Social
Entorno avança na atualização do Mapa do Turismo em reunião no Ministério do Turismo
Articulação da SEDF-GO reúne municípios em Brasília para garantir acesso a políticas públicas e recursos federais do setor
Representantes de dez municípios do Entorno do Distrito Federal participaram, na tarde desta quarta-feira (18/03), de uma reunião técnica no Ministério do Turismo, em Brasília, com a coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas para Desenvolvimento do Turismo, Ana Carla Moura. O encontro, articulado pela Secretaria do Entorno do Distrito Federal (SEDF-GO), teve como objetivo orientar e alinhar os municípios quanto à atualização e inserção no Mapa do Turismo Brasileiro, instrumento essencial para acesso a recursos federais e fortalecimento das políticas públicas de turismo.
A agenda ocorreu em um momento decisivo, já que o prazo para envio da documentação se encerra no fim de março com as regras antigas e a partir de 1º/04 com as novas regras, incluindo os Planos de Trabalho que deverão ser elaborados pelos COMTURs. Durante a reunião, foram esclarecidas dúvidas técnicas e apresentados os critérios necessários para a permanência e inclusão das cidades no sistema.
A gerente da SEDF-GO, Pâmella Miranda, destacou que a articulação vai além do aumento no número de municípios certificados. Segundo ela, o foco está na qualificação do turismo regional. “A proposta é fortalecer a estrutura e a organização das cidades da Região Turística Encantos do Planalto Central, garantindo que o crescimento venha acompanhado de qualidade”, afirmou.
O secretário adjunto de Cocalzinho de Goiás, Marcus Polo, ressaltou que o município já conta com planejamento estruturado até 2030, mas apontou desafios na consolidação do turismo como atividade econômica. “Acreditar é o primeiro passo”, disse, ao mencionar a necessidade de ampliar a cultura empresarial voltada ao setor.
Na mesma linha, Ana Carla Moura reforçou a importância da mobilização local para o desenvolvimento do turismo. “A pessoa só vai empreender se vir alguém que empreendeu sendo apoiada pela Prefeitura”, afirmou, destacando a relevância de iniciativas que valorizem prestadores de serviços cadastrados no Cadastur.
Participaram da comitiva os gestores Karla Monteiro (Alexânia), Rairon Murada (Cidade Ocidental), Marcus Polo e Junior (Cocalzinho de Goiás), Gheovanna Lowrranny (Corumbá de Goiás), Luciana Passos (Cristalina), Artur Vilela (Formosa), Eduardo Carvalho (Luziânia), Juarez Carneiro (Novo Gama), Ginair Oliveira (Planaltina) e Éverton Fernandes (Santo Antônio do Descoberto).
Atualmente, a maioria dos municípios trabalha na manutenção das certificações para o ciclo de 2026. Já Santo Antônio do Descoberto avança nos trâmites necessários para integrar oficialmente o sistema nacional de turismo.
Créditos:
Secretaria do Entorno do DF | Governo de Goiás
Social
“Parem de nos matar porque nós não vamos morrer”, afirma Cármen Lúcia em debate sobre violência de gênero
Autoridades do Judiciário, Ministério Público e PF discutiram os impactos da sub-representação feminina e os desafios institucionais no Brasil
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, fez discurso firme sobre violência de gênero e participação feminina na política durante evento em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, realizado nesta quarta-feira (18) pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB) em parceria com as Embaixadas do Canadá e da Noruega. Ao abordar o aumento dos casos de violência, Cármen Lúcia classificou o cenário como alarmante e afirmou: “Parem de nos matar porque nós não vamos morrer”.
Segundo a ministra, o Brasil vive uma “epidemia” de assassinatos de mulheres, realidade que também se reflete na política, com o aumento de ataques e intimidações contra candidatas e lideranças femininas. Para ela, a desigualdade de gênero tem raízes históricas e foi estruturada para limitar a presença feminina nos espaços de poder. “A sociedade foi organizada para que os homens participassem da política e as mulheres ficassem restritas a outros espaços”, disse.
Cármen Lúcia criticou o padrão de ataques direcionados às mulheres no debate público, sobretudo em períodos eleitorais, com abordagens mais agressivas e de caráter pessoal. Segundo ela, esse ambiente hostil contribui para afastar mulheres da vida política. Apesar dos avanços legais, segundo a ministra, a realidade ainda é desigual: “A igualdade está na Constituição, mas não está na vida”. Por fim, ela defendeu o enfrentamento à violência de gênero como condição para o funcionamento pleno da democracia. “Uma democracia que deixa de fora mais de 50% da população não é completa”, concluiu.
Cooperação internacional em prol das mulheres
Na abertura do evento, o ministro-conselheiro da Embaixada do Canadá, Simon Cridland, destacou que a sub-representação feminina é um problema global e que a paridade nos cargos de poder ainda está distante, podendo levar mais de um século para ser alcançada no ritmo atual. “Quando as mulheres são excluídas da esfera pública, a sociedade perde perspectivas essenciais para políticas mais justas e eficazes”, afirmou.
O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, ressaltou a importância da cooperação internacional no enfrentamento da violência política de gênero e defendeu a ampliação da participação de grupos historicamente excluídos. “É fundamental garantir que todas as pessoas, especialmente mulheres, jovens e pessoas LGBTQI+, participem da vida pública com segurança e em igualdade de condições”, disse.
O reitor do CEUB, Pio Pacelli Moreira Lopes, destacou o papel da universidade como um espaço aberto, plural e essencial para a promoção da participação feminina em todas as esferas e poderes. “À educação superior cabe um papel decisivo nesse processo, como espaço de produção de conhecimento, de formação crítica e de compromisso com o fortalecimento das instituições democráticas”, afirmou o reitor.
Instituições no enfrentamento à violência política
O evento reuniu instituições públicas para debater estratégias de enfrentamento à violência política de gênero. O delegado da Polícia Federal Henrique Oliveira Santos abordou os desafios na investigação de crimes no ambiente digital e a necessidade de aprimorar mecanismos de identificação e responsabilização. Já a procuradora Raquel Branquinho, do Ministério Público, enfatizou a atuação integrada com respostas mais ágeis do sistema de Justiça. Também foram abordadas a produção de dados e a criação de ambientes mais seguros para ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.
Créditos:
Por: Marina Gadelha
Fotos: Divulgação CEUB
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