, classificação e pasteurização. Essas ações contribuem para a promoção da saúde e para a redução da mortalidade infantil.

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Integrado à Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, o Distrito Federal faz parte da maior rede de bancos de leite humano do mundo, reconhecida internacionalmente pela atuação na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

 

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