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Diversas

Profissionais e pacientes do HUB participam de exposição artística na Casa da Cultura da América Latina

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A exposição “Diapedesis, práticas de cuidado em travessia” é composta por obras variadas, incluindo instalação, fotografia, têxtil, desenho, objeto, vídeo e práticas relacionais
Brasília (DF) – No dia 20 de agosto, quinta-feira, o “Grupo Analgesia – experiências em arte e saúde”, criado pela Comissão de Humanização do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil), realizará a abertura da exposição coletiva “Diapedesis, práticas de cuidado em travessia na Casa de Cultura da América Latina (CAL), às 19h. Com trabalhos produzidos por 16 artistas, a mostra aborda as relações entre arte, corpo, memória, pesquisa e políticas de cuidado na área da saúde. A entrada é gratuita.
As obras apresentadas atravessam diferentes linguagens, entre elas: instalação, fotografia, têxtil, desenho, objeto, vídeo e práticas relacionais; todas refletindo o ambiente hospitalar não como um lugar de doença, mas sim um território de encontros, afetos e produção de conhecimento. Elementos do cotidiano hospitalar, como cobogós provenientes do HUB-UnB, serão alguns dos trabalhos expostos, além de órgãos confeccionados em crochê e outras produções artísticas desenvolvidas a partir das vivências dos participantes do Grupo.
Para a médica reumatologista do HUB-UnB e integrante do Grupo Analgesia, Isadora Jochims, a arte é uma ferramenta poderosa para humanizar e aproximar contextos. “Essa exposição compartilha com a sociedade um conhecimento que nasce no cotidiano do SUS, construído de forma coletiva por pacientes, profissionais e artistas. Ao reunir arte, saúde e escuta, o Grupo Analgesia mostra que a humanização acontece quando reconhecemos o afeto e a experiência compartilhada como tecnologias capazes de transformar tanto as pessoas quanto o próprio espaço hospitalar”, destaca.
Diapedesis, práticas de cuidado em travessia 
O título da exposição, que tem Yana Tamayo como curadora, faz menção ao processo pelo qual células do sistema imunológico atravessam a parede dos vasos sanguíneos para alcançar um tecido inflamado. Invisível a olho nu, esse fenômeno marca o momento em que o corpo rompe uma fronteira para iniciar o cuidado. Tomando esse conceito da imunologia como metáfora, a exposição propõe uma travessia entre arte, saúde e universidade.
Mais do que representar a doença, Diapedesis investiga aquilo que circula entre os corpos: memórias, vulnerabilidades, narrativas e formas de resistência. A exposição convida o público a atravessar essas membranas, reconhecendo que cuidar também é construir passagens entre saberes, pessoas e instituições.
Grupo Analgesia
Nascido no HUB-UnB, o “Grupo Analgesia – experiências em arte e saúde” é formado por mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), com doenças autoimunes e dores crônicas, além de cuidadoras, profissionais de saúde e artistas do hospital. O coletivo foi fundado em 2022 como uma iniciativa da Comissão de Humanização do HUB-UnB, e idealizado pela reumatologista e artista visual Isadora Jochims e a terapeuta ocupacional Helenice Vespasiano.
A partir de oficinais semanais ministradas pelas próprias participantes, e que acontecem no HUB-UnB, o Grupo Analgesia valoriza os saberes comunitários e os conhecimentos construídos em uma dinâmica horizontal de troca e cuidado, trabalhando temas como autonomia, direitos dos pacientes, institucionalização e saúde mental. Seus trabalhos já foram apresentados no Espaço Pé Vermelho (Planaltina-DF) e em ações públicas como o Bloco do Rivotril (Carnaval de Brasília) e a 17ª Conferência Nacional de Saúde.
Comissão de Humanização do HUB
A Comissão de Humanização do HUB foi criada em 2018, com o objetivo de fortalecer a Política Nacional de Humanização (PNH) no ambiente hospitalar para melhorar a qualidade do atendimento prestado aos pacientes e seus familiares; promovendo relações mais humanizadas entre pacientes, acompanhantes, profissionais e gestores; incentivando ações de acolhimento, comunicação, respeito à diversidade e participação dos usuários; e contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável, valorizando os profissionais de saúde.
Atualmente, a Comissão reúne 19 profissionais do hospital, que atuam nas áreas de psicologia, serviço social, assistente administrativo, fisioterapia, fonoaudiologia, arquitetura, medicina, terapia ocupacional, ouvidoria e enfermagem.
 
Serviço – Exposição “Diapedesis, práticas de cuidado em travessia” 
Local: Galeria Chocó, Casa de Cultura da América Latina
Data de abertura: 20 de agosto, quinta-feira, às 19h
Período da exposição: de 21 de agosto a 17 de outubro de 2026
Horário de visitação: das 9h às 19h (segunda a sexta-feira)
Classificação: Livre; o local conta com acesso para pessoas com deficiência
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da Rede HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
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Curiosidades

Alunos ganham suporte 24 horas com IA que aprende o método de cada professor

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Marlom Andrade, CEO da Tutory, explica como a inteligência artificial pode personalizar cronogramas, auxiliar na fixação de conteúdos e ampliar o acompanhamento dos estudantes sem substituir o papel do educador

A inteligência artificial começa a ganhar espaço também no acompanhamento pedagógico, com ferramentas capazes de oferecer suporte aos estudantes de acordo com suas necessidades e com a metodologia desenvolvida por cada profissional. A proposta é ampliar a assistência fora dos horários tradicionais de aula e tornar o processo de aprendizagem mais personalizado.

Na Tutory, plataforma brasileira de gestão de serviços de coaching e mentoria de estudos, a inteligência artificial está integrada aos dois produtos da empresa, Mentoria e HUB, com funções específicas de acordo com o contexto de uso.

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Na Mentoria, a IA é utilizada para criar cronogramas de estudo personalizados. A ferramenta cruza as informações preenchidas pelo aluno no início do acompanhamento, como tempo disponível para estudar e edital de interesse, com o método definido pelo professor ou mentor. A partir desses dados, o sistema constrói automaticamente um planejamento individualizado.

“O cronograma é construído a partir de duas informações fundamentais: a realidade do aluno e o método do especialista que o acompanha. A inteligência artificial consegue cruzar esses dados e transformar essa combinação em um planejamento personalizado”, explica Marlom Andrade, CEO da Tutory.

Outro recurso está no replanejamento dos estudos. Quando o aluno deixa de cumprir determinado dia do cronograma, a inteligência artificial pode reorganizar o planejamento com poucos cliques. O conteúdo que não foi estudado não é perdido, mas retorna em outro momento da rotina, sendo reencaixado no fluxo geral.

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Esse processo reduz a necessidade de ajustes manuais e pode facilitar tanto o trabalho do mentor quanto a organização do próprio estudante, especialmente em rotinas de estudo que sofrem alterações ao longo da semana.

Já na HUB, a Tutory conta com a MaIA, uma assistente de inteligência artificial voltada à fixação do conhecimento. Para os alunos, a ferramenta pode gerar resumos de videoaulas, criar perguntas sobre o conteúdo assistido com respostas justificadas e produzir mapas mentais para auxiliar na memorização.

“A proposta é que a inteligência artificial esteja presente em diferentes etapas do estudo. Ela pode ajudar o aluno a revisar uma aula, testar o que ele realmente aprendeu e organizar visualmente os principais pontos do conteúdo”, afirma Marlom.

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A MaIA também possui funções voltadas aos professores e mentores. A ferramenta pode auxiliar na correção de redações, oferecendo recursos como resumo do tema, análise de legibilidade e avaliação da emoção presente no texto, além de permitir que o profissional solicite avaliações adicionais ou personalize a análise.

O professor também pode utilizar a ferramenta para obter sugestões de conclusões ou outros elementos que possam ser trabalhados e posteriormente encaminhados ao aluno. A decisão sobre como utilizar essas informações, porém, permanece com o profissional responsável pelo acompanhamento.

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Segundo Marlom Andrade, a tecnologia foi desenvolvida para atuar como uma ferramenta de apoio, e não para assumir decisões pedagógicas.

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“A inteligência artificial entra para sugerir, organizar e auxiliar o processo de aprendizagem. Quem continua tomando as decisões pedagógicas é o professor ou o mentor, que conhece o aluno, sua trajetória e os objetivos daquele acompanhamento”, destaca.

Outro impacto está na possibilidade de ampliar o suporte oferecido aos estudantes. Como as ferramentas podem permanecer disponíveis fora do horário tradicional de atendimento, o aluno consegue acessar recursos de estudo, revisão e organização mesmo quando o professor ou mentor não está conectado.

A combinação entre personalização, automação de tarefas e suporte contínuo acompanha uma tendência de uso da inteligência artificial na educação, especialmente em modelos de mentoria, coaching e preparação para provas. Nesse cenário, a tecnologia funciona como uma camada adicional de assistência, enquanto a estratégia pedagógica permanece sob responsabilidade do profissional.

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Para Marlom Andrade, o diferencial está justamente em utilizar a inteligência artificial de acordo com o método de cada especialista e as necessidades de cada estudante.

“A tecnologia precisa estar a serviço do método e do aluno. O objetivo não é substituir quem ensina, mas dar ao profissional ferramentas para acompanhar melhor seus alunos e permitir que eles tenham mais recursos para estudar, revisar e se organizar”, conclui.

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