Saúde
HUB participa da rede de cuidado envolvida na doação e no transplante de órgãos
da doação de órgãos
- 10/09 – Ação de incentivo ao transplante, na sala de espera de pacientes, no subsolo do prédio da Unidade da Criança e do Adolescente (UCA).
- 18/09 – 6º Seminário de Transplante e Doação de Órgãos, Tecidos e Células, integrando a programação do 2º Conecta HUB, na UCA.
- 20/09 – Participação especial na Corrida/Caminhada da UnB/HUB, na Universidade de Brasília.
Saúde
Peso, gordura e músculo: por que os números da balança contam só parte da história
Composição corporal ajuda a identificar mudanças na proporção de gordura e músculos que não aparecem nos quilos e pode ser um indicador mais relevante da evolução física
São Paulo, setembro de 2026 – A balança pode permanecer no mesmo número enquanto o corpo passa por mudanças importantes. Isso acontece porque o peso corporal reúne gordura, músculos, água, ossos, órgãos e outros tecidos, e não revela quanto cada componente representa. Uma pessoa que começa a treinar, por exemplo, pode reduzir gordura e ganhar massa muscular sem apresentar uma queda significativa de peso. É o que se chama de recomposição corporal, processo que ajuda a explicar por que acompanhar apenas os quilos pode produzir uma visão incompleta dos resultados.
“O peso é apenas uma informação dentro de um conjunto muito maior. Quando avaliamos a composição corporal, conseguimos entender se houve redução de gordura, preservação ou ganho de massa muscular e relacionar esses dados à evolução do condicionamento e da força. É possível, portanto, manter o mesmo peso na balança e estar evoluindo de forma bastante positiva”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico corporativo da Cia Athletica. Massa magra e massa muscular, por exemplo, não são sinônimos: enquanto a primeira engloba tudo o que não é gordura, como músculos, água, ossos e órgãos, a massa muscular corresponde especificamente ao tecido ligado à contração e à produção de força.
Para acompanhar essas mudanças, métodos como bioimpedância, adipometria, medidas de circunferência e registros fotográficos podem ser utilizados em avaliações periódicas. A bioimpedância, bastante comum nas academias, fornece estimativas da composição corporal e pode sofrer interferências de fatores como hidratação, alimentação, horário da avaliação e exercícios realizados anteriormente. Por isso, mais importante do que comparar resultados isolados é observar a tendência ao longo do tempo, preferencialmente realizando as avaliações em condições semelhantes. Mudanças no caimento das roupas, aumento das cargas no treino e melhora do condicionamento também ajudam a mostrar uma evolução que nem sempre aparece na balança.
“Quando o objetivo é melhorar a composição corporal, musculação e exercícios cardiovasculares têm papéis complementares. O treinamento de força estimula e ajuda a preservar a massa muscular, enquanto o cardio contribui para o gasto energético. Mas o resultado não depende de uma avaliação isolada nem acontece de uma semana para outra: é preciso considerar treino, alimentação, recuperação e consistência”, afirma Ferreira.
Na Cia Athletica, a avaliação física inicial e o acompanhamento da evolução consideram composição corporal, força e condicionamento para orientar o programa de treinamento de acordo com os objetivos, a rotina e o histórico de cada aluno.
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