Educação
Mais de 740 alunos concluem cursos gratuitos de inteligência artificial do Brasil.IA
Formaturas marcaram o encerramento de mais uma etapa do projeto, e novas turmas têm inscrições abertas até sexta-feira (3)
Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia
Na segunda-feira (29/6), foi realizada a formatura de mais uma etapa de capacitação em inteligência artificial oferecida pelo projeto Brasil.IA. A iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), em parceria com o Instituto Nacional de Empoderamento Social e Qualificação (Inesq), certificou mais de 740 moradores das regiões administrativas de Santa Maria, Samambaia e Brazlândia (Rodeador).
As turmas encerradas reuniram alunos de diferentes idades e perfis, que buscaram desenvolver novas competências diante do avanço da inteligência artificial em áreas como educação, trabalho, serviços e atividades do dia a dia. Ao longo do curso, os participantes tiveram contato com conceitos e aplicações práticas da tecnologia, aprendendo ferramentas que podem contribuir para a vida pessoal e para novas oportunidades no mercado profissional.
“A inteligência artificial já faz parte da realidade das pessoas, e preparar a população para lidar com essa tecnologia é uma forma de ampliar oportunidades. A qualificação em áreas inovadoras fortalece a inclusão digital e ajuda a construir um Distrito Federal mais preparado para os desafios do futuro”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino.
O projeto já percorreu 16 regiões administrativas e, somente no último ano, possibilitou a emissão de mais de 4 mil certificados, levando conhecimento tecnológico a milhares de moradores do Distrito Federal. Com a conclusão desta etapa, a iniciativa segue para novas regiões. As próximas turmas começaram na terça-feira (30/6) em Sobradinho, Itapoã, Sol Nascente e Candangolândia, com inscrições abertas até sexta-feira (3).
“A inteligência artificial já faz parte da realidade das pessoas e preparar a população para lidar com essa tecnologia é uma forma de ampliar oportunidades”
Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação
Durante o período de férias escolares, o Brasil.IA se torna uma oportunidade para estudantes, trabalhadores e demais interessados aproveitarem o tempo livre para adquirir novos conhecimentos e ampliar suas possibilidades profissionais.
Para a Secti-DF, o projeto reforça o compromisso de democratizar o acesso à ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das transformações digitais e estimulando a formação de cidadãos mais conectados às novas demandas do mundo do trabalho.
Serviço
Projeto Brasil.IA
Requisitos: A partir de 12 anos, sem necessidade de conhecimento prévio
Aulas: Presenciais, com carga horária de 60 horas
Locais: Unidades móveis (carretas equipadas) estacionadas nas regiões administrativas
Mais informações: @brasil.ia.inesq.
*Com informações da Secti-DF
Cultura
Escola rural de Brazlândia é o primeiro centro de ensino bilíngue de japonês do DF
Idioma é ofertado para estudantes do ensino médio e atende a anseios da comunidade local
Por
Mateus Vidigal, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
O Centro Educacional (CED) Incra 8 de Brazlândia é a primeira escola rural bilíngue de japonês de Brasília. O curso passou a ser ofertado em 2026 como parte da grade extracurricular de estudantes do ensino médio integral, a partir de uma parceria entre a Secretaria de Educação (SEEDF) e a Fundação Japão, por meio do Programa de Educação Bilíngue Intercultural (Pebi).
“A colônia japonesa é muito grande em Brazlândia e nós não dávamos conta de atender aos pedidos dela. Quando surgiu a ideia do curso, os alunos e a comunidade ficaram maravilhados”
Solange da Cunha, diretora do Centro Educacional (CED) Incra 8 de Brazlândia
“A Embaixada do Japão estava em busca de escolas para dar início a esse processo de escolha para essa parceria. Eles visitaram algumas escolas da rede pública e notaram que temos um público considerável para ofertar o curso de japonês, tanto na comunidade quanto no número de estudantes”, afirma a diretora da escola, Solange da Cunha.
Atualmente, em um universo de cerca de 1.200 alunos do CED, 75 participam das aulas de japonês, ministradas às segundas e quintas-feiras pela manhã. Brazlândia, conhecida como a capital do morango, tem uma importante comunidade japonesa.
Solange comenta também que o professor de língua japonesa do centro educacional, Gabriel Akito, 25 anos, tem uma relação íntima com a escola. “Ele chegou à escola em 2014, no oitavo ano do ensino fundamental, e não sabia falar português. Aprendeu aqui, depois fez o vestibular e passou para letras japonês na Universidade de Brasília; recentemente, passou no concurso para professor da rede e agora dá aula aqui”, lembra.
Intercâmbio cultural
Para Gabriel, a formalização do ensino bilíngue em um centro educacional traz benefícios tanto para os descendentes japoneses quanto para a cultura local — não apenas por inserir um novo idioma, mas também por fomentar o intercâmbio cultural.
“Para os descendentes, é importante porque eles se sentem mais pertencentes a uma comunidade que entende e integra uma cultura que não é muito tratada aqui no Brasil. Para os alunos, aprender mais cedo uma língua diferente melhora a habilidade de aprendizagem caso queiram estudar novos idiomas futuramente”, comenta o professor.
O curso pode ser feito por qualquer aluno do ensino médio integral que aceite a proposta curricular oferecida. Apesar de as classes terem sido instituídas em 2026, outras atividades já eram ofertadas na escola com o objetivo de fomentar o contato com o Japão.
Maranhense de São Mateus, a diretora do CED Incra 8 está no Distrito Federal desde os 2 anos de idade e à frente da direção há 22 anos. Para ela, em se tratando de uma escola rural, existe o dever de atender às demandas do campo.
“A colônia japonesa é muito grande em Brazlândia, e nós não dávamos conta de atender aos pedidos dela. Quando surgiu a ideia do curso, os alunos e a comunidade ficaram maravilhados”, conta. “Tem muita coisa boa acontecendo. A escola está mais viva do que nunca.”
Solange explica que, desde o sexto ano, a escola procura estimular a participação em eventos que aproximem os estudantes da cultura nipônica e da produção de projetos que tratem da cultura e de arte de um modo geral. Para ela, o contato com hábitos e costumes de outros países torna as pessoas mais compreensivas e receptivas.
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